quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Eu tenho muitas escritas incompletas (talvez essa seja uma delas),
como todas as minhas relações, incompletas.
SEmpre tenho a impressão de que falta algo.
Aquele beijo que você perdeu a hora de roubar,
Aquele abraço que faltou na hora de ir embora porque você se acanhou,
Aquele carinho que você não fez com medo de acordar alguém e
Aquele EU TE AMO que você achou que era cedo demais pra dizer.
Falta mais carinho dele, mais atenção dela,
mais paciencia dele, mais dependencia daquela.
Sempre falta.
A eterna e constante presença da ausência.


xD

3 comentários:

Fernanda disse...

A eterna e constante presença da ausência.

Disseste tanto com tão pouco, minha menina!
É incrível o que a gente deixa de faezr por timidez e pior, por medo.Medo de ser mal-interpretada,incompreendida.
O negócio é ter autoconhecimento suficiente pra justificar tudo o que se faz quando alguém vier tirar satisafação.

Beijos, adorei teu escrito de hoje!

Lu Morena disse...

Tem muita coisa que a gente cala, freia, deixa pra lá... e depois já era, tarde demais, fica só a falta, a saudade, a ausência... a vontade perturbadora de refazer, tentar de novo, ir até o fim...
Acho que quem consegue chegar até o fim deve sentir menos faltas.

alexandre henrique disse...

opa! bom tempo! o maior problema das escritas incompletas, é a insegurança de quem escreve. isso leva as pessoas a não gostarem, não mostrarem, e principalmente, não terminarem o que começam. com escritos, é um pouco mais pessoal: você pode escrever algo hoje, e achar suficientemente infantil amanhã, a ponto de não mostrá-lo a ninguém, e aoagá-lo. acontece porque, normalmente, escreve-se sobre sentimentos. sentimentos estes que mudam a todo instante. por isso, o que você sente hoje, pode achar bobo amanhã. tenho certeza que teve um medo infundado na infância, que hoje te parece ridículo. mas com o tempo e a prática, ganha-se confiança. devo dizer, que tem melhorado bastante como escritora, deixando mais consistente. e eu descobri que sirvo pra analisar e criticar o que está pronto, mais do que sirvo para escrever. é um dom, e uma maldição. me identifico no e com os seus textos. ^^