<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542</id><updated>2011-12-21T22:25:32.620-03:00</updated><title type='text'>_ Necessidade _</title><subtitle type='html'>... de viver, de amar,, de dizer, de possuir... de escrever!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>131</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3877044419946554373</id><published>2011-10-21T19:14:00.000-03:00</published><updated>2011-10-21T19:17:39.072-03:00</updated><title type='text'>Sobre Pedaços</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você é metade de mim, metade certa, metade igual, sabe? METADE !&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Podem falar o que quiserem, mas uma metade de mim; é você!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você é metade em mim que gosta de pizza de champignon. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você é metade em mim que gosta daquele frio insosso de deixar os dedos das mãos frios e os dos pés roxinhos, de deixar o nariz gelado pra encostar no pescoço de alguém em baixo do edredom no meio do filme romântico-água-com-açúcar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você é a metade de mim que adora academia e adora correr na praça logo de manhã. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você é a metade em mim que gosta de pratas, baleias e tecnologias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É a metade em mim que quer ter muitos filhos, que quer casar cedo, que quer conhecer o mundo, que me quer mais bonita, disposta, preparada, em forma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você é aquela metade que programa viagens de férias a dois, pra um lugar distante, que tenha um parque que eu possa andar com você no frio e sentar em volta de um lago qualquer pra brincar de contar peixes, jogar comida pros patos, olhar o vento nas árvores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então não vá embora, porque você é a parte de mim que eu mais gosto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então fica, que eu faço o que você quiser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu só quero continuar com esse pedaço significativo que é você, se quiser corto outros pedaços. Os pedaços que você não gostar, pode falar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu corto aquele pedaço que despeja preguiça e gula no meu sistema circulatório. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu corto o pedaço que bloqueia o filtro entre pensar e falar, entre pensar e agir, entre sentir e pensar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu corto o pedaço que me deixa extremamente enciumada quando você pega aquele seu violão e esquece que o resto do mundo existe; que eu tenho TPM; que há greve nos correios; que faltam vagas em hospitais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu corto a parte do drama, do sentimentalismo, da carência, da produtividade, do egoísmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu corto a parte, se quiser eu corto até a parte que seria capaz de tudo só pra você ficar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então não vá embora, por favor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fica, porque eu perderia pedaços de mim, mas não perderia você. Você não! Porque metade já é demais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3877044419946554373?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3877044419946554373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3877044419946554373' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3877044419946554373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3877044419946554373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/10/sobre-pedacos.html' title='Sobre Pedaços'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8186150113903956981</id><published>2011-08-18T20:45:00.001-03:00</published><updated>2011-08-18T20:46:58.554-03:00</updated><title type='text'>Sobre VOCÊ</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estranho você não estar por aqui antes, nesse lugar chamado NECESSIDADES, pois, das minhas, você está entre as primeiras. Você que não era nada no meu coração, coração formado por nebulosidades e possibilidades, com 'talvez' e 'quem sabe', seguidos por infinitas reticências. Coração enganado, tolo, que acreditava que podia sair do peito e viver um sonho. Com você é realização, pé no chão, coração disparado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu pedi tanto, pra todos os santos, então você chegou, atrasado, disfarçado, demorou pra eu te reconhecer, meu coração lembrar você. Talvez eu tenha te amado, estranho, desde o primeiro instante, mas até então sem saber de amor, não pude entender. Com você tudo tem tempo errado, fora de hora, descompassado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Compasso de quatro tempos fazendo seis meses, pausas que não fazem nem dois dias, acordes ritmados no seu tom, sol de uma canção de amor. E a partitura dessa vida sendo escrita a cada soar do despertador, sem ensaio, improviso. Eu improvisando no seu palco, e você ensaiando uma junção do seu palco no meu. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu abri a porta pra você, furacão. E você, furacão, invadindo minha vida, já de cabeça pra baixo. Você, furacão, colocando tudo em seu devido lugar, trouxe flores, abajur e adubo, multiplicou não só as flores, mas os sonhos e os sorrisos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você que não existia pra mim, escreveu seu nome na linha pontilhada, formada por tantas reticências, no meu coração.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Obs: Existe uma lista de e-mails que são comunicados quando postamos um texto no blog.. Caso queira incluir seu e-mail, me avise. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8186150113903956981?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8186150113903956981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8186150113903956981' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8186150113903956981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8186150113903956981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/08/sobre-voce.html' title='Sobre VOCÊ'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2789621495784785619</id><published>2011-06-18T00:21:00.002-03:00</published><updated>2011-06-18T01:14:47.732-03:00</updated><title type='text'>Sobre O Que Não Fomos.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; "&gt;Me peguei rindo &lt;/span&gt;ontem porque, de repente, me lembrei daquele dia em que conversávamos tarde da noite na sala da casa d&lt;/span&gt;o seu irmão. Dever&lt;/span&gt;íamos estar dormindo aquela hora, mas estávamos acordados, tínhamos acabado de transar, você disse que me queria antes, disse eu te amo durante, e nós rimos tanto por qualquer motivo depois. E nós rimos tanto porque você me contou aquela piada idiota. Você tapava minha boca e me pedia pra rir mais baixo, você dizia sem parar: xiu! Mas nem você conseguia se conter, você ria de eu rir da sua piada idiota. Me peguei rindo ontem daquela nossa madrugada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentei te ligar de madrugada, mas eu tenho mania de me sabotar, abortei a ligação antes que chamasse. Antes que o meu nome ficasse registrado no identificador de chamadas do seu telefone. Acho que seria confuso e reviraria seu estômago mesmo eu não tendo mais a importância que um dia eu tive. Será que voltariam algumas das sensações que um dia eu te fiz sentir? Aquele velho frio na espinha de ouvir minha voz e tudo que eu tinha pra falar? Aquele velho pensamento de me achar doce pra dizer coisas tão pesadas? Eu queria ter ligado, queria ter escutado você dizer que estava tudo bem, que a vida andava boa, que continuava fazendo as velhas coisas ou talvez não, me contasse novos hábitos, nova rotina, novo amor, me dissesse como está feliz, como está amando. Seria bom ter de novo aquele velho hábito de dividir confidências com você. Mas desliguei antes de chamar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como já disse, eu tenho mania de me sabotar. Fico me proibindo pensar em você, fico me proibindo ver você nas coisas em que eu via antes, fico me proibindo você. Porque, sabe, pensar em você traz à tona sentimentos que eu escondo lá no fundo, naquele pedaço de ferida aberta do meu coração. A saudade nem me atrevo a reclamar, essa sempre foi constante, mesmo quando escutar seu nome pela rua me fazia sorrir instantânea e involuntariamente. Agora, ouvir seu nome me faz sentir de novo incapacidade. Não só incapacidade, mas fracasso. Eu sinto gosto de fracasso na boca, acredita? Fracasso por pensar em tudo que podíamos ter sido e não fomos, não somos, não seremos. Tristeza, uma pontada de tristeza, como fisgada de dor na cabeça. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por tudo isso e por vários sentimentos que ainda não disse a ninguém, porque não consigo traduzir, por tudo isso eu queria te ligar. Pra dizer e fazer passar. Assim como passar sentimentos pro papel os tira de mim, eu queria passar tudo que sinto pra você, naquela linha, por aquele aparelho eletrônico. Te mostrar, te contar, como se escreve num quadro negro e apaga, como se rasga a folha de papel antes de jogá-la no lixo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu conseguisse te ligar qualquer dia, perguntaria a você como foi que você escolheu saltar da minha vida, em que ponto da viagem você decidiu que já não era mais confortável ficar nesses assentos almofadados que eu reservei pra você no lugar mais arejado que havia em mim. Em que ponto foi? Você diz que o amor se perdeu aos poucos, e que foi se perdendo até não restar mais nada. Ah meu amor, sua distração sempre me atraiu muito. Meu menino distraído, como foi que você não percebeu seu amor minguando aos poucos? Como foi que algo tão grande se perdeu tão rápido entre os meus dedos se a fresta pra saírem era pequena demais? A gente só perde aquilo que não tem cuidado suficiente pra guardar em segurança, meu menino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia eu te ligo, quando o seu nome não me causar mais revertério no estômago, quando eu parar de sentir meu estômago se contraindo e querendo expulsar tudo lá dentro. Quando aquele velho pedaço de ferida aberta do meu coração cicatrizar. Quando eu não mais sentir gosto de fracasso ao lembrar o que não fomos, porque o que não fomos sempre foi uma fantasia minha. Fantasia que vou readaptar, reformular, aumentar aqui, cortar alí e vestir em uma outra pessoa. Quando qualquer coisa que me lembre você não me deixar mais triste por achar que foi tudo em vão. Quando eu esquecer que você me dizia que amar na vida é uma vez, e depois saiu amando várias outras pessoas e entender que você não fez por mal, entender que era o que você realmente pensava naquele instante, mas que você se enganou, que isso é normal, não foi por mal. Quando eu perceber que também me enganei quando concordei com você. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia te ligo, quando eu perceber que também não foi por mal quando eu disse que nunca amaria ninguém como você e acabei amando depois. Não foi por mal. Eu espero um dia perceber o quão enganada eu estava. Por enquanto, continuo tendo amado você do jeito que não fui capaz de amar qualquer outra pessoa até hoje. Mas se você se enganou, porque não posso me enganar também não é? Te ligo quando perceber meu grande engano, quando não sentir mais nenhuma necessidade vital de você, quando eu não mais sentir aquela imensa vontade de abrir os olhos e ser você, quando eu não mais achar você tão fraco, quando não mais ter a impressão de abraçar você, ao invés do travesseiro, no meio da noite. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te ligo quando não mais pensar que seja necessário ligar pra você pra dizer qualquer coisa, quando a mágoa passar, quando eu não tiver que perguntar 'por que você saltou?' porque então já não vai mais fazer diferença o 'por que'. Os 'por que's. Então é isso, te ligo, te chamo pra sentar em uma sorveteria, quando mais nenhum 'por que' fizer diferença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sentaremos de frente um pro outro, daremos aquele nosso velho olhar cordial, faremos aquele semblante de ‘como é bom te ver’ e conversaremos coisas sem sentido, e teremos boas lembranças, e daremos boas risadas. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E então, quem sabe você não ri também de lembrar que um dia tarde da noite, na casa do seu irmão, nós rimos incontrolavelmente de uma piada idiota que você contou, sobre a centopéia, seu marido ciumento e seus incontáveis pés.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Obs: passou!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2789621495784785619?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2789621495784785619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2789621495784785619' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2789621495784785619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2789621495784785619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/06/sobre-o-que-nao-fomos.html' title='Sobre O Que Não Fomos.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8629020371266943852</id><published>2011-05-09T22:43:00.001-03:00</published><updated>2011-05-09T22:46:05.541-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Bailarina</title><content type='html'>Não fazia questão de ser amada. O que? Como assim? Todo mundo faz questão de ser amado, e mais ainda, todo mundo faz questão dessa coisa que chamam de re-ci-pro-ci-da-de. Que graça tem amar sem receber ao mesmo? Pra ela tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que não queria ser amada de volta, queria sim, mas isso pra ela não era o de mais importante, [cochichando] se quer saber, nem fazia falta. Já fora tão amada pelos pais, pelos amigos. Era uma dessas pessoas que é difícil achar quem não goste, mas ele não gostava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era miudinha demais para ser amada como mulher, ainda mais por ele que era tão... Grande! Desmedido! Em proporções e atos&lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;Uma bailarina que nunca amou ninguém. Não se espera tanta frieza de um coração de bailarina, mas não era fria, era doce, quente, amiga, era perfeita, as bailarinas são sempre perfeitas não é? Com exceção daquela gordinha que a mãe tenta colocar no balé pra ver se fica mais feminina e preocupada com a beleza.Estou falando das meninas que nasceram para serem bailarinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nunca havia amado, e só pelo fato de amar alguém já se fazia satisfeita, satisfeita até demais, eu digo. Não conhecia se quer o amor, imagina então a reciprocidade do mesmo? Achava que era mito, lenda, conto infantil, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amava... E por amar já se sentia satisfeita, feliz, e podia ter sido assim pra sempre, mesmo que pela eternidade João não a tivesse amado. Mas amou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8629020371266943852?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8629020371266943852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8629020371266943852' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8629020371266943852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8629020371266943852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/05/sobre-bailarina.html' title='Sobre a Bailarina'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8432481179852264889</id><published>2011-04-04T22:13:00.002-03:00</published><updated>2011-04-04T22:21:21.652-03:00</updated><title type='text'>Sobre Abnegação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é que eu posso te dizer todas essas coisas que eu sinto sem magoar você? Sabe, tem muitos aspectos meus que você ainda não conhece, porque a gente não se mostra tão fraca assim pras pessoas, mesmo as pessoas mais próximas. Minto, você consegue fazer isso e é lindo, mas eu não. E é por isso que você não me vê dizendo todas as coisas que eu escrevo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isso que você não me vê chorando no seu colo, embora sangrando por dentro eu queira muito. Você não vai me ver pedindo seu colo, porque mesmo eu querendo muito uma coisa, depois que eu peço eu não me sinto muito confortável em ter, como se ganhar voluntariamente fosse mais digno do que pedir, e é assim em tudo pra mim, e é por isso que não reclamei sua presença, nem seu colo. Dei alguns sinais, mas acho que você perdeu o jeito de me decodificar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe, você é do tipo de pessoa que todo mundo se apaixona quando chega perto, você cativa, você conquista. A gente tem impressão de já conhecer você desde criança, porque você passa uma segurança incrível, uma confiança que faz a gente se lançar no picadeiro sem saber fazer nenhuma mágica, andar na corda bamba sem rede lá embaixo pra remediar uma possível queda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gente ama demais, sabe? A gente se joga demais, a gente sonha demais, a gente acredita. E é por isso que a gente se identifica. Somo assim, fazer o que? Quando se trata de sentimentos eu sei que você pode me entender com um olhar. É só te contar qualquer coisa e você já sabe como eu me sinto, só de ver como eu te olho. E você é assim com todo mundo. E isso é lindo. Você que acompanhou várias quedas minhas, não estava lá na última queda, justo você, que já havia caído igual, que podia me mostrar o caminho pra reerguer, que podia me ensinar a andar novamente. Pé após pé. Você que me entendia com o olhar, você que me abraçava dando o seu refúgio, você que sorria me mostrando dias melhores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você não estava lá, não estava lá pra saber como eu caí, não estava lá pra me olhar e entender como eu me sentia. Não estava lá pra fazer com que eu me sentisse melhor só por você me entender, não estava pra me ensinar a caminhar novamente, e você era a única capaz de... Me senti como se tivesse entrado no picadeiro, a platéia me olhando, esperando o meu melhor, esperando que eu arrancasse várias risadas deles e eu... Eu corri. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corri como eu sempre faço, me escondi e escondi a minha dor como eu sempre faço, pois você não estava lá pra dizer que era normal sentir dor, pra dizer que não era feio sofrer, você não estava lá pra me dizer que eu ficaria bem. Não estava pra me acolher no seu abraço maternal, não estava pra dizer o que eu sabia que diria. E você faz tanta falta, com seu andar desengonçado e seu meio sorriso suave, sua risada boa de ouvir, seus clichês, seus abraços maternais, seu violão, seus elogios. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentei tanto escrever um texto pra você, mas você merece um texto grandioso, daqueles que falam de amor e girassóis, daqueles que soam como Buarque e Jobim, daqueles que vibram como samba, e não desses que sangram rubro, desses escuros, rubro-negro. Não consegui. Saiu esse, meio torto, meio desengonçado como seu andar, dá pra combinar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que a doçura se perdeu em meio à luta, a doçura de ser sempre mais amor. De saber que cada um que anda ao teu lado, independente da luta, da causa, das crenças, cada um deles é tão importante quanto à causa, qualquer causa. Porque a causa muda e se perde de vez. As pessoas mudam e nem por isso se perdem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você perdeu sua doçura em meio à militância pra reivindicar amor? Pois que venha o amor, mais amor, sempre mais amor! Ser amado novamente como se foi um dia, como não se deu valor um dia, ou só ser amado como se amam, como os outros amam. Mas com a gente é tudo sempre tão diferente, tão mais complicado ou não, tão mais simples e o difícil é só aceitar, aceitar receber menos do que dá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão difícil abrir mão do que se quer pro outro ser feliz, não é? Você, mais do que ninguém, sabe disso. Tão difícil abrir mão das próprias carências pra ver o semelhante feliz, tão fatidicamente semelhante. Abrir mão de receber e continuar sempre dando, dando, dando, dando, dando até esgotar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi, vendo você, a não ser egoísta nas relações. Cheguei a querer exigir, cheguei a querer pedir, mas você não entenderia, você não entende mais isso, você é toda abnegação. Por isso não reivindico, não cobro, não espero, não exijo, e assim, se essa minha presença tão distante, tão deixada pra trás, tão nostálgica, se é assim que ela te faz feliz, eu aceito. Mas tão difícil abrir mão das próprias carências pra ver o semelhante feliz, tão fatidicamente semelhante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, me desculpe, sem você eu me senti como se estivesse balançando no trapézio sem ninguém do outro lado pra segurar, sem você do outro lado pra dizer 'solta e vem que eu te seguro', sem ninguém pra segurar a minha mão quando escorreguei de lá de cima, o suor da mão, o trapézio escorregou, sem rede em baixo pra me amparar, eu caí. E não quero ser injusta, nem egoísta, nem nada parecido, mas eu preciso que você saiba que você não estava lá pra me segurar quando eu caí. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Obs: vem se enxergar, de novo, aqui. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8432481179852264889?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8432481179852264889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8432481179852264889' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8432481179852264889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8432481179852264889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/04/sobre-abnegacao.html' title='Sobre Abnegação.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2620873044532595872</id><published>2011-02-18T22:08:00.001-03:00</published><updated>2011-02-18T22:14:39.974-03:00</updated><title type='text'>Sobre Peito Aberto</title><content type='html'>O bom de ter poder de argumentação é que você pode convencer os outros de qualquer coisa. O bom de ter um ótimo poder de argumentação é que você pode convencer a si mesmo de qualquer coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu exercitei isso comigo hoje a noite inteira, enquanto sentado nesse bar queria em vários rompantes ligar para ela, pra dizer que eu sentia a falta dela, ou pra dizer que eu me surpreendo pensando dela, ou talvez algo bem mais impessoal e que dissesse menos de mim, como, sei lá, talvez, um 'Oi!'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercitei também quando fiquei pensando que deixei as coisas irem longe demais com todas as outras pessoas com quem ando saindo, além dela, e que não se pode ter compromisso sem estar compromissado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostar de alguém é pisar em terreno até então estranho, onde tudo é novidade e tudo me assusta me faz querer recuar e desistir como tenho feito em quase tudo na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando pensei que poderia magoar ela se eu fugisse dela, ou do sentimento, ou da situação, e mais ainda, me magoar, coisa que venho tentando evitar a todo e qualquer custo, foi quando pensei em mágoa que repeti, e convenci a mim mesmo que mal não pode haver em deixar as pessoas se entregarem sem responsabilidade, afinal, as pessoas sabem se defender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes digo o que sinto quando estou mais aberto, mas nem sempre esse sentimento de gostar perdura até a manhã seguinte. E não há nada mais perigoso que mentiras sinceras ditas com carinho e irresponsabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer que estou confuso, não estou, só que ando sentindo o suficiente, para estar perto, por todas as pessoas que ando saindo, por pessoas demais e a soma desse suficiente é cada vez mais insuportável em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ter essência de crianças, tão sinceras e... Sinceras. Dizem o que sentem, o que incomodam, fazem críticas que a gente se quer ousaria comentar, falam de sentimentos que a gente tem medo de decodificar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando sentindo coisa bonita, e não quero pensar no que fazer com isso como os adultos fazem, cheios de suas preocupações e planos pro futuro. Eu quero só sentir, quero só viver, quero só experimentar, deixar crescer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gente assim, isso é um perigo. Então vistam suas armaduras e recarreguem suas armas porque aí vou eu, e mais do que sempre, eu estou indo de peito aberto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: dia bom de chuva!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2620873044532595872?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2620873044532595872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2620873044532595872' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2620873044532595872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2620873044532595872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/02/sobre-peito-aberto.html' title='Sobre Peito Aberto'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1229875679764511792</id><published>2011-01-21T15:54:00.002-03:00</published><updated>2011-01-21T15:59:24.358-03:00</updated><title type='text'>Sobre Amores Imperfeitos</title><content type='html'>Ele atrás de mim a me abraçar, com seu corpo nu quase dentro do meu sussurrou baixinho em minha orelha: - Eu quero tirar você daqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um minuto me pareceu tão sincero, tão bonito e tão tentador. Pensa bem, uma boca bonita como aquela pra beijar antes de dormir. Pra beijar depois de acordar, pra beijar antes ou depois de qualquer coisa que der vontade. Pra beijar a qualquer hora, durante também, por que não? E ele era o único que eu beijava por prazer e beijaria por prazer até o resto da minha vida aquela boca tão tentadora, tão delícia. Eu o conheci na puberdade e agora ele era um homem, um homem com aura de menino. Ele Era o meu menino. Ele aflorava todos os sentimentos do mundo em mim, me dava um puta tesão, mas ao mesmo tempo ele despertava até o meu instinto maternal. Queria cuidar dele, queria ele pra sempre do meu lado, queria cuidar do futuro dele, queria ver ele se formar e estar lá na colação de grau, na formatura, sentada na mesa junto com a família dele. Queria tanto fugir com ele, pra qualquer lugar que fosse, pra de baixo da ponte se preciso fosse, mas de baixo da ponte não era tentador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuou - Você não gosta daqui, eu te levo embora, eu cuido de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra dada implica cumpri-la, então isso era uma promessa. Promessa igual me fez o aquele primeiro, o primeiro que colocou os genitais dentro de mim, o primeiro que despejou seu sémen na minha boca, o primeiro que colocou um feto dentro de mim. Prometeu o céu, as estrelas e um pouco mais, me prometeu a diversão pecaminosa antes do nosso sincero arrependimento, antes da redenção. Sumiu no primeiro enjoo. Com o exame na mão eu nunca mais o vi. Fui àquela clínica sozinha, depois quase morri na mesa de operação pela hemorragia. Promessas... Promessas são feitas para não serem cumpridas. Quem quer fazer faz sem prometer. E não posso sair daqui, mesmo que seja só essa sua boca que eu queira beijar todas as manhãs. É só você que me abraça antes de dormir, só você que me diz palavras pesadas sussurradas no ouvido, só você que me excita, só você que faz o meu mundo girar tão rápido e devagar ao mesmo tempo, isso tudo não é tão louco, menino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive isso uma vez na vida e me levou tudo, inclusive amor-próprio. Demora pra se ter de volta tudo aquilo que te roubam, sabe? Me levaram dignidade, coisa essa que eu ainda não consegui reaver. Não ainda. Me levaram honestidade, simplicidade, me levaram tanta coisa, menino. Se soubesses onde e como me acharam, você ficaria enojado. Você não me conhece, não sabe metade das coisas que eu fiz pra sobreviver, e não falo de sobrevivência no sentido físico, de pão e água, falo de coração. Por que sobreviver é importante, não só viver, mas sobreviver. Não se pode dizer que não gosto de estar aqui, até gosto. Tenho cama com lençóis de cetim, edredom confortável, uma cama que não se dá vontade de sair, ostento ouro no pescoço, como com quatrocentos e cinquenta talheres, posso ir ao salão todos os dias, ao shopping, tenho um vestido Dior, tenho uma bolsa Prada, tenho uma sandália Louis Vuitton, vou ao Lee Stanford uma vez por ano, viajo quando eu quiser, pra onde quiser, e no fim, tenho você sempre por perto. Eu não poderia querer mais. Eu não quero mais. Fui comprada sim, mas dessa vez não por amor, fazer o que, é a falta daquela dignidade que levaram! Me levaram esperança também, coragem também menino. Me levaram muitas coisas, e algumas delas o seu pai não conseguiu me devolver. Vai doer muito mais em mim cortar o coração da única pessoa que me amou de verdade, mas já fiz tudo que tinha que fazer na vida, agora é sua vez, vai e ganhe o mundo meu menino, ele será todo seu. A sua vida vai ser bem melhor se as coisas continuarem no mesmo lugar em que estão. Vai passar. Em você e com certeza também em mim. Deixo de fugir com você não por lealdade, por amor ou gratidão. Não vou porque tenho medo, e quis dizer também ‘me falta coragem’. Não tenho mais nada a conquistar, cheguei ao pico, garoto, cheguei ao alto, daqui pra frente se eu mover, é só ladeira a baixo. Não espero que me entenda, não espero que não me odeie, eu só quero que fique tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- isso já foi muito longe, eu sou tua madrasta, nunca se esqueça. Agora pegue suas roupas e não me procure mais. Ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu disse que não chorei, estaria mentindo. Se eu disse que não quis ir atrás dele, mentiria mais ainda. Mas na verdade, fiquei na cama, chorando e sussurrando baixinho, palavras pesadas como: eu amo tanto você, amo tanto você, amo tanto você, meu menino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: me desculpem os erros de ortografia, vai sem revisão mesmo. se eu revisar corto ele por inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1229875679764511792?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1229875679764511792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1229875679764511792' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1229875679764511792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1229875679764511792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/01/ele-atras-de-mim-me-abracar-com-seu.html' title='Sobre Amores Imperfeitos'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-4877658930912555245</id><published>2011-01-03T17:14:00.002-03:00</published><updated>2011-01-03T17:30:07.392-03:00</updated><title type='text'>Sobre estar na estante</title><content type='html'>&lt;iframe class="youtube-player" title="YouTube video player" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/kQdPS9TOZMc" frameborder="0" width="480" type="text/html"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e você ouvindo aquela música de novo. aquela música que quando você canta, parece se preparar para fim. o fim de nós. parece que você está sempre pensando que um dia vai acabar, como se quisesse que esse ‘um dia’ chegasse, como se quisesse estar preparada, como se fosse possível se preparar pra o fim de qualquer coisa.. queria que você acreditasse que podemos ficar assim pra sempre, como estamos, perfeitos. mas você se conhece, sabe como você é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(você começa a dançar, enquanto canta mais alto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você fica intolerável quando aumenta o volume do som e começa a cantar mais alto ainda, os vizinhos devem odiar você e consecutivamente a mim, porque todos que nos veem de fora nos veem como um só. só você, com as suas individualidades é que nos vê como dois. queria poder te mostrar todos os seus erros, mas eu aceito, aceito o que vem de você, engulo, sem mastigar, sem desfragmentar, digiro. é a maneira mais fácil que achei de nos fazer durar, entende? acho que entende, se você pudesse nos colocaria no formol, mas o que você não entende é que podemos ficar assim enquanto as mudanças do tempo e da ocasião vão agindo em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(você põe a música pra repetir)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me dá uma dor no coração te ver assim, tão doída, sem conseguir derramar uma lágrima, uma palavra, dizendo coisas nas entrelinhas. se soubesses o quanto meu coração quer ouvir o que tens pra dizer, o quanto ele está receptivo até pra sua crítica mais dura... dá vontade de sacudir você, pedir pra parar, gritar pra você parar, até você chorar, até não conseguir mais sustentar essa máscara de menina sadia, menina feliz. chorar não quer dizer fraqueza, lindinha. chorar é coisa bonita e privilégio de quem sente, e você, já não sente coisa bonita faz tempo. queria que você entendesse que não é cantando alto aquela música que vai aprender a lidar com as situações... mas espero que quando ela tocar amanhã você aprenda a conviver com a minha falta, espero que de tanto ouvi-la tenha se preparado pra esse momento exato, de agora, de me ver saindo por aquela porta. não me leve a mal, mas eu preciso sair daqui antes que isso vire um inferno, porque é isso que você faz com as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e você da sala cantando desvairadamente: 'tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não vá atrás de mim, não faça escândalo, não me ligue bêbada, você sabe que pra ter sido bonito, pra depois lembrarmos com alegria e suavidade temos que abandonar tudo agora, se não você vai destruir tudo, deixar tudo arrasado e feio. por isso já aviso de antemão, não adianta me pedir pra voltar, eu não volto. porque 'eu estava aqui o tempo todo, só você viu'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Um 2011 infinitamente melhor que 2010 pra todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-4877658930912555245?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/4877658930912555245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=4877658930912555245' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4877658930912555245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4877658930912555245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2011/01/sobre-estar-na-estante.html' title='Sobre estar na estante'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kQdPS9TOZMc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8424419208447602963</id><published>2010-12-07T21:09:00.003-03:00</published><updated>2010-12-07T21:14:54.415-03:00</updated><title type='text'>Sobre SER Destruição.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;O post a seguir é extenso. Portanto, prepare-se, respire.&lt;br /&gt;(Gente saindo do blogue em 3, 2, 1. )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Sobre SER Destruição.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Era todo perfeito, chamava-o de príncipe.&lt;br /&gt;Os cabelos negros do príncipe lembravam noites que foram para o outro tão dolorosas, os olhos verdes com amarelo do príncipe que faziam o outro lembrar daqueles sonhos tolos de ter um jardim só com girassóis em Paquetá, mãos macias de nobreza, corpo bonito que parecia de um cavaleiro nobre e era o melhor de todos que já haviam passado na vida do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos aqueles que por acaso, ou não, passaram na vida do outro, o príncipe era o melhor. O único que o outro quisera pôr no colo e cuidar pra sempre, deixar chorar, deixar falar, deixar dormir soluçando no seu colo, no seu ombro, sentir sua respiração. Era um príncipe por que era tudo que alguém podia desejar e isso irrita, sabe? Como pode alguém ser tão desejável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era educado, gentil, tratava bem os pais que viviam tentando arranjar uma namorada à altura pra ele, filho único mas não era mimado, todo perfeitinho mas nada arrogante, inteligente, culto e gostava de Ben Harper. Sabia até surfar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era lindo ver ele dançando naquelas festas, bebendo com os amigos e ele sabia beber socialmente. Como podia ser tão perfeito? Era tão bonito e sua companhia tão gostosa que conquistava as pessoas ao seu redor em, no máximo, vinte minutos. Em vinte minutos ele estava rodeado de garotas e caras querendo ele das mais variadas formas possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o outro, o outro se orgulhava de estar com o príncipe, de todos ficarem ao lado do príncipe querendo, porque querendo ele, e o príncipe sendo só seu, prometendo naqueles olhos verdes com amarelo que no fim da noite seria só seu e que no fim da vida estariam em um jardim só com girassóis em Paquetá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o outro não vai ficar pra esperar os jardins e girassóis de Paquetá, ele vai embora. Não queria ir embora, não queria mesmo, mas sabia que o príncipe não estava preparado para este furacão que ele era. Já havia deixado a vida de muitos outros homens de cabeça pra baixo, levado e destruído muita coisa da vida daqueles homens másculos e lindos. Se destruíra a vida de homens fortes e másculos, o que não faria com a vida daquele príncipe todo menino? Era um menino ainda, tinha tanta coisa pra fazer tanta coisa pra conquistar, tanta coisa pra aprender sobre o amor e sobre essa coisa estranha e que as pessoas têm asco só de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegaram em casa, o outro pegou um whisky, duas pedras de gelo, ofereceu, o príncipe disse que não. Estava tão lindo, tão desejável e tão feliz, que o outro gaguejava e tomava cada vez mais doses. O príncipe ligou o som, tocava Waiting For You do Ben Harper que ele tanto gostava, e ele foi tirando a roupa, deixando pelo chão, se aproximando cada vez mais do outro. Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Outro: Não faz isso.&lt;br /&gt;Príncipe: O que foi?&lt;br /&gt;O outro: Você sabe que eu quero conversar.&lt;br /&gt;Príncipe: Não podemos conversar e fazer outras coisas ao mesmo tempo?&lt;br /&gt;O Outro: eu vou embora, príncipe.&lt;br /&gt;Príncipe: você já está na sua casa.&lt;br /&gt;O Outro: eu vou sair daqui, ir embora da nossa casa.&lt;br /&gt;Príncipe: não me deixa, não faz isso.&lt;br /&gt;O outro: Eu queria ser uma brisa leve na vida das pessoas, porque eu cansei de ser tornado que passa destruindo tudo pela frente, que deixa destruído tudo pelo caminho.&lt;br /&gt;Príncipe: Mas a gente pode ser os dois.&lt;br /&gt;O Outro: não fala nada, me deixa falar?&lt;br /&gt;Príncipe: não! Eu não vou te deixar falar. Eu não quero deixar que você me convença que é melhor te deixar ir, não quero que você me diga desculpas banais com as quais, quem sabe, eu até possa concordar, não vou te ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O outro então começou a gritar. O príncipe a andar pela casa pra ficar longe do outro, sair de perto, não ouvir, e o outro ia atrás dele, em todos os cômodos, mas nem precisava tão alto que falava. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro: Vem aqui ,vamos conversar! –gritava enquanto andava atrás do príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o príncipe cansou da fuga, sentou, e escutou ele dizer tudo que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Outro: Eu vou embora! Vou sair por aquela porta e você vai ficar aí, sentado me vendo ir. Você é, sim, como eu já disse, a coisa mais surpreendente que me aconteceu em todos esses anos, você me trouxe de volta a luz depois de todos esses anos de escuridão. Você me trouxe abraço apertado, beijo com paixão, frases que doem quando a gente escuta olhando nos olhos, pêlos que arrepiam quando as mãos passam nas costas, você me trouxe o seu amor. E o seu amor é a coisa mais bonita e sincera que podia ter me acontecido nesse momento, mas eu sou um bosta, cara. eu vou destruir a tua vida, você entende? porque é isso que eu faço na vida das pessoas, é isso que eu causo nas pessoas. você sabe, você conhece a minha história, eu venho cortando o coração das pessoas, destruindo os sentimentos bons que elas tem por mim. não sei que necessidade é essa que eu tenho de ser odiado, de não ser tocado no fundo, de não ser afetado. recuso ainda qualquer tipo de aproximação, principalmente a sua. eu não quero fazer mal à você, meu querido, mas eu podia. podia mostrar pra você toda dor que se pode sentir numa relação tão suja e condenada por todo mundo à sua volta. todos à minha volta já estão acostumados com a minha sujeira mas o que os seus pais diriam se soubessem que bixinha que você é? não foi pra isso que eles te criaram, não é meu príncipe. olha, você é educado, é bonito, é gentil, é desejado, você não precisa sofrer por mim. você é tão bem resolvido e é tão procurado que não precisa sofrer, nem deixar eu causar tanto sofrimento, que eu sei que sou capaz e sei que, com o tempo, vai ser inevitável causar tanto dor em você, querido. vai príncipe, deixa teu pai arrumar uma princesa pra você, já que você diz que eu sou o teu único homem, que serei o único homem em sua vida, que se não for comigo não há de ser com mais nenhum, deixa ele te arrumar uma menina, uma menininha daquelas que vivem de unha feita, pintadas de vermelho, que só usam sandalhinhas, que demoram duas horas para escolher um vestido para a festa de aniversário da tua prima, que não beba, que não ria descontroladamente de alguma piada, que não seja desajeitado e meio torto, que seja fina, que saiba comer com quatrocentos e cinquenta talheres em cima da mesa, que saiba começar de fora para dentro, comer escargot, apreciar aquelas ovas de peixe que você gosta, aquelas meninas que vão passar um dia todo procurando teu presente de aniversário de namoro, que você terá prazer em apresentar pros amigos, pros seus pais. Que seja o contrário de mim, sabe? que não me lembre em nada, nada mesmo, que não saiba jogar com você, que não te leve pra tomar sorvete aos domingos, que não tenha pés quentes iguais os nossos. Eu sou todo torto, eu compro teus presentes por internet na data errada e acabam sempre chegando dois dias depois das datas mais importantes pra você,eu não sei dizer qual é o seu livro preferido, a sua banda preferida, o seu beatle preferido, você gosta de beatles?&lt;br /&gt;Olha, e tem mais, os seus amigos, eles não gostam de bixinhas não viu, tome cuidado, eu não faço idéia do quanto doeria pra você ficar sem eles, porque faz tempo não sofro quase nada. Mas ando sentindo um aperto, um angústia que parece fome, mas quando vou comer não desce nada. eu não sei o que é isso. ando sentindo isso depois que pensei em ir embora, senti enquanto preparava o que falar e to sentindo agora ao te dizer tudo isso, uma coisa estranha que parece que vai esmagar meu estomago, parece que eu não consigo respirar sabe? quando eu penso que você é a melhor coisa que já me aconteceu e que eu tenho que te deixar antes de destruir tudo de lindo que tem em você, quando eu penso que minha escolha não é destruir você e assim consequentemente te causar muita dor, mas sim, deixar você lindo, bonito e inteiro pra cuidar de outra pessoa, meu ar some, eu fico sem ar, querendo muito respirar por uns vinte segundos e quando consigo, meu peito tem um trabalho grande demais pra segurar tanto ar que dói, tudo anda doendo e eu não sei o que é isso, só sei que isso veio com a felicidade insuportável que você me trouxe. acho que o medo de ficar sem você e essa felicidade que você me traz, me fez sentir essa angústia desde o começo, acho que deixar você anda tomando meu ar, príncipe.. Mas eu preciso fazer isso antes de destruir a sua vida como fiz com a de muitos outros. eu vou embora príncipe, me desculpa, mas eu vou embora.&lt;span style="color:#6666cc;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Guarde nos seus olhos essas promessas lindas que me entregas todos os dias e quem sabe um dia eu volto. Volto pra ser brisa no nosso jardim só de girassóis em Paquetá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8424419208447602963?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8424419208447602963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8424419208447602963' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8424419208447602963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8424419208447602963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/12/o-post-seguir-e-extenso.html' title='Sobre SER Destruição.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2094321149083589031</id><published>2010-11-11T19:19:00.004-03:00</published><updated>2010-11-16T12:24:19.071-03:00</updated><title type='text'>Sobre Ter a Cabeça nas Estrelas</title><content type='html'>Tinha doze anos, doze. Gostava de pensar que era uma pré-adolescente, e não uma criança como seu pai insistia em dizer quando não queria permitir que ela fizesse algo. Dizia: "mas meu bem, ela ainda é uma criança!" dizia o pai para a mãe na cozinha, ela gritava da sala num tom suave que não era afronta "uma pré-adolescente, pai", mas ele sempre findava com: "ok, pré-adolescente, você não vai, e ponto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma pré-adolescente achava que morreria por não ir aonde todo mundo ia, por não ter as roupas que queria, por não usar o tênis da moda, por não conhecer a banda do momento e achava, coisa linda e irritante em pré-adolescente, que tudo é pra sempre. O amor pela banda que conheceu há dois dias, o amor pela amiga que fez esse ano, o amor pelo garoto mais popular do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que ela tinha, naquela época, que na verdade perduraria pro resto da vida, era o amor, fascinação pelas estrelas. Olhava as estrelas todas as noites, o seu pai lhe ensinou. ‘Só não conte, nasce verruga na ponta do nariz’. Nunca se atreveu. Adolescente que era custava a tolerar aquela espinha que havia saído acima do canto esquerdo da boca. Alguma coisa lá em cima chamava por ela, no céu, entre as estrelas. Ela mesma tinha a cabeça entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino popular, o qual citei um pouco antes, se chamava Danilo. E ele parecia ter saído de um comercial de margarina, vistoso que era. Cabelos caindo na testa que ele nem precisava usar nas mãos para tirar, era só mexer pro lado, tão liso, ia sozinho. Olhos que mais pareciam o mar, tão claros que eram, vontade de mergulhar, pra não sair, pra se afogar. Boca desenhada, bochechas rosadas, parecia estar sempre com vergonha. E tudo isso ela pode ver melhor quando ele se aproximou, perguntou seu nome, sua idade, sua série, perguntou também porque andava com a menina da oitava D, se ela ainda estava na Sexta A. ‘Eu me chamo Bianca, fiz 12 anos, dois dias depois do seu aniversário. ’ ‘É, aquela menina é minha prima, ela faltou hoje.’ , respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou sentado ainda do lado dela, esperando ela comer o sanduíche natural, vegetariana? Não, tem frango, aceita? Não, já comi alguma coisa. Era tão lindo que nem queria mais comer, só queria olhar pra ele, quando ele olhava, ela desviava, só um pouco depois de olhar no fundo daqueles olhos cor de mar, queria sair da areia, dar um mergulho, mas se sentia tão patinho feio perto dele. Bateu o sinal, vontade de brigar com a professora que insistia em apertar a campainha três vezes para que todos voltassem pra sala, matar aula quem sabe? Não, preservaria seus 92 no boletim, preservaria seu 100% de presença, seu histórico impecável de menina inteligente. Inteligente era, mas muito avoada também. Tinha a cabeça nas estrelas, nem percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou pra casa se sentindo um patinho enturmado, mas era o patinho feio ainda, um dia voaria pra encontrar seus cisnes, mas ainda não era tempo, ainda não. Ligou pra prima: você não acredita o que me aconteceu hoje, o menino do primeiro ano, é, lógico, o Danilo, ele mesmo, veio falar comigo, como falar o que? Falar oras, já não é um bom sinal? Disse que já tinha me visto andar pela escola antes, perguntou algumas coisas, o sinal bateu. Eu? O que eu podia fazer além de responder o que ele perguntava? Eu sei, mas conversamos bem. Você acha que o cumprimento amanhã? É? você tem razão, não falte amanhã, beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia no colégio, ele veio conversar, estavam as duas, ele veio falar, perguntou algumas coisas para a prima, respondeu, eles riam... Ela nem tanto. Às vezes vinha falar com ela sem a prima perto, mas a prima estava sempre presente nos assuntos. Tão avoada nem percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa junina, coisa de escola, ela tomou coragem, depois de se revirar a noite toda na cama sem dormir, só pensando em convidá-lo ou não para ser seu par, rei da pipoca, rainha da pipoca, vamos disputar, juntos, quem sabe? Ela criou coragem, disse meio ensaiado e mesmo assim embolado: quero ser sua... Seu... par... Quer seu meu? Par, rei da pipoca? Vamos disputar? Prometo, me esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que não dava... Já tinha par. O coração dela podia se ver desmanchando no chão, espalhando, como bexiga que se enche de água em brincadeira e cai, estourando no chão, molhando todo chão da sala, fazendo bagunça. Vaso quebrado, impossível juntar os pedaços, deixa no chão, alguém um dia junta, voltar como era quase impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de seus olhos encherem completamente de água e sal, ainda teve forças de perguntar com quem ele iria, ele sorriu, o sorriso mais bonito que ela já tinha visto até aquele dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tua prima, ele disse.&lt;br /&gt;Ela olhou pro lado, procurou, disse: - onde?&lt;br /&gt;- Não! Eu vou com tua prima.&lt;br /&gt;- Sejam Felizes!- ainda saiu da boca molhada de uma lágrima que acabava de chegar ao canto superior esquerdo do lábio inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trancou-se no banheiro, danem-se os 92 no boletim, danem-se os 100% de freqüência, não sairia de lá por nada, enquanto não chorasse todas as lágrimas entaladas na garganta. Toda vez que alguém entrava no banheiro, chorava baixinho, choro desgovernado, mas silencioso. Jurou que ainda acharia seus companheiros cisnes e que, quando achasse, não se lembraria mais de nada. Sabia que havia algum motivo pra gostar tanto do céu, não fora feita pra coisas terrenas, não gostava mais de praia, cansou de ficar na areia esperando sua vez de mergulhar, nunca chegava, alguém tinha que vigiar de longe, tinha medo de se afogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na festa junina então, ele todo bonito, ficaria lindo de cavanhaque quando crescesse, a prima de noivinha, segurando o braço dele, riam tanto que parecia deboche, parecia que riam do engano dela, da confusão que ela fez por ter achado que, por um instante, podia ser ela, que podia ser por ela tanto cuidado na aproximação, mas não, ele fora ainda mais cuidadoso com a prima, foi sondando, rodeando, até chegar mais perto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dançarem ele se separou da prima por um instante, foi comprar pipoca, e ela na fila, na frente dele, ele a cutucou no ombro, ela olhou, se assustou, ele disse: “ Você está tão bonita, como eu nunca vi! Quando crescer, será uma linda garota.” Falou isso com o sorriso mais bonito que ela já tinha visto nele até aquele dia. Ela agradeceu, pediu uma pipoca, ele completou: “Eu ainda nem te agradeci por ter me aproximado da tua prima, obrigado, se não fosse por você!” “Não há de que.” Ele pediu duas pipocas, ela saiu, tinha cansado de festa junina, sempre a mesma coisa, semana que vem teria outra, resolveu ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade achou sim, naqueles primeiros dias e depois no sorriso mais bonito que ele deu, que poderia ser ela a rainha dele. Magoou-se, enganou-se... Mas, ela ficaria bem, afinal, sonhar demais é coisa freqüente pra quem vive com a cabeça nas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;"Ai, que saudades que eu tenho&lt;br /&gt;dos meus doze anos.&lt;br /&gt;Que saudade ingrata!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Obs: www.twitter.com/des_amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2094321149083589031?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2094321149083589031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2094321149083589031' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2094321149083589031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2094321149083589031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/11/tinha-dose-anos-dose.html' title='Sobre Ter a Cabeça nas Estrelas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-650157521641655162</id><published>2010-10-14T00:00:00.002-03:00</published><updated>2010-10-14T00:07:56.165-03:00</updated><title type='text'>Sobre o Último Adeus.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;O último adeus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Engraçado como este texto começa. Porque você leitor, de antemão, já fica sabendo de um fato que eu só viria a constatar no final. Final, último, adeus. Porque constatação implica codificação, entendimento e entendê-lo era uma coisa em que eu não tinha muita prática. Aliás, era uma coisa que eu vinha tentando há um bom tempo, sem conseguir sucesso algum. Hoje talvez eu possa dizer que entendo, superficialmente. Não os meios, os motivos, mas os fins, finais, últimos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Dissemos adeus. E eu odiava dar adeus, odiava também o até logo e quase chegava a odiar o até breve. Todos eles eram sinônimos de dor. Mas o Até breve era uma dor sempre necessária e por causa de o fim dessa dor ser em breve, dizia mais, por necessidade. Então ele disse 'isso não precisa ser uma despedida', mas era. Em todos os 'adeus' que eu dissera pra ele, nenhum tinha sido tão conscientemente a última despedida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Odiava dizer Adeus, ainda mais pra ele, que queria tão perto. E de alguma forma esse Adeus, significava também o fim da distância, que me impedia tanto de ser feliz. E ser feliz era o que eu mais queria, aliás, era a única coisa que pedia aos céus, porque todo o resto eu tinha a certeza de que seria feito por minhas próprias mãos. Mas tinha medo de aquela pessoa que seria tão amada por mim, que dividiria um destino comigo, não chegasse, tinha medo de o destino a estar levando agora pra nunca mais. E tinha medo de nunca mais, tanto quanto tinha medo de dizer Adeus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Era superar meus medos dizer Adeus, o medo de ficar sozinha. E dessa vez fui tão corajosa, que só por isso chegava a estar um pouco feliz. Dizem que felicidade não é uma coisa que se possa possuir, mas um estado de espírito finito e totalmente instável. Acreditei. Claro! Ser feliz é um mito que vem sido implantado na cabeça da gente desde que somos pequenos, com todos aqueles programas e novelas e minisséries.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Dissemos adeus tantas vezes que a cada adeus, depois do terceiro, ficava um gosto de continuação. Como se fossemos cada um para um retiro espiritual pensarmos e refletirmos nossa precisão um do outro. Mas decodificação é uma coisa que fode com a cabeça da gente. E depois de todo esse tempo olhando pra aquele momento eu percebo que não havia mais amor no outro. O último eu te amo dele foi força do hábito em despedidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O modo como nos afastávamos decididamente, depois de cada despedida, como se só na total ausência pudéssemos nos esquecer denunciava quanto amor e quanto querer bem existiam entre nós. Mas dessa vez nos falamos nos dias que se seguiram àquele aceno de mão de um lado pro outro, que significava a impossibilidade de estarmos um do lado do outro como desejávamos. Nos falamos! Sorrimos complacentes e cúmplices da dor que existia mesmo nos sorrisos e nas conquistas que, enfim, ainda podíamos dividir. Como se o fato de termos nos distanciado não tirasse ele da minha vida e eu, consecutivamente, da dele..&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Então aos poucos comecei a ter certeza de que ele não voltaria mais, estava nos seus olhos, no seu jeito. No seu jeito de me ligar pra contar como o seu chefe estava irritante e dizer “imagine só amor”, sem hesitar depois, sem pedir desculpas por me chamar ainda de amor, sem minutos de silêncio constrangedores que se seguiam. Era claro no seu jeito de me cumprimentar como se não houvéssemos tido uma história que houvera acabado há pouco tempo. E na verdade era isso, não acabou pra você, e falando isso eu deveria ficar feliz, “não acabou pra você, não é o fim pra você”. mas é triste. eu não aceito qualquer outra continuação que não seja no mesmo segmento, não aceito nenhuma continuação que não seja você ao meu lado, reivindicando seu lugar na minha rotina estressante de me negligenciar todos os dias, reivindicando o seu lugar na minha cama. E pra você continuamos. Mudamos apenas a direção. Isso não é deprimente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Relacionamentos que terminam mal resolvidos não podem continuar a existir de nenhuma outra forma, ou pelo menos de nenhuma outra forma tão calma e satisfatória. Quando no fim ainda resta amor, mesmo que só de uma parte, fica totalmente infundada a possibilidade se relacionarem tão proximamente. Por isso meu estranhamento com a paz que ele tinha, porque em mim ainda existia um furacão que pedia incessantemente por ele do meu lado, como meu. O meu furacão que não conseguia ouvir a voz dele sem pensar que não o tinha, sem pensar que não era assim, que estava tudo errado, um quebra-cabeça desencaixado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Ele me tratando como sua melhor amiga. Não que eu não fosse. Mas não era só isso, nunca foi, desde o início nunca foi só isso, entende? E voz calma dele, não parecia tremular, com nenhum resquício de dor, nenhum resquício de arrependimento tristeza ou falta. "Mas ora lá, você ainda tem que me amar, tem que me querer." Eu pensava. Como se a força do pensamento conseguisse remover montanhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;E se meu pensamento fosse tão forte que pudesse remover montanhas? Você pergunta. Removeria as montanhas de mágoas que ele me deixou? Não! Deixaria todas elas. Mas removeria a pilha de sonhos e quere bem e coisas que me lembram ele e resquícios, que são grandes e tantos, espalhados pela casa em todos os cantos, atrás do sofá, debaixo do tapete, dentro das gavetas, resquícios de amor por ele. Resquícios não, resquícios são restos. Pedaços de amor.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Fosse o pensamento capaz de muito. Fosse minha fé em mim suficiente e inabalável, como era em nós, recolheria todos estes pedaços.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Esses nossos ciclos se tornaram tão intensos e estreitos e demorados que meus planos futuros são os meus dias de vê-lo outra vez me pedindo pra voltar pra sua vida, pra sua casa, pra sua cama, pra sua futura família. E ele que eu já nem sei. Mas não quero saber sobre o seu dia, então não peça ninguém pra me contar da sua vida. Amanheceu e eu preciso estar sóbria. Tanto tempo embriagada de amor e promessas de uma eternidade. E o eterno é sempre o fim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O modo como a vida dele já estava refeita de mim, mesmo antes de eu sair dela, me fez ver como a minha ausência foi estritamente planejada e esperada. O modo como aos poucos foi me retirando do essencial para me colocar no superficial. Fui ficando nos limiares do seu cotidiano. Sem entender que tudo me levava a uma encruzilhada que me forçava a tomar todas as decisões por nós dois. Ele planejou tudo para que a bifurcação das nossas vidas fosse o nosso próximo passo juntos, fez com que essa bifurcação fosse inevitável, conjunta e doce. O meu último eu te amo, foi depois do adeus e tão verdadeiro quanto o primeiro. Tão maior que o último antes dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;E ele não deixou espaço para mágoas, porque ficar magoada é remoer, repensar e pensar nele todos os dias, e ele não quer mais amor em mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Não me restam mágoas, porque a mágoa é uma maneira de continuar amando pelos seus defeitos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;E ele não quer mais amor em mim, assim como não queria mais o nele. Ele sufocou o amor que sentia por mim, até que ele definhasse, até que ele morresse, até que se calasse de vez. O amor somente se calou, ou morreu de vez?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Eu evito as dúvidas, porque ainda me interesso pelas respostas. E eu sei que uma resposta dele mudaria toda a minha vida, a faria entrar no eixo de rotação com 'nós' no centro.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Se ele me amou? Se ele me quis? Se ele vai voltar? A sua linguagem corporal é uma das pequenas coisas que aprendi a entender nesse tempo. E por mais que ele não queira, eu sei, nesse momento o seu corpo diz que este foi o seu último adeus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;E agora enquanto escrevo esse texto que já tem o final anunciado na primeira frase, ele deve estar bem, feliz, amedrontado com a minha falta, mas bem. Pode ser que bata nele uma tristeza, mas não será de arrependimento. É só dó, pena, de uma história tão bonita e próspera virar roteiro de uma história engavetada na escrivaninha de uma menina que amou demais. E que se pecou, pecou por excesso de amor, amor de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 27pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 27pt; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;i&gt;Obs:&lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 27pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;“Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 27pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;i&gt;Pois é, que assim em ti eu me atirei. E fui te encontrar,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 27pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;Pra ver que eu me enganei”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 27pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-650157521641655162?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/650157521641655162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=650157521641655162' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/650157521641655162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/650157521641655162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/10/sobre-o-ultimo-adeus.html' title='Sobre o Último Adeus.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7414412488102072439</id><published>2010-09-27T22:34:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T00:04:35.358-03:00</updated><title type='text'>Sobre Mudanças</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Acho, sim, que com o tempo você acaba desenvolvendo algumas habilidades, e conseqüentemente se especializando, e algumas outras habilidades vão atrofiando, às vezes lentamente, às vezes mais rápido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Você me ensinou a dizer a verdade, e me ensinou a querer que aquilo que eu pretendia dizer fosse verdade, assim eu não precisaria mentir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Antes de tudo preciso te agradecer, tenho vivido a verdade e dito verdades, tenho aprendido a sentir o que expresso e tenho tido ótimos resultados. Quando pretendo dizer à alguém que gosto, me esforço pra gostar e assim não faço mal à mais ninguém. Quando pretendo dizer que sinto saudade, digo pra mim mesmo que tenho saudade até me convencer, me esforço pra pensar em todos os aspectos da pessoa que eu queria por perto, assim não preciso mentir pra ninguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Mas só agora entendi que você ensina o que não consegue aprender, você sabe todos os passos, todas as etapas, mas não consegue chegar a nenhum resultado satisfatório. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Por você aos poucos fui atrofiando minha capacidade de ser convincente. Depois que você disse odiar como eu argumentava esperando que a segunda, terceira resposta fosse sempre diferente da resposta anterior, então eu resolvi que falaria uma vez só sobre cada assunto e não repetiria perguntas. Porque você disse que sua resposta sempre seria a mesma, para a mesma pergunta, em tão curto espaço de tempo, e disse que odiava quem fazia charminho, dizendo uma coisa e querendo outra. Não argumento, não insisto, e você diz que é porque eu não faço questão, por isso me contento sempre com a primeira resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Não sei mais inventar desculpas pra não dizer os meus reais motivos, porque você disse que é mais digno dizer o real e mais forte motivo. Então você pergunta se eu acho que ficaremos mais um ano juntos e eu digo que acho difícil, porque você está cada dia mais me afastando de você. Então você diz que me falta romantismo, ou que não tenho medo de te magoar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Você sempre disse gostar de gente honesta, sincera, que não se esconde por trás de coisas que não sente, gente simples, mas ainda não conseguiu fazer isso se tornar verdade pra você, nem repetindo várias vezes. A verdade é que você gosta de tramas envolventes e de mentiras convincentes, complicação. Eu não sou mais assim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Então, façamos um trato, ou você começa a falar a verdade, ou eu reaprendo a mentir, porque se hoje eu sou algo que você não quer, a culpa é sua por me tornar tão detestável.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:27.0pt"&gt;Obs: @des_amor&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7414412488102072439?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7414412488102072439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7414412488102072439' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7414412488102072439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7414412488102072439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/09/sobre-mudancas.html' title='Sobre Mudanças'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3814336449437133480</id><published>2010-08-19T00:48:00.000-03:00</published><updated>2010-08-19T00:49:21.806-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Vai acabar acontecendo, a gente vai se separar, eu estou até vendo... E quando isso acontecer, eu vou virar puta. Sim, puta. Bom, depende do ponto de vista... Se vender o corpo mesmo não precisando de grana for coisa de puta, então vou virar puta. Tudo na vida tem um preço, meu amor, e por que não a minha buceta também? Não quero pagar pra ter você, ou qualquer outra pessoa, quero receber. Sua posição é cômoda, eu quase pago pra você me comer, qual a sua parte nisso tudo? Me dar prazer? Só? Oh, não, darling, isso muita gente é capaz de fazer. Os seus esforços estão pequenos ultimamente, aumente o lance, antes que outro leve. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Porque vai acabar acontecendo, a gente vai se separar e quando isso acontecer eu viro puta, das caras, ou melhor, puta das de luxo, não é assim como se diz?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Vou dar pra quem me levar nos melhores lugares, chupar quem me der as roupas mais caras e rebolar no pau de quem me der as jóias mais bonitas. Que o amor vá pro caralho à quatro. “O amor não enche barriga de ninguém, minha filha”, já dizia meu pai e eu nunca achei que isso fosse servir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Mas quando você me deixar, sim, é você quem vai me deixar, porque eu, eu afundo com o barco por não deixar de remar e você o que faz? Enquanto eu remo você põe o colete salva-vidas e... Já pulou? Já abandonou o barco? Você sempre foi um covardefilhodaputa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Eu amo você e isso é o de mais latente em mim e você sabe, eu passaria anos te amando mesmo sem você do meu lado. Eu vou passar um bocado assim que você me deixar e quando eu chegar no fundo do poço, aí vou virar puta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Porque eu sei fingir um sorriso, você sabe, eu sou uma lady. Vou sair pros melhores lugares, com os figurões empresários que um dia podem até te contratar para alguma das filiais numa pequena cidade no interior do nordeste, te contratar como contador, depois que você se formar nessa sua faculdadezinha de merda. E eu, vou sorrir, comendo caviar ou paeja ou camarão frito e petit gateau, enquanto vocês discutem problemas como falta de subsídios do governo ou política comercial para atingir o público alvo da empresa, na mesa do restaurante do Copacabana Palace.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Depois do jantar eu vou subir com ele, como uma gueixa, quase chupando o velho idiota, que me banca, no elevador. Quase agarrando ele, sussurrando no ouvido dele o quanto eu gostaria de poder tirar a minha roupa ali mesmo e cavalgar no colo dele, porque assim como você, ele também se excita ao ouvir essas putarias que eu digo como ninguém. Vou trepar a noite inteira, ou até ele agüentar, como uma cadela bem paga, agradecendo e fazendo valer o investimento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Depois, quem sabe, vou chorar no banheiro pensando em ligar pra você, me sentindo usada, suja, vendida, infeliz e tomar um banho demorado tentando me livrar das digitais cravadas na minha pele como as suas unhas, tirando esperma da minha boca, do meu rosto e das minhas pernas. Mas eu vou voltar pra cama, tomar um calmante e sentir o abraço acolhedor que não é o seu e ouvir o roncar do velho daí uns 20minutos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Meu futuro vai ser brilhantes... Esmeraldas , rubis e marfins, mas vai me faltar algo, é claro, porque você sabe, eu passaria anos te amando, mesmo sem você do meu lado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Obs: eu estava com saudades daqui. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3814336449437133480?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3814336449437133480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3814336449437133480' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3814336449437133480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3814336449437133480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/08/vai-acabar-acontecendo-gente-vai-se.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6048948895273158437</id><published>2010-07-02T10:17:00.004-03:00</published><updated>2010-07-02T10:35:43.873-03:00</updated><title type='text'>Sobre Nina</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/TC3qyC-QzEI/AAAAAAAAAYI/Qu-MghWfmvY/s1600/1276632636829_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 272px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/TC3qyC-QzEI/AAAAAAAAAYI/Qu-MghWfmvY/s400/1276632636829_f.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489301666346880066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/TC3qyC-QzEI/AAAAAAAAAYI/Qu-MghWfmvY/s1600/1276632636829_f.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para &lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;Nina Vieira (Sobre Fatalismos)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sentia uma vontade incontrolável de deitá-la no meu colo. Porque &lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;niná-la&lt;/a&gt; era só o que importava. Mostrar pra ela que um pedacinho ínfimo do mundo se importava, se deliciava, se dilacerava, se prestava a ela. Mas era tão difícil... Nesses tempos em que amor grátis era tão incompreendido, tinha medo de que confundisse, de que todos confundissem as coisas. A menina que me conquistou com o carinho de palavras apenas escritas. Palavras escritas com tanto carinho pra mim, e outras com cuidado, mas sem receio, pra outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria mostrar que o meu colo, ouvidos e braços eram dela também, por mais que já tivesse outras donas, eu reservava sempre o pedaço e tempo dela. Assim como ela sempre tivera tempo pras minhas palavras, também escritas, com tanto desleixo.  Mas era tão difícil... E como fazer? Ir até a Bahia, aparecer na porta daquela menina e dizer "Eu estou aqui por você"? Se já estive aqui pra tantas outras, já apareci "aqui por você" pra tantas e, no mais, o tempo sempre levou os mais 'aqui's pro passado, pra uma foto no fundo de um baú que ficou empoeirado embaixo da cama. O tempo, velho amigo. Tão incompreendido e amável. Apaga as mágoas e com ela as pessoas. Somos injustos uns com os outros esquecendo os afetos que as pessoas têm por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela é tão linda, é uma pequenina boneca de pano. A menina magricela da escola, esquecida pelos garotos de sua geração. Garotos incapazes de enxergar a verdadeira beleza de uma menina, a verdadeira essência de uma menina tão cheia... Cheia de livros, de encantos, de tesouros e de futuro. Tão cheia da VIDA! Que nos promete tanto e nos tira os sonhos na mesma proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria dizer pra ela quanto a vida podia lhe entregar nas mãos se ela apenas continuasse. Se continuasse sendo especial, sendo tão boa escritora, sendo tão boa pessoa, tão interessante, tão dedicada e tão amável e tão prestativa e tão minha. Mas continuar é tão difícil e eu mesma custava a continuar todos os dias e cada dia um pouco mais e cada dia um pouco menos. Colocar um tijolo e depois outro e mais um e depois destruir a parede inteira porque o projeto ficou grande demais pra tão fraco alicerce, ou porque sobraram espaços entre os tijolos, ou porque ficou torto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era tão visível o quanto a minha construção nunca ficava pronta, aliás, acho que a de ninguém fica pronta. Mas era tão visível o quanto a minha construção nunca realmente passava de algumas paredes e depois alguns tijolos quebrados no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era tão difícil chegar até ela e dizer tudo isso.  O coração da boneca de pano sempre fora um pouco frágil e não suportava emoções fortes. Se ficava nervosa o coração teimava em desacelerar, batendo cada vez menos. E se tudo a ser dito fosse tão duro que a menina de pano não conseguisse segurar? E se aquela boneca de pano tão linda que eu queria tanto nos meus braços grandes tivesse o coração desacelerado? E se o coração dela que quase não aguentava alegrias e tristezas resolvesse parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem isso importava, desde que eu fosse a última pessoa que ela visse se importar, se preocupar, se prestar à ela... Porque eu ofereceria meu amor, meu colo, meus ouvidos e braços pra ela se esfacelar e por fim, ficar pra sempre em meus braços, mesmo que em memória, somente . Porque &lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;niná-la&lt;/a&gt; era só o que importava. &lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;Niná-la&lt;/a&gt;, nem que fosse por um instante, nem que fosse pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs: Demorou, mas o texto pra você saiu, quando menos esperado... :)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obs2: Muito obrigado por votarem. *-*&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6048948895273158437?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6048948895273158437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6048948895273158437' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6048948895273158437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6048948895273158437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/07/para-nina-vieira-sobre-fatalismos.html' title='Sobre Nina'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/TC3qyC-QzEI/AAAAAAAAAYI/Qu-MghWfmvY/s72-c/1276632636829_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1069311930696516108</id><published>2010-06-17T16:57:00.004-03:00</published><updated>2010-06-17T20:10:49.162-03:00</updated><title type='text'>Sobre Suicídio II</title><content type='html'>Como faziam noites lindas naquele Agosto. &lt;div&gt;E a brisa que vinha do mar andava tão atipicamente morna naquelas noites. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cheiro do mar que entrava até encher o pulmão por completo, e preenchia tanto que nem parecia o pulmão de uma fumante inveterada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salto à mão, maquiagem borrada, sentada na areia molhada, toda encolhida abraçando as pernas dobradas, fitando o mar que parecia chamá-la. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha medo, sim, de parecer o que não era, mas já haviam até lhe oferecido dinheiro por uma chupada... Quase aceitou, grana ruim! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas nesses desatinos de sair por aí nesses dias de maquiagem borrada, brisa quente, mar hipnotizante e solidão no fim da noite, tinha vontade de tentar algo nunca feito. Mesmo que fosse suicídio, uma vez na vida, quem sabe a última. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem sabe a última tentativa bem sucedida de fazer alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ps: votem, por favor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1069311930696516108?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1069311930696516108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1069311930696516108' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1069311930696516108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1069311930696516108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/06/sobre-suicidio-ii.html' title='Sobre Suicídio II'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-927424820560514776</id><published>2010-05-04T23:44:00.003-03:00</published><updated>2010-05-05T00:11:30.727-03:00</updated><title type='text'>Sobre Suicídio</title><content type='html'> Oi,&lt;br /&gt; Isso era pra ser uma visita, mas espero que entenda, ao decorrer deste e-mail, os meus motivos de não tê-lo visitado ainda.&lt;br /&gt; Magnífico isso não é? Toda essa tecnologia à nossa disposição sendo desperdiçada e/ou utilizada com tanta má fé. Você e eu estamos na mesma cidade e se quer conseguimos nos ver, ao não ser pela webcam!&lt;br /&gt; Não quero que esse e-mail soe como um tapa na cara, mas acho que talvez isso seja impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Você me diz que toda a sua vida desandou sem ele. Nada ao seu redor desandou, foi você quem perdeu o jeito de lidar com todas as coisas. Talvez porque fizesse tudo de um jeito artificial que não era seu, mas eu entendo isso, o que eu não entendo é: como é que você deixou as coisas chegarem a esse ponto tão crítico? Suicídio não é a solução. Você deve estar pensando, 'olha ela aí tentando dar lição de moral sem moral nenhuma'. É exatamente por ter tentado que sei que não é a solução, mas serve de marco. Sabe, a minha última tentativa de suicídio foi o começo de uma vida nova pra mim. Eu vi que eu gostava demais de viver, que eu gostava demais de mandar em mim mesma, que eu gostava demais de ser dona do meu destino, do meu fim de semana, do meu horário, da minha vida; descobri o quanto eu sentia prazer em sentir a água quente cair no meu rosto e depois percorrer o meu corpo todo e descer as pernas; descobri que eu também sabia ficar sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Te falta isso, autoridade na sua própria vida.&lt;br /&gt; Sabe Ju, as minhas tentativas eram de atingir o ápice da felicidade, e não de acabar com a tristeza. Eu nunca fiz isso por outra pessoa, porque não acho que valha a pena, embora fosse funcionar.&lt;br /&gt; Ele não quer você. Não quer desde antes das mentiras que você contou, e não é espalhando pra todo mundo que está fazendo terapia, ou tomando remédios em excesso, ou chorando em todos os lugares, ou desmaiando no trabalho, ou parando de comer que ele vai voltar de vez. Volta sim, por pena, e por pouco tempo. Ele não te faz feliz, nunca fez. Você jogou nele todos os seus medos, todas as suas frustrações e seguiu em frente como se nada disso tivesse acontecido. Você trocou de vida com ele e o fazia cada vez menor. Você o diminuía em frente às pessoas e o exaltava na cama entre quatro paredes, você o usou. E continua usando até hoje pra tentar ter um pouco de satisfação nessa sua vida medíocre. Você sabe que fez isso e por isso ele te deixou, não foi pela mentira, não foi pela traição, não foi por você ter gritado, não foi por você ter expulsado ele de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Você diz que o mundo à sua volta está caindo lentamente em desgraça, mas você é quem vê assim. Você é quem deixa as pessoas ao seu redor sem saber o que fazer pra te ajudar. Você está no fundo do poço e tem milhares de braços esticados na sua direção prontos pra te puxar, mas parece que o sol te cega e você não consegue ver nenhuma ajuda.&lt;br /&gt; Eu queria te dizer tudo de novo sobre como fazer, ou o que fazer, mas acho que cada um adapta a solução à seu jeito, e fazendo terapia talvez você aprenda a se conhecer e a sair do lugar de onde você mesmo se enfiou. Sobre o suicídio, eu nunca soube decidir se os corajosos são os que enfrentam seus problemas na terra, ou se são aqueles que têm a coragem de tirar a sua própria vida. Depois eu percebi que nenhuma dessas respostas seria verdade universal, porque tem gente que tem medo da morte, então ele seria corajoso se fizesse como nós fizemos. Mas tem gente que vive desafiando a morte e morre de medo de enfrentar os problemas e as decepções que a vida pode causar, esse seria mais corajoso se continuasse vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu nunca tive medo na morte, sabe? Nós nunca tivemos. Lembra quando a gente brincava de cortar a cabeça das minhas bonecas? Foi aí que percebi que queria ser mais corajosa, que queria ver como a vida me enfrentaria e como eu enfrentaria a vida e jogaria com ela pra vencer, pra ficar aqui. Ela às vezes me dá um tombo, me faz cair, então eu choro a noite toda, porque é difícil cair, é difícil PERSISTIR, mas aí no outro dia eu levanto e dou uma risada e digo: 'você não vai me vencer', e parece até que ela se amedronta comigo e as coisas vão entrando nos eixos. Acho que decidi ser mais corajosa vivendo, coisa que você deveria fazer também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu não vou te ver, não vou porque não tenho tempo e nem disposição. Tenho trabalhado arduamente pra conseguir uma boa grana pra gastar nas minhas férias. E além de tudo, mesmo que não estivesse ocupada não iria. Cansei de oferecer a minha ajuda pra você e ver você fazendo as mesmas coisas todas as vezes. Eu não tenho amor de mãe, Ju. O meu amor é como qualquer outro amor por aí, é um amor que se cansa, que se esgota, que se retrai, que se remói com as mágoas e dores causadas. Eu não vou, porque eu já te disse mil vezes o caminho por onde ir, já te disse mil vezes que estou aqui pra chorar as suas lágrimas quando quiser, mas você tem se machucado, tem se maltratado e maltratado todas as pessoas à sua volta e eu não consigo perdoar as pessoas que fazem mal às pessoas que eu amo. Não vou porque tenho aquele meu velho problema de trocar ou carregar ou compartilhar do astral das pessoas e deixá-las mais aliviadas, e eu mais carregada.. Acredita que um dia me disseram que isso era um dom? Não nasci pra Madre Tereza, Ju, e não posso te ajudar agora porque EU preciso da minha ajuda mais do que qualquer outra pessoa e como eu te disse, todos os braços das pessoas ao seu redor estão voltados pra você, mas você insiste em olhar pro sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quero ajudar você e não queria que isso soasse como um tapa na cara, mas realmente é como eu disse, acho isso meio impossível.&lt;br /&gt; Mas se pra você, não soar como um tapa na cara, você não entendeu nada do que eu disse, então volte e leia de novo porque esse é o único meio que eu encontrei de ajudar você assim, à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu te amo, e espero realmente vê-lo fora da clínica de reabilitação.&lt;br /&gt; Viva, por você, por mim, e pra enfrentar a vida todos os dias, porque alguém além de mim precisa rir na cara dela.&lt;br /&gt; Sinto saudade de você.&lt;br /&gt; Se cuida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: A votação do TopBlog 2010 começa dia 06/05/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-927424820560514776?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/927424820560514776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=927424820560514776' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/927424820560514776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/927424820560514776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/05/sobre-suicidio.html' title='Sobre Suicídio'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6220036427902327267</id><published>2010-01-31T22:34:00.003-03:00</published><updated>2010-01-31T22:42:52.857-03:00</updated><title type='text'>Sobre Fim de Ano</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Postando um pouco atrasada esse texto que essa pra ser postado no fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Escrevo aqui com o coração latejando, porque hoje é domingo, o dia mais deprimente do calendário. E hoje é domingo véspera de festas de fim de ano, a época mais triste do calendário. Hoje é domingo de chuva, de frio, domingo cinza, daqueles domingos em que você aluga um filme e vai pra debaixo do cobertor assistir com alguém. Que seja sua melhor amiga, que seja o namorado ou a família toda que se amontoa, na sala apertada, nos colchões jogados no chão. Hoje é domingo de alguém e eu sem ninguém.&lt;br /&gt;_Eu sem ninguém, escrevendo cartas pra um amor ausente, pra um parente distante, pra um amigo fora, pra desejar boas festas, pra pedir presente pro papai-noel. Eu podia escrever pra você, mas não quero, porque acho que você tinha obrigação de estar aqui. E como eu queria o seu colo agora.&lt;br /&gt;_Sabe, dói demais crescer, dói demais todas essas tentativas de ficar adulto, ficar bem, ficar duro, deixar de acreditar. Dói demais deixar de ser criança. As crianças não têm receio de ser o que são. E eu com tanto receio de ser o que sou, de me mostrar como sou, com tanta vontade de esconder os meus medos e fraquezas, pra que não possam me ferir com mira certeira, escondo que eu preciso de colo mais do que eu já precisei, se me lembro bem.&lt;br /&gt;_Eu acho que não tenho pra quem ligar e todas as pessoas que eu queria ou estão ausentes ou estão tão felizes que eu não me atrevo a ligar ou aparecer tão doída e afetada. A gente acha que é difícil conseguir a liberdade, a independência, mas mais difícil ainda é sustentar essa independência... Quantas vezes já quis ligar pra casa e dizer que eu fracassei, que não estou feliz aqui, que quero voltar o quanto antes... Ou aparecer na porta de casa com as malas e lágrimas enquanto minha mãe abre a porta assustada e feliz, mas morrendo de pena de mim, e eu querendo que ela me bote na cama pra eu chorar no colo dela enquanto ela diz que a vida costuma maltratar os que tem coragem de enfrentá-la, diz pra me consolar.&lt;br /&gt;_Mas só volto quando eu não suportar mais, e isso esta tão perto... Parece que vai ser amanhã, se não amanhecer uma segunda de sol.&lt;br /&gt;_Eu queria correr pra você agora, ganhar beijos intermináveis, até que os olhos mudassem de cor, ganhar o abraço mais apertado e aconchegante do mundo, sentir o seu cheiro de pôr-do-sol e banho de chuva, sentir sua respiração quente no meu pescoço, nuca e virilha, tomar chocolate quente com conhaque antes de dormir sentindo outro corpo quente junto do meu corpo há muito tempo frio... E sentir repousarem meus medos e preocupações, minhas ansiedades e meus problemas e mais ainda sentir repousar meu coração. Mas não posso ir a lugar nenhum, preciso ficar aqui, enfrentando meus demônios um a um, todos os dias.&lt;br /&gt;_Esperando que o amanhã venha sempre com um sol estalado, que a próxima visita venha sempre com um abraço, que a próxima música seja sempre dançante, que o próximo terremoto não seja aquele que vai fazer a minha construção desabar. Porque dói ter medo, dói ter coragem, dói ter vontades que não podem ser saciadas, e mais ainda, dói sentir toda vida que há dentro de mim quando o meu coração teima em latejar tão doído, como lateja em domingos frios e cinzas de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Obs: Sem observações por hoje.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6220036427902327267?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6220036427902327267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6220036427902327267' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6220036427902327267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6220036427902327267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2010/01/sobre-fim-de-ano.html' title='Sobre Fim de Ano'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2752505334549074584</id><published>2009-12-12T04:18:00.002-03:00</published><updated>2009-12-12T04:22:31.726-03:00</updated><title type='text'>Sobre Afetação</title><content type='html'>.Tantas fotos suas. Você em pedaços no chão da minha sala. Não era esse fim que eu tinha &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;planejado&lt;/span&gt; embora soubesse desde o começo que... Espera aí, não houve começo, não houve nada: só uma tentativa fracassada de ter você, que eu amava. E você quase não me enxergava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.E agora olhando você em pedaços, com expressões diferentes no chão da sala, tantas vezes, tantas cenas imaginei pra mesma expressão de felicidade que você tem em uma dessas fotos. Com seu sorriso cínico de canto de boca e seu olhar dissimulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.E como se você fosse um assunto superado e eu um acidente esquecido você consegue me encontrar no meio de uma praça qualquer e me parar pra conversar, como se dissesse: "&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Oi&lt;/span&gt;, me fala um pouco da sua vida e pergunta um pouco da minha também, me deixa te tocar e sentir o tamanho das cicatrizes!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.E como se você fosse um assunto realmente superado e eu um acidente esquecido, te deixo me tocar e finjo que o que você sente são cicatrizes e não feridas ainda abertas. E sorrio. O meu sorriso &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;afetado&lt;/span&gt; de te fingir que não sinto dor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Obs&lt;/span&gt;: Obrigado por voltarem, uma vez mais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2752505334549074584?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2752505334549074584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2752505334549074584' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2752505334549074584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2752505334549074584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/12/sobre-afetacao.html' title='Sobre Afetação'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7548085833154356964</id><published>2009-11-22T20:30:00.005-03:00</published><updated>2009-11-22T20:42:23.588-03:00</updated><title type='text'>Sobre Existir Saudade</title><content type='html'>Então diz vai, que eu tenho prazer em ouvir. Supor é um campo muito vago pra mim, meu bem. Então diz, é tão simples, diz que sentiu falta, que sentiu falta das minhas unhas vermelhas cravadas nas suas costas, diz que sentiu falta dos suspiros que eu te fazia dar quando passava meus dedos de leve na sua nuca, ou quando passava pela casa só de calcinha indiferente às suas reações, ou que sentiu falta de quando eu roçava meu pé frio na sua perna durante a madrugada. Mas diz, diz porque eu preciso ouvir você dizer que sentiu falta das minhas gargalhadas cretinas nas horas mais impróprias, ou pelos seus tropeções, ou pelas suas palavras erradas. Diz que sentiu falta da minha mão subindo a sua perna por debaixo da mesa, deixo até dizer que sentiu saudade da sensação de caminhar de mãos dadas só pra reparar o olhar invejoso de quem observava você me segurando firme, como se eu pudesse escapar a qualquer momento, e eu podia. Pode dizer, diz que sentiu falta de eu corrigir como você come, como você bebe, como você anda, e se veste.&lt;br /&gt;Diz que sentiu falta da minha mania idiota de te escrever recadinhos em guardanapos de sinuca, karaokê ou de um boteco qualquer, que ria sozinho ao se lembrar das minhas imitações dançantes na sala de estar em plena madrugada, que sentiu falta das minhas roupas espalhadas pela casa e dos meus cremes no banheiro. Diz que sentiu falta do meu cheiro e cheirou todos os dias aquela peça de roupa que eu esqueci em sua casa, mesmo sabendo que ela perdeu o meu cheiro depois da segunda semana. Diz que me imaginou rindo de cada piada nova que você aprendia, me desejou em cada lugar que conhecia e me lembrou em cada lugar que freqüentávamos. Que sentiu falta do meu beijo, do meu toque, do conjunto sacana de olhar e sorrir insinuosamente.&lt;br /&gt;Diz, por favor que sentiu falta de alguém pra chamar de minha namorada, diz que sentiu saudade de me olhar de cima à baixo, de lado e do avesso, diz que sentiu saudade de ficar a sós comigo, naquela cama apertada, de adormecer nos meus braços enquanto eu te fazia carinho, diz, que sentiu saudade de chegar quase amanhecendo em casa porque eu ocupava você até tarde, diz que sou a sua mulher, a única, a primeira, diz que sentiu saudade de acender meus cigarros e de sentiu meu gosto nele, diz que sentiu falta do meu gosto mais íntimo na sua boa, diz que sentiu falta do meu cheiro e do meu cabelo e do meu toque, diz que eu faço uma falta absurda na sua vida e que sem mim ela desanda.&lt;br /&gt;Então diz, por favor, diz. É que amor deixa saudade e se não tem saudade você sabe.. não existe mais amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Obs: Aceito sujestões, críticas e elogios. [ Bom, na verdade, ultimamente, necessito deles. ] Então, fiquem a vontade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7548085833154356964?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7548085833154356964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7548085833154356964' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7548085833154356964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7548085833154356964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/11/sobre-existir-saudade.html' title='Sobre Existir Saudade'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7797481929241049218</id><published>2009-10-21T23:06:00.004-03:00</published><updated>2009-10-21T23:28:58.915-03:00</updated><title type='text'>Sobre Evitar Despedidas</title><content type='html'>Eu corri pra alcançar o taxi, eu corri. E acabei fazendo um tchau de despedida sem você ver, eu acabei vendo você dentro do taxi chorando de cabeça baixa como eu não queria ver. Sempre achei piegas despedidas e choro em rodoviária, aquelas pessoas tornando público seus sentimentos, lágrimas, tristezas, coisa de 3º mundo, não se vê igual nos EUA, bando de frescos, eu sei, frescura minha? Não, Máscara pra esconder o meu medo! Não queria te ver partir, tenho medo de você não voltar e a única coisa que eu lembrar ser você partindo num ônibus nacional verde e amarelo me dando tchau enquanto choramos complacentes. Coisa idiota nos esconder atrás de mentiras, mas é que se eu te contasse o meu medo você me contaria a maior de todas as mentiras ‘eu nunca vou te deixar’, um desses atenuantes lugar-comum que eu sempre gostei de evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu to pronto, a mala também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis chorar, quis pedir que ficasse mais um dia e fazer aquele drama que toda namorada sabe fazer. Mas pra que? Você tinha mesmo negócios pra fazer, não podia ficar então eu não pedi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: - Eu queria que pudéssemos passar mais tempo juntos daqui pra frente. Eu sinto sua falta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olho pra você, pra não olhar pra sua mala e é engraçado como aos poucos parece que, tão simultaneamente, descem as primeiras lágrimas dos nossos rostos. Eu não gosto de chorar com você aqui, você sabe. Pra mim, chorar de saudade é coisa pra se fazer ao telefone. Todos os meus momentos com você têm que ser alegres, porque quando estou com você é tudo tão perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: - Eu chamei o taxi, se não eu perco o ônibus.&lt;br /&gt;Eu: - Eu ainda tenho tanta coisa pra falar. Ainda tenho cinco minutos com você, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acaba sendo engraçado o quanto esses cinco minutos são tão preciosos pelo tanto de cinco minutos que desperdiçamos, hora a hora, dia a dia, mês a mês. E eu que sempre acreditei muito em TOQUE só sei ficar perto de você esses ‘os mais valiosos cinco minutos de cada mês’. E Esses são os cinco minutos mais perigosos na vida de um ser, é quando se diz grandiloqüências com absurda facilidade (coisas como Sempre, Nunca, Toda a minha vida, O maior de todos). Nesses 5 minutos tudo tem uma afetação maior que em qualquer outra situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: - Eu adorei esses últimos dias, os meus dias com você são sempre melhores, e sempre fico lembrando depois de nós dois fazendo amor nessa poltrona que você adora, acabo fazendo dois cappuccinos sem perceber, enquanto da cozinha eu converso sozinha achando que você está na sala com as pantufas ridículas que eu comprei pra você usar e achando que por causa delas eu vou rir de você e você pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Porque quando eu disse: “Você fingi tão bem que adorou as suas pantufas de coelho que combinam com as minhas de coelha fêmea que eu nunca vou saber se é só fingimento ou se você realmente gostou” Você balançou a cabeça dizendo que não com o sorriso e eu continuo sem saber se é "não, eu não finjo meu bem" ou se é “não você não vai saber”]&lt;br /&gt;-... Então eu volto pra sala com duas canecas na mão e acabo me encolhendo nessa poltrona enquanto o seu cappuccino esfria na mesinha do lado do telefone... E Eu queria dizer que eu sou a mulher mais feliz por ter você e que a saudade me corrói todos os dias e horas em que você não está e que não há no mundo alguém que te ame mais do que eu. Saudade já. Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro que eu custei a dizer tudo isso afinal não é um exercício fácil falar, chorar, fumar e respirar ao mesmo tempo. Você repetiu as juras, você é tão lindo.&lt;br /&gt;O taxi buzina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: - A gente pode fingir que vai se ver amanhã, como sempre?&lt;br /&gt;Ele: -Claro, até amanhã.&lt;br /&gt;Eu: -Quer que eu te leve até a porta?&lt;br /&gt;Ele: -Não fique deitada, amanhã de acordo com um monte de beijinhos como você gosta.&lt;br /&gt;Eu: -Tranque o portão, feche as janelas, apague a luz, e saiba que eu te amo [cantarolando].&lt;br /&gt;Ele: - Eu amo você, muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu você saiu, eu ouvi o barulho da chave, mas me ative ao eu te amo, se você nunca voltasse... Seria o eu te amo que eu me lembraria, até conseguiria ouvir de novo. Eu não sentiria tanto a sua falta até a próxima vez, eu não sentiria tanto medo, tanta angústia. Mas sabe deu tudo errado, dessa vez quando olhei pra mesinha vi seu casaco e em milésimos de segundos pensei que havia avisado pra não esquecer, aquela velha frase do “eu disse, eu disse”. Com medo de que você sentisse frio, eu peguei e corri pra que eu pudesse te entregar. 7 segundos a menos, 7 segundos a mais, pra que eu alcançasse, pra que eu nem visse. Mas eu vi. E fico com a impressão de que aquela foi a minha despedida e despedida é pra quem sabe que não vai voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso essa carta, eu sei que combinamos que não seria possível nos ver mais de uma vez ao mês, mas hoje faz um frio insosso, e deu no jornal que fará a semana toda e a minha previsão pra essa semana inteira é ficar olhando a sua caneca que esfria do meu lado, enquanto choro como uma criança abraçada à sua blusa, encolhida nessa poltrona que você adora com as pantufas de coelho macho pra esquentar os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria ser proibido fazer frio na casa de quem não tem um amor presente, mas não é, infelizmente não é, e é em dias frios que a saudade é mais cruel, você sabe. Por isso essa carta, esse pedido de socorro, pra que venha, que venha logo, que nesse ano o frio chegou na primavera, e sem se quer dar chances pra minhas plantas florescerem.&lt;br /&gt;E só há uma coisa pior que a saudade no frio, é pensar que a gente, por um acaso, um acaso que chega a rir na minha cara de tão debochado, o pior, é pensar que a gente, por acaso, teve mesmo uma despedida e despedida você sabe... É coisa pra quem sabe que não vai voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Perdoem-me o sumiço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7797481929241049218?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7797481929241049218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7797481929241049218' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7797481929241049218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7797481929241049218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/10/sobre-evitar-despedidas.html' title='Sobre Evitar Despedidas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8555401676055750487</id><published>2009-09-24T21:29:00.004-03:00</published><updated>2009-09-25T12:57:10.055-03:00</updated><title type='text'>Sobre uma amiga em Portugal.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SrzoP5D9q1I/AAAAAAAAAWU/5xIt9a_T0og/s1600-h/Kaka.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385434614141397842" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SrzoP5D9q1I/AAAAAAAAAWU/5xIt9a_T0og/s400/Kaka.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uberlândia, MG, Quinta Feira, 24 de setembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oinsanoeosutil.blogspot.com/"&gt;Raíza Moraes &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi. Queria começar dizendo que desejo que você seja imensamente feliz. Que fico daqui imaginando você sendo feliz no meio de um campo de flores, ou um jardim, imenso, desses que a gente se perde no meio de girassóis ou de qualquer outra flor que seja grande e alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta coisa aconteceu, o tempo passou tão rápido. Seis anos e a vida desaguou nisso. As oportunidades e possibilidades são tão grandes que parece que a gente desaguou no mar. E eu adoro o mar. E você adora a vento da pedra mais alta na beira do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo da vida, tenho medo de viver às vezes. Ir perdendo as pessoas por esses caminhos tão largos que a gente passa. Você mais do que eu sabe como é perder, não deveria querer perder mais nada e é só por esse teu medo de perder que ainda temos esse carinho uma pela outra. Você não pensa que quando sentir saudade, um dia, daqui a dois anos, poderá me ligar, poderá me encontrar, poderá ir atrás de caminhos pra que nossas vidas se cruzem de novo mesmo que por um instante, você sabe que não é assim. Mas eu também sei. Por isso essa carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria tanto estar mais presente na tua vida, queria isso mesmo antes de você se mudar de bairro, de cidade, de estado, de país, mas o meu ego sempre me trai. Meu orgulho sempre me trai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos mais trocadilhos, não temos tempo reservado no dia-a-dia uma pra outra e não temos mais piada interna, não vê? Não vê como foi diferente aquele dia, depois de tantos meses, se ver se torna diferente, se torna um botar de conversas em dia, se torna um relembrar de momentos distantes e felizes. Tão decadente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui utópica, queria uma amizade pra sempre, mas nós sabemos que não é assim. Que é que nem jardim como diria meu bom e velho Caio Fernando. Mas acho também que você e eu temos um pouco da euforia daquela nossa velha amiga. Nós também não sabemos lidar com amizades velhas e novas, já pensou nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive várias amigas, mas nenhuma delas me ligava pra poder vir na minha casa ver filme e comer pipoca, sair e dormir aqui em casa. Não perca esse teu jeito. Nenhuma das minhas amigas foi como você. Claro, cada um é único e coisas do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ter estado na festa de despedida, ter te dado um abraço, ter escrito meu nome em uma camiseta, em um caderno, em algumacoisaquefossepralevardelembraça, eu queria ter gravado um vídeo ensandecida e bêbada num dos seus últimos dias no Brasil. Mas isso não é um pedido de desculpas, afinal, haviam circunstancias que me impediam disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca achei que teria uma amiga viajando pra outro país, mas nesses últimos dois anos acreditava fielmente na tua capacidade de chegar tão longe... Você gosta de voar e isso é o que há de mais bonito em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero me estender, cartas são pra dizer coisas importantes e geralmente coisas importantes são pesadas demais e pequenas demais quando passadas para o papel. Mas ainda queria dizer tanta coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moça branca como a neve* não se perca, estude, cumpra seus propósitos e fique enlouquecida nas noites em que sentir saudade, fique bêbada, que tenha um ombro pra chorar as faltas que sentir, que tenha sempre um amigo por perto, se não algum amigo, que tenha ouvidos sempre por perto. Eu vou ficar daqui imaginando aquele campo de flores, ou um jardim, imenso, desses que a gente se perde no meio de girassóis ou de qualquer outra flor amarela ou vermelha, que seja grande e alta e você no meio se perdendo e sendo feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.”[C.F.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo. Sinto saudade.&lt;br /&gt;Um grande beijo.&lt;br /&gt;Adrielly Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: *Cantiga Pra Não Morrer – Ferreira Gullar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8555401676055750487?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8555401676055750487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8555401676055750487' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8555401676055750487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8555401676055750487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/09/sobre-uma-amiga-em-portugal.html' title='Sobre uma amiga em Portugal.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SrzoP5D9q1I/AAAAAAAAAWU/5xIt9a_T0og/s72-c/Kaka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-5562337784152299706</id><published>2009-09-11T00:35:00.003-03:00</published><updated>2009-09-11T00:53:35.763-03:00</updated><title type='text'>Sobre Corações.</title><content type='html'>De nada vai adiantar as declarações que eu fiz, de nada vai adiantar com quem eu briguei, com quem não fiquei, a que tentações eu resisti, a que lugares eu evitei ir pra não causar brigas, nada vai adiantar não é? Nada vai adiantar a saudade que deixou o tempo que passamos uma do lado da outra, nada vai adiantar ter gritado no meio daquela multidão o meu amor por uma pessoa do mesmo sexo sem me incomodar com a retaliação do pensamento e das ações alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ainda aprendo que não importa o que eu fizer POR você isso será sempre menor do que o que eu fizer PRA você. Não adianta falar vinte e cinco vezes o quão você é inteligente se um dia quando eu brigar com você eu te chamar de ignorante. Ah já me ensinaram que as mágoas são sempre mais importantes que os amores, mas eu fiz questão de não aprender... Quando essa lição era passada na escola da vida eu matava aula, sempre achei muito entediante guardar rancor ao invés de amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você vai ganhar com isso? Um coração solitário escuro e podre no fim das contas, porque ninguém se dispõe a cuidar de um coração podre, isso eu te digo, ninguém gosta de pegar corações com uma carga demasiada grande de sofrimentos, capotes e acidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É parece estranho, quando mais frágil um coração mais ele é solitário!”, você diz, “não”; eu digo, os corações escuros e podres não tem nada de frágil, são os que mais aprendem a revidar, a magoar, a ferir, parece que estão sempre rodeados de arames farpados e cercas elétricas que se acionam no menor sinal de aproximação alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você diz que eu falo o que me convém, e você diz que eu faço o que me convém, você diz que eu só penso em mim, você diz que eu não penso em nós duas. Eu, logo eu, que fiz questão de afastar de nós duas, afastar da nossa frágil fortaleza, qualquer vento, qualquer brisa, qualquer maré que pudesse nos destruir, eu que fui me afastando das grandes paixões platônicas, que fui limitando lugares e pessoas as quais eu podia sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você dizia “a gente é muito diferente” isso sempre soou como um desafio pra mim, não, desafio não, isso soava como um motivo de orgulho pra mim, porque enfim depois de tantas diferenças estávamos nos dando bem, estávamos levando a diante, passando por cima não é assim como se diz? Mas da última vez em que você disse “mais uma grande diferença” isso soou como um empecilho, me pareceu que éramos duas tolas lutando por nossos caprichos tentando passar por cima da maior semelhança; a do sexo, e das maiores diferenças; de personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que nunca quis admitir que nós fossemos como água e óleo, eu que sempre achei que nosso destino seria diferente, seria especial, você já se pegou pensando quantos namorados já não pensaram que a história deles era especial? Qual a chance de uma história ser especial? Uma em um milhão? Qual a chance de saber que somos especiais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meu amor, as coisas vão acontecendo de maneira inesperada e a gente se assusta com cada novo capítulo dessa história. E eu que vivo repetindo se amor é suficiente só pra que você me diga sempre a mesma resposta, “claro que amor é suficiente, amor é tudo.”. Porque é que você não usa esse amor pra passar por cima das coisas que acontecem? Eu não entendo você meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal essa é só mais uma grande diferença não é? Só quero que saiba que o meu coração não é preto, não é podre, portanto não é, não será, nunca, um coração solitário, mas o seu se ficar carregando essas mágoas ficará... Ficará sim, meu amor. Tome cuidado. Não quero ver você uma pessoa solitária e triste. Releve as besteiras ditas e feitas porque eu prometo te fazer feliz até o fim dos dias. Seremos somente dois corações vivos e pulsantes, reluzindo mais que todos os outros a nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: chega logo primavera, minha melhor estação. *-*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-5562337784152299706?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/5562337784152299706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=5562337784152299706' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5562337784152299706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5562337784152299706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/09/sobre-coracoes.html' title='Sobre Corações.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6767538876776633926</id><published>2009-08-24T22:03:00.002-03:00</published><updated>2009-08-24T22:24:31.106-03:00</updated><title type='text'>Sobre Meme.</title><content type='html'>Felipe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nunca havia reparado em como a sua aura é calma. Jogado assim nu, em cima da sua cama. Você me lembra os melhores filmes de paixões catastróficas à la Daniel Cliver. Cara, e como você é bonito enquanto dorme? E Eu não tinha reparado em como eu fico sexy nas suas camisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando acordar, faça uma panqueca, uma só, eu não fui fazer caminhada, nem Cooper, nem dar satisfações a minha governanta, ou pegar mais grana do meu marido no banco. É que ele chega hoje de viagem e eu fui embora, de vez, entende? Não vou voltar pra tomar café da manhã, ou pro sexo matinal, ou na semana que vem, de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você lembra quando eu te disse sobre as sessões de terapia? Você disse que era besteira, claro, meninos da sua idade pensam que podem confiar em Deus e o mundo. Na minha idade só se acredita em padre ou terapeuta, porque nunca os dois juntos. Numa dessas sessões eu falei sobre você e eu me senti tão ridícula. Socialite-cinquentona traindo o marido-rico com um garotinho-da-academia-trinta-anos-mais-novo. Como soa pra você? Não ri, não ri, não. Pra mim, soou péssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é lindo, trepa maravilhosamente bem, é todo durinho, fala de sacanagem como ninguém, primeiro carro, futuro traçado, cursando faculdade, herdeiro de grande empresa, sem filhos, sem plástica.. Quem me dera tivesse conhecido alguém como você quando mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que te conheci tinha em mente que eu não era mais uma menina de 16 anos traindo o namorado, sempre me pus no lugar certo na sua e na minha vida, claro. Você não vai casar comigo, nem querer uma cinquentona como namorada, você não vai fugir comigo, eu não vou deixar minha segurança por você, não é materialismo cara, até porque você é herdeiro de toda aquela empresa, a questão é que é uma vida toda de companheirismo, sou o que sou por ele, e ele é o que é por mim, vinte e cinco anos de casamento, você podia ser meu filho, aliás, o meu filho tem a sua idade, podia ser teu amigo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de você virão outros meninos-da-academia, ou da auto-escola, ou do shopping, ou os próprios amiguinhos do meu filho, porque não? Mas não tenha ciúme, não mais, porque agora eu já fui embora, não vou voltar, mas saiba que embora não tenha sido o primeiro garoto com quem saí, foi o único que passou de três encontros, é claro, você foi o melhor. Eu to sendo sincera, meu garoto. Não falo só de sexo, você me entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venha atrás de mim, como das outras vezes, e pra facilitar, vou mudar a academia, e não vou passar mais aqui por perto, mas se me vir pela janela, não desça, não grite, me deixa só olhar você, como você costuma ficar olhando por ela, olhando ao longe pro edifício daquela empresa e dizendo: ‘um dia chego lá, você vai ver, vou comandar aquilo tudo’. Eu acredito muito em você, independente do que o sacana do teu pai diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que você gosta de mim, é diferente de todos os outros que eu comprei com o dinheiro do meu marido-sempre-ausente, você eu comprei com meus beijos, minhas lambidas, meu caráter duvidoso, minhas risadas, minha personalidade e meu charme de mulher-de-meia-idade-carente-que-trai-o-marido. A cada vez que penso nisso me soa mais ridículo. Eu amo você mesmo que nunca tenha te dito, assim como você me ama, como sempre diz, me faz sentir tão bem saber que ainda tenho o poder de conquistar um homem, saber que eu não preciso pagar pra que saiam comigo. Você me faz sentir tão independente, tão jovem e se sentir jovem na minha idade é um perigo, meu garoto, porque é aí que as mulheres começam a querer esconder as marcas da idade, o que eu nunca aceitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mês que passei com você não se compara em nada com esses 25 anos de casamento. Mas acabou. Eu amo você, como a paixão mais juvenil que nunca senti, e é por isso que tenho que ir embora. Você me perturba e eu não aceito nada que possa me perturbar, mesmo que seja você, meu garoto. Mas confesso que ainda não sei como vou sair porta a fora, sem voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sofra, tudo que nós vivemos foi lindo, mas, ainda assim, foi errado, entende? Não que eu esteja arrependida, nunca, mas eu sou casada. Eu sou uma fodida que encontrou o amor aos cinqüenta anos em um caso extraconjugal com um menino de vinte e dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia sua falta antes de você chegar à minha vida e vou sentir falta quando se for. Eu tinha tanto medo de nunca viver um amor, cara. Mas por só ter encontrado você agora, perdi meu instinto de arriscar tudo por amor, aquela coisa que a gente nasce com ela, mas se não exercitada a gente perde. É como a coragem que a gente tem de saltar de pára-quedas quando é novo, eu não saltei e com a idade adquiri medo de saltar, de pular, de me arriscar. Me perdoe a covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai achar alguém que mereça você, uma menina linda e da sua idade, quem sabe na faculdade? Quem sabe no supermercado? Quem sabe na academia? Só não procure, não se acha nada quando se procura. Continue cuidado do seu lindo corpo, do seu lindo intelecto, cuide do seu inglês, faça nossa viagem pela Europa, pense em mim quando conhecer cada lugar que te contei, aquela sorveteria em paris, aquele brechó na frança. Cuide do seu coração, da sua casa, da sua herança, estude, cresça, e mostre pra todos a força e astúcia, que só eu vejo em você. Cuide da vida. E cuide também da cadelinha.&lt;br /&gt;Enfim, cuide de você.&lt;br /&gt;Eu amo você.&lt;br /&gt;I miss you, since always, for ever.&lt;br /&gt;Renata Vasconcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Esta carta que escrevi faz parte de um meme proposto por Daniele Vieira. Foi proposto que os indicados fizessem uma carta como se rompesse com um certo alguém. A idéia da minha querida amiga escritora foi inspirada na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um e-mail de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento de ambos. As regras do meme são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.: Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com o seu (sua) namorado(a);&lt;br /&gt;2.: Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (como a que fiz acima);&lt;br /&gt;3.: Indicar cinco pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;São elas: &lt;a href="http://insolente4.blogspot.com/"&gt;Insolente&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ladybugfallingstar.blogspot.com/"&gt;Fernanda [xuxu]&lt;/a&gt; , &lt;a href="http://vilarejoparticular.blogspot.com/"&gt;Carolina Cadima&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://spleen-rosachumbo.blogspot.com/"&gt;Spleen rosa-chumbo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://intoinmysecretgarden.blogspot.com/"&gt;Alan&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;As cinco pessoas citadas acima, não tem obrigação nenhuma de fazer o que foi proposto, mas escolhi-as porque eu realmente gostaria muito de ver essa carta escrita por elas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Ao contrário do que parece, escrevo cada vez menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6767538876776633926?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6767538876776633926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6767538876776633926' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6767538876776633926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6767538876776633926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/08/sobre-meme.html' title='Sobre Meme.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1464130569287298951</id><published>2009-08-15T22:34:00.002-03:00</published><updated>2009-08-15T23:38:49.456-03:00</updated><title type='text'>Sobre Términos.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;'' ela vai mudar, vai gostar de&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;coisas que ele nunca imaginou.''&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Mesmo Que Mude - Bidê ou Balde.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela mudou o cabelo, mudou a cor, o tamanho, mudou o penteado. Mudou o esmalte preferido, agora ela só usa cores fortes, roxo, vermelho, laranja, não quer mais ser puritana, a noivinha, a namoradinha que usava renda, só usa grená. Mudou os horários, agora ela trabalha a noite, numa boate, pra receber cantadas. É um método eficaz pra levantar sua auto-estima. Mudou o que comia agora ela é vegetariana querendo se promover à vegan, só come carne de soja, cortou o ovo, tentando cortar o leite mas ela adora pão no café da manhã. Vive dizendo que não toma mais coca-cola porque ela é anti o imperialismo e ela agora diz que coca é o maior símbolo do imperialismo norte americano... mas quando se tranca no quarto ela toma uma duas latinhas e depois coloca as latinhas de refrigerante na mochila pra jogar fora no caminho de algum lugar. Mudou de curso, que nada de inglês, agora ela quer espanhol, fazer casas solidárias no Chile, na Bolívia, quem sabe entrar pra engenharia pra poder ajudar mais? Ou quem sabe fazer medicina pra ir ajudar em comboios de médios no Irã, Iraque, Oriente Médio em si. Mudou o lugar preferido no cinema, agora ela gosta de ficar do lado esquerdo, em cima, acha que é mais aconchegante. Mudou a fruta preferida, não é mais a laranja que ele com gosto fazia suco pra ela, nada de caixinha, suco com gominhos, sem açúcar, com um pouco de gelo, por favor, ela pedia... Agora ela gosta de cerejas, cerejas com Martini. Voltou a beber, passou a fumar, usar preto, usar saias curtas, nada de calças jeans, nada de camisetas, ela gosta mesmo é de regatas, decotes, boleros, nunca gostou de boleros, agora gosto. Nunca gostou de forró, agora dança, faz aula de dança de salão, inclusive. Adora gafieiras, parou de ir aos shows de MPB. Ela mudou tudo que podia mudar, por fora ela nada mais é agora do que o reflexo de uma desilusão amorosa, por dentro ela toda dor, toda podridão, toda escuridão, o coração se partiu e apodreceu ali dentro, ali mesmo. E como aquela flor que suga o podre pra florir lindas flores, ela usa a energia do coração que pulsa mais forte e negro, podre e aos cacos, pra viver, pra mudar, para experimentar, pra sorrir, mesmo que só por fora. Porque a dor sempre nos mostra toda vivacidade das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Boa Semana, minha gente. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1464130569287298951?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1464130569287298951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1464130569287298951' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1464130569287298951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1464130569287298951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/08/sobre-terminos.html' title='Sobre Términos.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-5702129076619123673</id><published>2009-07-22T22:56:00.004-03:00</published><updated>2009-07-26T15:16:29.938-03:00</updated><title type='text'>Sobre Cartas</title><content type='html'>Bombinhas SC, Terça-Feira, 21 de Julho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hello Stranger...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te escrevo com tantas finalidades que nem devo enumerá-las, mas basicamente quero dizer-te como estou e te pedir desculpa.&lt;br /&gt;Estou em uma casa de família como já deve saber, acho que contei isso no último recado que deixei em sua caixa postal. É como uma pensão. A senhora Silva aluga quartos e em uma época de baixa temporada essa cidade até se parece com um lugar normal. Se parece até uma cidade habitável. As roupas estão lavadas e passadas pela dona da pensão, a comida e a cama são feitas também pela Sr Silva. Ainda quero te trazer aqui. Isso se você ainda me quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo pra dizer porque saí tão logo de Ribeirão Preto, escrevo porque sei que se eu disser todos os motivos você irá entender um recado tão seco em cima da mesa de centro e minha ausência na sua cama, sua casa, seu guarda-roupa e sua vida. Sim, a casa ainda é só sua, depois de três meses com você nessa casa, acordando e dormindo do seu lado, ocupando espaço com as minhas roupas e coisas, e ajudando nas tarefas de casa, ainda sinto que essa casa não tem nada de meu, nada que me faça sentir parte dela, ainda me sinto morando de favor com uma tia. Por isso saí daí. Acreditava que todos tinham um lugar que era seu e que uma vez fora dele a saudade e o desconforto eram tanto que lugar nenhum lugar os caberia, acreditava que casa era o que nos dava segurança e conforto e felicidade e proteção e naturalidade de gestos. Acreditava que depois desse um mês morando com a Sra. Silva eu ia me sentir verdadeiramente em casa aí no bairro do Planalto Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te dizer que a comida é excelente e que eu me senti quase que fazendo parte da família, me tratam tão bem, me desejam bom dia, se interessam pela pacata vida de um jornalista da cidade grande. A Sra. Silva tem dois filhos, uma garota de seus 20 anos ainda decidindo o que vai ser, o que com prova aquela sua velha teoria que nas cidades pequenas as pessoas podem ser nada se assim o quiserem, basta realmente se casarem com um homem que tenha uma renda que se comparada ao que nós almejamos se chamaria lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina é linda, cabelos lisos e pretos no Chanel mais perfeito que já vi, deve ter ido à cidade vizinha cortar (resquícios do meu velho preconceito com cidades pequenas). Corpo escultural, digno de canções como garota de Ipanema, ‘olha que coisa mais linda, mais cheia de graça’, peitos pequenos, e bunda simétrica ao seu porte. Seduz um homem como ninguém, ela é a graciosidade desse lugar, os garotos daqui são assanhados por ela. Mas não se preocupe, ela não desperta o meu interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro filho tem 15 anos, é ele o meu companheiro, fica deitado comigo na praia sobre uma toalha nas noites tão estreladas que fazem aqui. Você ia adorar o guri, é cheio de espinhas, alto, faz natação, tem um preparo físico de dar inveja e se prepara pra um dia ser bombeiro. A beleza é coisa freqüente na família, mas a inteligência e a vontade de crescer e aprender ficou só pra ele. Acho que por isso ele grudou em mim desde que cheguei. Quer saber de tudo, como é a redação, imparcialidades, direita esquerda, prometi um estágio pra ele aí. Ficamos filosofando sobre mulheres e relacionamentos o tempo em que ele não está me perguntando sobre as pessoas e coisas e profissões, impressionante o quanto já aprendi com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descobri que precisava mais do que eu sabia de sair daí, de mudar de ares, de mudar de rotina, de círculo de amizades, de convívio social por gentileza. Não sinto vontade de voltar, nem de trabalhar na redação, se eu pudesse ficaria o resto da vida assim, sabendo das notícias pelos jornais televisionados e impressos e sempre contando com a internet, escrevendo minhas colunas de um lugar bem longe do tumultuo que é conhecer o tumultuo dessa cidade. Acho que é por isso que gosto tanto de São Paulo, não me sinto parte daquela bagunça, não estou inserido naquele contexto por isso aquilo não me afeta, por isso só me encanta. Imagina se esses meninos aqui vissem a loucura que é São Paulo.&lt;br /&gt;Eu só mudaria uma coisa aqui, eu traria você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te contar mais sobre a minha rotina aqui. Acordo às 5h (quando você imaginou me ver acordar à 5h?), leio o que escrevi antes de dormir, escrevo o que tenho que escrever, tomo meu café às 6h e vou correr... 5 km todos os dias, no começo não foi fácil, mas agora me acostumei. Paro no fim dos 5 km e fumo um cigarro tomando água de coco, depois volto passeando lá pelas 9h da manhã. Ficaria espantada ao ver tantos cachorros em um só lugar. A cidade é pequena e todo mundo que tem cachorro vem aqui pra praia passear com eles. Vi um Ruski Siberiano e acabei parando na frente dele, acredita? Acho que achei que você estava comigo e como de costume parei pra esperar você falar com o dono do cachorro pra procurar um parceiro pra doce Luna. Ela realmente já está na idade de conhecer os desprazeres de ser uma cadela fêmea. Sem prazer e ainda grávida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Silva também tem um cachorro, um Doberman, lindo, manso, com o qual me identifiquei assim que cheguei por ter os mesmos olhos doces e pidões de Luna quando me olhou na vitrine do pet shop. Eu te dei ela pra que pudesse te acompanhar quando fosse dormir, já que ainda morávamos em casas diferentes. Te dei pra que pudesse te proteger quando eu não estava por perto e espero que ela esteja cuidando de você. A Luna é tão doce que não teve ciúmes de mim quando me mudei pra tua casa.&lt;br /&gt;Aqui não me sinto mais preso, nem com dores no corpo, nem com vazio intelectual. Não sinto o meu coração esmagado pelo barulho das buzinas no transito, nem os meus olhos ardendo pelos dias vazios e nem o amargo da minha boca pela poeira que sai dos motores dos automóveis. Aqui a minha mãe não me liga, meu chefe não me irrita e minha sogra não diz que a filha dela merece alguém melhor (espero que a filha dela não a ouça, apesar de ela estar tão certa).&lt;br /&gt;Sei que você entende como é que eu sentia, sei que vai entender o motivo da urgência da minha viagem, sei que vai entender o motivo de estar tão longe nas últimas três semanas e sei que vai entender aquele recado seco na mesinha de centro. Mas escrevo também para pedir-lhe desculpas. Sei o quanto já discutimos por isso e o quanto reconhecer os erros é importante pra você, pra nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pense que eu estava cansado de você ou que não sabia o quanto você é importante pra mim, ou que você não é capaz de me curar ou que você não é parte da minha cura, mas sair daí era uma parte essencial do meu processo, e um processo que é só meu, passar por tudo isso era uma necessidade só minha, passar por todo esse processo doloroso, porque sim dói, dói se reciclar, dói ficar longe de você, dói ter que ser recluso, dói aprender a olhar pra dentro, e por isso não te trouxe, por isso liguei sempre nos horários em que você não estava em casa. Acredito que o processo tenha chegado ao fim junto com o mês e em poucos dias estarei de volta a sua casa. Sim, insisto, a casa é sua, porque descobri que aquele meu lugar, do qual eu falei no começo da carta, que nos dá segurança e proteção, esse meu lugar é VOCÊ. Seja em Ribeirão Preto, em São Paulo ou em qualquer lugar que seja, eu só quero estar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso que saiba que pensei em você todos os momentos, que desejei você por todos os lugares, tanto que ás vezes até via você com seu vestido de babados, ou seu biquíni verde. Volto agora por estar mais maduro, mais descançado, mais feliz e curado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto porque sei que hoje consigo ser melhor pra mim e pra você, porque sei que era tudo o que você queria; não ver mais eu me destruindo cada dia mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto porque a única coisa da qual senti falta foi você, com seus tons de lilás e grená, com sua oscilação entre dó e mi bemol, suas intempéries e suas particularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto com a certeza de que me esperas ansiosa com o seu pijama rosa, ao lado da doce Luna, com duas xícaras de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo, com toda saudade.&lt;br /&gt;Do sempre, sempre seu&lt;br /&gt;Renato Alvarês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Nada de compactar textos, sorry. ;D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-5702129076619123673?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/5702129076619123673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=5702129076619123673' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5702129076619123673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5702129076619123673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/07/sobre-processo-de-reciclagem.html' title='Sobre Cartas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-4538380567252529001</id><published>2009-07-07T17:01:00.002-03:00</published><updated>2009-07-07T17:05:50.597-03:00</updated><title type='text'>Sobre Jogo de Azar</title><content type='html'>Amor é jogo de azar, você sabe que as chances de ganhar são mínimas, mas e daí? Você quer correr o risco de ganhar, de acertar. Engraçado como ele acredita em tudo que eu digo... Se eu dissesse: Eu não gosto de sexo. Ele acreditaria. Mas eu não disse, claro. Você sabe que eu adoro um bom sexo, sexo selvagem, sem essas frescuras de menininhas, eu sou tua cachorra e você meu macho, não vejo nada de delicado no sexo. Um entrando dentro do outro. "É feio, violento e é bagunçado. E se Deus não tivesse feito ser tão divertido, a raça humana já estaria extinta há anos." você lembra? nosso episódio favorito, da série favorita. Eu me finjo de recatada, não pra fazer charme, é porque eu não estou afim, você entende? Você conseguiu ir pra cama com a primeira que pegou depois de mim? Ou ainda mesmo quando estava comigo? Você conseguiu fechar os olhos e beijar ela sem lembrar de como eu fazia? Você pediu pra ela ficar de quatro como me pedia? É engraçado, eu e ele aqui no quarto, sozinhos. Ele faz trabalhos pra mim, ele me leva pra sair, ele me chama de amor, ele me liga durante a tarde, ele programa saídas comigo, ele me apresenta pra família, mas no fim, quando estamos sozinhos é como se fossemos primos. Se fosse você aqui, você acha que estariamos fazendo trabalho de faculdade? Se fosse você aqui, você já teria me atacado, me deitado nessa cama ou então iria querer sentir meu sexo na sua boca. Seu grande sacana, você fez tudo certo não foi? Tudo bem, eu vou tentar... Encosto no ombro dele enquanto ele digita o título do meu trabalho que eu fiz questão de nem opinar. Casaco de frio de preto, cheiro bom, fexo os olhos e me lembro que ele tem seu cheiro, seu mesmo perfume, o mesmo, acredita? Eu digo que ele cheira bem e ele agradece dizendo que é o cheiro dele, eu rio, sem explicar, que é pra não constranger, que é pra não embaraçar, que é pra não dizer que me lembrou você, porque dizer faz tudo se tornar verdade. O que você pensa, não é real, mas o que você diz, pode se tornar, as palavras ecoam no universo e tem sempre aquelas teorias de conspiração, que por via das dúvidas você prefere evitar que é pra colaborar com seu futuro. Repito cinco vezes toda noite, eu vou ser feliz, eu vou ser feliz, eu vou ser feliz... e eu nunca sou, preciso dizer que sou, que é pra um dia realmente ser feliz; eu sou feliz, eu sou feliz, eu sou feliz... ahahaha, que grande piada. Você consegue ser feliz com outra? Consegue dizer eu te amo pra outra? Vamos lá, eu tenho ainda essa vantagem sobre você, você vai se remoer com a incapacidade de dizer "eu te amo", pra quem diz que te ama. Porque no fundo, nós dois sabemos que amar, esse amor de almas que se completam, só nós dois. Só você comigo, eu com você. Mas eu, eu sei dizer eu te amo sem que isso seja necessariamente uma verdade, não é ótimo? Sem meias mentiras, com meias verdades. Os canalhas também sofrem. Não sofrem por ser canalhas, são canalhas porque já sofreram, demais até! Não, eu ainda não disse eu te amo pra ele. Ele é especial, sabe? ele é educado, ele é inteligente, engomadinho, tem um futuro brilhante e o melhor disso tudo, vai me puxar com ele. Mesmo que eu esteja nas margens de um buraco negro e grande que insiste em me seguir, em me acompanhar ele vai me levar com ele. Tem uma vida já traçada e você ainda tem um caminho todo pra trilhar, eu trilharia com você, sem problemas nenhum, se achasse ainda que era possível, mas não acho. Então repito também cinco vezes que eu sou feliz, sem você. Não sou não, não se entristeça, é que é aquela história da teoria de que tudo um dia volta pra você. Você lembra que me falava isso? Acho que era só pra eu acreditar que eu não tinha culpa do que acontecia, que tudo era uma espécie de pré-destinação. Fizemos um pacto inconscientemente, de sofrermos um pelo outro, você lembra?. Eu cumpro minha parte, mas e você que nunca foi bom em cumprir promessas, como faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Prometo que a partir do fim de semana (fim do semestre) comento em todos os blogs que estão por aqui, vontade/saudade de ler vocês. :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-4538380567252529001?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/4538380567252529001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=4538380567252529001' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4538380567252529001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4538380567252529001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/07/sobre-jogo-de-azar.html' title='Sobre Jogo de Azar'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6334705709751311009</id><published>2009-06-27T00:08:00.000-03:00</published><updated>2009-06-27T00:09:34.047-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Sanidade.</title><content type='html'>- E ele terminou com você assim?&lt;br /&gt;- Ué, foi.&lt;br /&gt;- E o que ele disse?&lt;br /&gt;- Ah, que ficou com medo de perder a SANIDADE.&lt;br /&gt;- Nossa que idiota.&lt;br /&gt;- Mas sabe, até que eu acho que ele tem razão.&lt;br /&gt;- Sério? Para! Você não está perdendo a sanidade, porque ele perderia?&lt;br /&gt;- Você há de convir comigo que nunca fui muito sã, não é? Mas a gente era um típico caso de a dama e o vagabundo.&lt;br /&gt;- Não me diga!! Adoro homens vagabundos. Não sabia que o Rafael era assim.&lt;br /&gt;- Não, ele não é. A vagabunda sou eu. O Rafael está mais pra dama.&lt;br /&gt;- Ah como você é boba.&lt;br /&gt;- Sério, eu enlouquecia ele! Tirava ele dos estudos fazia ele se dar mal em quase tudo. E eu não o fiz perder a roupa todo num strip-poker?&lt;br /&gt;- Coitado.&lt;br /&gt;- O pior você não sabe.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Eu contei que ele blefava. Ele perdeu a última jogada e teve que ir até o meu prédio nu. Hahahahaha. Agora imagina o porteiro. Haahahah. Queria chamar a polícia. Foram 40minutos pra convencer ele a não chamar a polícia e mais 40 minutos pra convencê-lo a nos deixar entrar no prédio. Maior cena. Precisava ver.&lt;br /&gt;- Eu ia adorar ver isso, porque é que eu não estava nesse dia?&lt;br /&gt;- Salvador.&lt;br /&gt;- Ah semana de carnaval, certo! Que tudo, Salvador, Ivete, Araquetu e eu perdendo todos os limites nos becos das ladeiras. Só não ganha daquela nossa saída do ano passado.&lt;br /&gt;- Nem me lembra. Sinto náuseas no estomago por aquela ressaca até hoje. Fora as dores de cabeça que ainda me causa aquela quarta-feira de cinzas na qual inclusive eu conheci o Rafael.&lt;br /&gt;- Nosso destino é conhecer bons frutos no carnaval não é? Ah o Pelourinho.&lt;br /&gt;- Nem tão bons frutos assim né? Vadia.&lt;br /&gt;- Eu sou é esperta, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu te contei do carioca?&lt;br /&gt;- Ai, morro por aquele homem, o que tem ele?&lt;br /&gt;- O Rafael me viu ficar com ele.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Eu transei com o carioca na frente de todo mundo no réveillon.&lt;br /&gt;- Você não fez isso!&lt;br /&gt;- Fiz. Eu fiz. Eu fui ao banheiro, ele foi atrás, me agarrou, fomos pro carpete da sala, daí por diante só lembro de acordar desnuda ali no meio da sala-de-estar da Fabi do lado dele meio desnudo.Fê, você tem noção da vergonha que eu fiquei? Do climão? Eu acordei o Rafael tinha ido embora, claro.&lt;br /&gt;- Que fita!&lt;br /&gt;- Pois é, e pra convencer o Rafael de que estávamos tontos e não tínhamos noção do que estávamos fazendo? O que não deixava de ser verdade, eu estava loucassa. Joguei a culpa no pó, que eu nem tinha cheirado, inclusive. Mas naquela altura do campeonato eu diria pra ele até que tinha mexido com pedra.&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;- Três semanas de término. Ligando todo dia, pedindo desculpas, e-mail, mensagens. Lembra quando eu fui pra Curitiba? Então! Ele pegando um monte de vadia aqui, transando na cama dele, que é só minha. Assim como ele deve estar fazendo agora, em um puta Sábado a noite enquanto eu bebo com você.&lt;br /&gt;- Ah, então você está me chamando de má companhia?&lt;br /&gt;- Não, claro que não. Mas eu não queria ver o meu homem com uma vadia qualquer recobrando a sanidade dele. Que ódio!&lt;br /&gt;- Mas vem cá, e o clima entre vocês e o Carioca?&lt;br /&gt;- Eu evito, sabe? Mas ele e o Ronaldo não se falam de jeito nenhum.&lt;br /&gt;- Compreensível não é, meu bem? Você é uma vadia.&lt;br /&gt;- Cala a boca. Bebe aí vai.&lt;br /&gt;- Vamos brindar?&lt;br /&gt;- Ao que? Ao meu relacionamento fracassado? Ao meu pé na bunda? A vida que eu surpreendentemente não sei levar sem ele? Ou a falta que aquele nerdsinho careta e ex-submisso me faz?&lt;br /&gt;- Ah, não tem nenhuma idéia melhor não?&lt;br /&gt;- Vamos brindar, aos carões que eu fiz ele passar, à vez que ele chegou sem roupa em casa, à vez que fomos presos por transarmos na praia, ao aniversário de namoro que eu passei no rancho com meu avô, e a sanidade que ele está recobrando com outra.&lt;br /&gt;- Isso, é isso. Vamos brindar a sanidade. Que NÃO temos. TIM TIM.&lt;br /&gt;- Isso, vamos brindar à sanidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que ela nunca nos faça falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6334705709751311009?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6334705709751311009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6334705709751311009' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6334705709751311009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6334705709751311009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/06/sobre-sanidade.html' title='Sobre a Sanidade.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3645871461233926009</id><published>2009-06-15T23:09:00.004-03:00</published><updated>2009-06-15T23:28:49.210-03:00</updated><title type='text'>Sobre Angústia</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Oi, ainda bem que você atendeu, eu estava quase desligando. Você estava dormindo, não é?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- É, eu estava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Bom desculpa, eu precisava falar com você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Que horas são, Renato?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- 03h45min. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Você estava chorando?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(e aquele silêncio do outro lado da linha, e claro, só podia estar chorando, dava pra ouvir os soluços, e respirava mais fundo e silêncio.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu conheço você, o que foi?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Sabe, já faz uma semana Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu sei, eu senti sua falta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não, cala a boca, EU te liguei, quem fala sou eu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(entre engasgos, soluços e respirações fundas ele pensava no que dizer)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Faz uma semana que você disse que ia pensar e me ligava, e desde lá eu não como direito, não durmo direito, tenho medo de dormir e com tanto sono acumulado não ouvir se você me ligar, porque você disse que ligaria, você disse! Eu não saio mais, não! Tenho medo de quando você resolver aparecer e eu não estar aqui e deixar o momento passar como passaria se você não tivesse atendido ao telefone.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Que bom que eu atendi, que bom que era você!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não vou admitir a hipótese de você não ter se decidido a passar por cima, ou não, disso tudo até hoje, eu não admito (por uma questão pessoal, de ego, auto-estima, de me sentir muito pequeno, de não me dar a importância devida, e eu sei que eu não sou tão 'nada' assim pra você), então não admito a hipótese de você não ter sentido saudade, e então...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Claro que eu senti amor! Eu já me decidi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Então, de acordo com o meu ponto de vista, você é um SACANA, e só não me ligou por uma questão de me deixar agoniado, o que deu muito certo durante a semana toda, em que eu fiquei alerta a qualquer meio de comunicação que me afetava, até aquele programa de rádio brega-onde-sua-dor-é-compartilhada-na-madrugada eu ouvia e pensava se você ligaria ou se me ouviria se eu ligasse. E como uma cobra pronta para o ataque eu me frustrava em cada bote, porque você sabe, você me deixou de molho a semana toda não é?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu amo você, eu não te liguei por orgulho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- E como eu disse, (ele dizia tudo como se lesse um discurso, monólogo sem improviso, sem direito nenhum de intervenção da platéia, parecia nem ouvir o que Paulo dizia, desde o “você estava chorando?”) eu não ia te ligar, ia te dar um dias pra pensar e esperar você me procurar, e foi o que fiz, não te mandei nenhuma mensagem, poxa, eu te dei um tempo, “porque você sempre estraga tudo?”; eu pensava, e hoje eu pensei tanto, para ser sincero, desde a noite passada eu andei pensando que...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Você ouviu quando eu disse que te amo? Eu vou passar por cima de tudo e o amor sempre vai ser maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- ... Não está dando certo. (e o discurso continuava)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu te amo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Você me deixa tão aflito e com você eu estou sempre tenso e... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Renato?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não dá mais, eu te liguei pra dizer que não dá mais, eu estou sempre no limite da minha razão, eu estou sempre naquela linha tênue entre a fragilidade e a insanidade, às vezes desequilibro e piso lá e volto cá, e depois piso na linha de novo. Você não me faz bem, pode ser tudo perfeito quando eu estou com você, mas o inferno não vai compensar esse seu amor estranho, os meus gozos, seus gemidos, e... Não funciona mais. Eu não quero mais conversar. Não é que eu queira dar o troco, se quiser me ligar em uma noite fria pra desabafar, eu serei sempre seu amigo, mas agora você vai passar um bocado do que eu passei essa semana. Olha é melhor não me ligar mesmo, o telefone vai estar desligado. Só há uma pessoa que eu ame mais do que você; EU, e eu estou um caco, preciso de mais cuidados. Bom era isso. Vou desligar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Espera!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Desculpe, agora eu vou dormir... Como um anjo! E você sonhe com os anjos, que Deus te proteja, durma bem... Se conseguir dormir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3645871461233926009?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3645871461233926009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3645871461233926009' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3645871461233926009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3645871461233926009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/06/sobre-angustia.html' title='Sobre Angústia'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-572363080156635768</id><published>2009-05-30T13:43:00.002-03:00</published><updated>2009-05-30T13:48:07.820-03:00</updated><title type='text'>Sobre Carne e Espírito.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://falta-algo.blogspot.com/"&gt;Para Anna Paula.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E escrever era a única saída, a válvula de escape, o motor que impulsionava. Não podia pirar, não podia passar dos limites da compreensão alheia, por isso ficava naquela margem que compreendia ainda o limite seguro da sanidade para ela, pensava que se pudesse ser ainda compreendida pelos tantos, manteria a cabeça no lugar, mas às vezes chegava um ponto de ela não se entender. Não podia exagerar e era só o que fazia, ficava cada vez mais amarga com essa obsessão de amar de verdade, ficava cada vez mais sozinha em exigir mais de quem não podia dar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você sabe separar o carnal do espiritual? Cara, eu já te dei tudo, o que mais você quer? O meu espiritual é todo seu. [“vísceras, pulmão e coração” era idéia fixa dela sobre o amor...] não dá você entende? No estado em que estamos não dá, você no Chile eu no México, eu trabalho você trabalha eu estudo você estuda, como é que te dou minhas vísceras? Nãoo, não é por aí, não é olhando o amor dos outros que você vai construir um seu, não meu bem inveja é uma coisa muito amarga, não te falaram? Tipo ideal não é um modelo à ser seguido, é só um modelo para ser comparado, não seja boba a socióloga aqui é você, você entende de Weber, não é? Vamos, não era você que queria viver um relacionamento aberto? Eu nem aceitei, conheço você, mas não posso te dar mais do que isso. É esse bendito Caio Fernando que me irrita em você, é essa bendita Clarice Lispector de você que eu odeio, eles eram infelizes, você não entende? Você não quer ser feliz amor? Eu te faço feliz, eu juro tentar. Mas você tem que parar de querer sofrer, tem que parar de encontrar em cada coisa que não faço um motivo pra chorar, você tem que parar de procurar defeitos em mim. Defeitos eu tenho aos montes você não vai parar de achá-los, escuta, você é a única que deveria ver em mim mais qualidades que defeitos, você pode me aceitar como eu sou? Você pode parar de me dizer como eu devo ser? Estou cansado de nunca estar apto pra você, pro seu jeito, pro seu amor primaveril. As coisas não são tão fáceis querida, você precisa perceber o que realmente importa e parar de se apegar em coisas pequenas, olha, minha cabeça dói.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era quem tinha que entender e não se entendiam, não falavam a mesma língua. Em compensação os corpos quando se encontravam pareciam nativos da mesma localização, algo como sodomaegomorra, nasceram juntos, paixão de vizinhos, sabe como é? Não conseguiam trocar uma palavra sem se ferirem, mas também não conseguiam dormir uma só noite virados para a parede, sexo e abandono do corpo do outro, em cima um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda perguntavam pra ela se ela sabia separar carnal do espiritual! Essa era a única diferença que ela conhecia, o resto era conseqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-572363080156635768?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/572363080156635768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=572363080156635768' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/572363080156635768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/572363080156635768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/05/sobre-carne-e-espirito.html' title='Sobre Carne e Espírito.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1702254992564501256</id><published>2009-05-11T22:00:00.006-03:00</published><updated>2009-05-11T22:12:27.514-03:00</updated><title type='text'>Sobre Mãe e Filha .</title><content type='html'>O rádio relógio despertaria daqui a três horas. Mais uma jornada de 13h fora de casa. De que importava? Eram 02h30minh da manha e nada do sono vir. Pensou em ligar pra Maria (que há muito não chamava de mãe, que há muito não a chamava de filha e sim de Lara), fazia tanto tempo que não se falavam. Queria dizer que São Paulo estava uma loucura nessa época, que demorava uma hora, às vezes até uma hora e meia para chegar ao trabalho, que o emprego era bom, que semana passada pegou o autógrafo do Lima Duarte pra ela. Queria tanto dizer que era um pouco infeliz... que entendia que a mãe também fosse infeliz, mas só entendia agora, então pediria desculpas pelas besteiras que tantas vezes havia falado em tons tão alterados e então, com vergonha, perguntaria sobre o irmão para mudar de assunto ( demonstrar fraquezas não era uma coisa recorrente entre elas, nem fraquezas, nem sentimentos, nem arrependimentos, por isso nenhuma das duas dava o braço a torcer de orgulhosas que eram, de teimosas que eram) vai ser pai?, não vai?, menino?, menina?, diria que está ficando velha e ainda não aprendeu como viver. Se fosse ligar não podia esquecer-se de dizer que está com saudade da comida da mãe, era uma coisa que ela sempre dizia, mas nem precisava, bastaria passar três dias com a mãe que iria repor os quilos que a correria de São Paulo lhe tirava.&lt;br /&gt;Pensou em acordar a mãe as quase 3h da manha, só pra que ficasse sensibilizada com ela, para que, acordada no meio da madrugada, fosse mais sensível e quem sabe pensasse: essa menina está infeliz, sem que ela mesmo precisasse dizer. Queria que percebessem mesmo que nada pudessem fazer, mesmo que nada quisessem fazer. A sua vida inteira pensou que sua mãe quisesse que ela fosse infeliz até começar a amadurecer, aí mudou de idéia e isso era uma das coisas que queria, porque queria, contar pra ela o quanto antes... Ou seja, nesse telefonema.&lt;br /&gt;Queria dizer que “mãe, apesar de nos falarmos mais por telefone que pessoalmente, queria dizer que eu sei que você não queria que eu fosse infeliz, embora tenha se afastado no momento em que eu fui mais feliz. Eu sei que talvez você tivesse previsto que depois as coisas fossem piorar, mas eu pensei que fosse despeito, você não concordava que eu pudesse ser feliz daquele jeito, mas eu fui. Você me fez duvidar e me faz duvidar até hoje, e talvez só pelo fato de eu duvidar eu não seja feliz, não mãe, não quero colocar nenhuma culpa em você não me entenda mal.”&lt;br /&gt;Queria dizer que deviam participar mais uma da vida da outra, quem sabe uma ensinasse a outra a ser feliz de diferentes maneiras?&lt;br /&gt;E quando foi pegar o telefone se lembrou que havia tido uma última briga terrível com a mãe há quase dois meses atrás, a mãe não amoleceu dessa vez. E depois da briga até que ela tentou pedir desculpas à mãe, mas a mãe tinha aquela capacidade de afetar as pessoas com a indiferença que alguém só pode mesmo ter nascido com isso. Veio do tataravô, para o bisavô, para o pai, para Maria e depois aí parou, porque Lara não sabia como ser indiferente às pessoas e nem gostava desse sentimentozinho que ela não sabia como revidar. E Maria e Lara se feriam tanto como se ferem dois galos de briga.&lt;br /&gt;E foi aí que Lara desistiu, desistiu de ligar porque um dia a mãe não a afetaria mais, se era sair da vida dela (assim à francesa) que ela queria, assim ela iria. Lara fingia não ligar, mas no fundo [no raso, bem raso] ela ligava.&lt;br /&gt;Mas estava em São Paulo agora e São Paulo endurece as pessoas e estava endurecendo ela assim como endureceu sua mãe e milhões de outras Maria's e Renata's e Viviane's e Lara's que por ali passavam. E no fim sabia que era só mais uma coisa para Maria ver nela como “herdado”, mais uma semelhança entre elas. Porque Maria havia morado em São Paulo. E porque o ar que por muito tempo não deixou que Maria dissesse a sua filha a falta que ela faz é o mesmo ar que Lara agora respira durante as 13h as quais ela fica fora de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: O Blog está em processo de metamorfose. Não sei se continuará com essa roupagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1702254992564501256?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1702254992564501256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1702254992564501256' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1702254992564501256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1702254992564501256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/05/o-radio-relogio-despertaria-daqui-tres.html' title='Sobre Mãe e Filha .'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7340872994375360899</id><published>2009-05-06T21:16:00.010-03:00</published><updated>2009-05-07T23:15:38.551-03:00</updated><title type='text'>Sobre Cinema e Música</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Meme que eu achei super criativo que me foi passado direto da criadora. *-* &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A senhorita &lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;Nina Vieira &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Filme: Brilho eterno de uma Mente sem Lembranças.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cena: Eles tentam "escrever" um novo final pra história deles . Ele diz que no dia foi embora, mas que queria ter ficado. Ela pergunta se foi alguma coisa que ela disse ele diz que sim; " você disse então vá com tanto desdém" então no dia ele foi embora, e no fim ela diz: porque você não fica dessa vez? Ele diz que não dá porque ele foi e não sobrou nenhma lembrança então ela pede pra ele uma despedida e no ouvido dele ela diz pra ele encontrar ela em MONTAUK, uma coisa que fica no inconsciente dele. Quem ja viu o filme vai ver que a música tem tudo a ver. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;[ o vídeo não pode ser incorporado aqui então eu vou colocar só o link]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vídeo: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=laYGEdBci0I&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=laYGEdBci0I&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;Foto:&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332883553784600482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SgI1Vlval6I/AAAAAAAAAUg/EZpIXLBu91k/s400/brilho+eterno.bmp" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Música:&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;"Leva meu gosto na tua boca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;E nossos sorrisos na memória&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Pra recordar que a nossa história&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Começa de novo nesse adeus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Não vou deixar você,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Não vou me enganar, mais uma vez."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mais Uma Vez - Ludov&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Regras:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;1.: Escolha uma foto ou vídeo de um filme que você gosta;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2.: Coloque o trecho de uma música que tem a ver com aquele momento;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3.: Escreva estas regras em seu blog;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4.: Indique cinco amigos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Indicados: &lt;a href="http://alwaysintenseme.blogspot.com/"&gt;Nana&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pensamentosemcores.blogspot.com/"&gt;Moni&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://sincealwaysforever.blogspot.com/"&gt;Anne&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://tirednadezhda.blogspot.com/"&gt;Nadezhda&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://eduardohumbertto.blogspot.com/"&gt;Eduardo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7340872994375360899?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7340872994375360899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7340872994375360899' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7340872994375360899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7340872994375360899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/05/meme-que-eu-achei-super-criativo-que-me.html' title='Sobre Cinema e Música'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SgI1Vlval6I/AAAAAAAAAUg/EZpIXLBu91k/s72-c/brilho+eterno.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-4621243085972319891</id><published>2009-04-27T12:38:00.003-03:00</published><updated>2009-09-14T22:25:25.795-03:00</updated><title type='text'>Sobre Cuidado</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;100ª Postagem. :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cacto morto por excesso de água, foi o que sobrou. Mas quem dera tivesse sobrado dos amores antigos só um cacto morto. Esses espinhos eram o que de mais brado havia ficado. Mais dolorido, ela pensava, era a única coisa boa que havia ficado: as lembranças. Dos amores que teve sempre fora deixada; terrível, mas verdade, ela sabia, havia reparado nisso nas últimas semanas. As últimas pessoas foram tão clichês, pediram tempo, terminaram, sentiram saudade, quiseram voltar depois de dois meses. Disse não, tentou, mentalmente, articular algumas verdades, as quais achava extremamente necessárias serem ditas, como: “eu fiz tanto por você”, “o meu orgulho não me permite dizer que sim”, ou “o que faltou?”.&lt;br /&gt;A verdade, ninguém percebia, mas todos sabiam, ela, elas, não faltou, nunca faltou nada, nem pra essa última, nem pras outras ela’s que passaram por sua vida. Era cuidadosa, cuidava de si; estava sempre bonita, tinha sempre um cheiro bom, um cheiro que remetia a boa noite de sexo, velas, incenso, cuidava da casa; casa limpa, obsessão por lençóis brancos e limpos, cuidava do relacionamento; romantismo, aprendeu a gostar da rotina. E disso tudo; três amores, incontáveis sorrisos, noites sem dormir, alguns whiskys 20 anos, e milhares de vodka-nacional-barata, só ficaram coisas dolorosas: lembranças boas e os espinhos do cacto Caio morrendo na casa silenciosa. Era tanto amor, era tanta paixão, tanto cuidado. E foi quando ela percebeu ali, parada do lado do telefone, de pé olhando a janela (havia acabado de dizer que “não, porque não quero mais, você tinha razão em ter terminado” quando na verdade só queria ter dito que “não, porque eu sou orgulhosa, mas me liga amanhã quem sabe tenha passado”) percebeu que era isso, foi isso, na verdade os amores morreram pelo mesmo motivo de Caio-o-cacto. O excesso de cuidado, constatou, às vezes mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Tentando aprender o equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-4621243085972319891?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/4621243085972319891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=4621243085972319891' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4621243085972319891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4621243085972319891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/04/sobre-cuidado.html' title='Sobre Cuidado'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3625522489707517249</id><published>2009-04-18T17:01:00.001-03:00</published><updated>2009-04-18T17:47:31.914-03:00</updated><title type='text'>Sobre Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/Seo7vWGIA1I/AAAAAAAAAUQ/QGa_JLSUcws/s1600-h/kk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326135193890194258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/Seo7vWGIA1I/AAAAAAAAAUQ/QGa_JLSUcws/s400/kk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E ele me dizia o tempo todo, converse com Deus irmã. Eu olho no fundo dos olhos dele querendo que ele entenda o que eu não consigo explicar com palavras, será que ele não entende? Taí ele não entenderia, primeiro porque eu pediria pra ele não me chamar de irmã, não quero, não gosto de intimidade com estranhos, estranhos me servem pra uma foda e nada mais, não posso foder com padres, isso é pecado mortal, nunca mais ganho o perdão de Deus, ta sabendo?&lt;br /&gt;Não posso conversar com Deus, eu disse. Ele tentou argumentar que era só eu falar que ele me escutaria e quem sabe me apontaria uma direção. Achou que eu talvez não soubesse daquela antiga história de que Deus é onipresente, onipotente, achou que eu tivesse uma comum deficiência dos tolos em não conseguir entender essa coisa de alma, cosmos, conversas espirituais. Não é isso seu padre idiota, se a minha alma já conversou com a alma de vários amigos, inimigos e até estranhos porque eu não conseguiria me comunicar com Deus? Como é que eu vou explicar? Não expliquei, ele não entenderia, chamaria de capricho, mimo de burguesinha, tenho pra mim que todos os padres são originários de classe operária. Mas o caso é que, &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;VAI QUE ELE ME APONTA MESMO A TAL DIREÇÃO&lt;/span&gt;, aí eu to fudida entende? Nunca fui boa em cumprir ordens, não é atoa que eu trabalho como autônoma. Vai que esse bendito coordenador do universo, aquele que dizem que faz as ligações entre um acaso e outro acaso e transforma em destino, porque claro dizem que o destino é traçado por Deus não é? Então se ele me manda seguir uma direção eu vou completamente o contrário, vai dar merda! Com certeza. Quando eles me diziam que esse era o método certo, eu ia pelo errado, não era proposital, mas eu sempre achei que as coisas deveriam correr pelo meu método, pela minha escolha, não gosto de opiniões, não me venha dar pitáco. Já me chamaram de cabeça dura, outros de ingrata. Ah, ingrata eu não sou, me defendia logo, não pedi opinião, não perguntei o que era melhor, na minha vida eu mando, na minha vida eu escolho quais caminhos percorro. Por isso eu falo...&lt;br /&gt;Às vezes peço colo pra Deus, ele me dá, acreditem se quiser; me deixa deitar no colo dele e me abraça como um amante nas noites em que sinto mais frio e carência. Agora me diz se aquele cara que nasceu em 1930, serviu o seminário como suposta vocação, vai entender que trepo sem compromisso com estranhos, durmo com Deus de conchinha e não posso ouvir o que ele me fala pra não desgraçar minha vida. Parece até ironia do destino. Ou seja: do próprio Deus?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Obs: [ ]&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3625522489707517249?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3625522489707517249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3625522489707517249' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3625522489707517249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3625522489707517249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/04/sobre-deus.html' title='Sobre Deus'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/Seo7vWGIA1I/AAAAAAAAAUQ/QGa_JLSUcws/s72-c/kk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1221493263449933248</id><published>2009-04-09T22:33:00.002-03:00</published><updated>2009-04-09T23:30:46.652-03:00</updated><title type='text'>Sobre Afetação</title><content type='html'>Sabe quando você quer se fechar? Sim, eu queria muito isso agora. Não, não falo de desligar o telefone e ficar debaixo das cobertas chorando litros de lágrimas que acabam aliviando as dores que você sente. Não, não falo de ficar trancada no seu quartinho gritando com qualquer um que ameace entrar ou derrubar a porta porque, aliás, faz dias que você não come, não bebe, não toma banho e seu quarto deve estar cheirando pior do que roupa mofada. Não, também não falo de largar o vício da internet e perder sua importantíssima popularidade. Eu falo de continuar normalmente sua rotina, ir á faculdade, ir a festas de amigos, fazer tudo que você normalmente faz. Não, não estou falando de me fechar para o mundo. Estou falando de me fechar pras pessoas. É que pra mim, hoje, existem dois tipos de pessoas, as que estão aí pelos cantos de coração aberto e as que estão pelo mundo de coração fechado. Cansei de andar pelos cantos. Quero andar pelo mundo e não me afetar com mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Quase uma síndrome de Greta Garbo.&lt;br /&gt;Obs2: Prometo que durante a semana eu comento com calma nos blogues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1221493263449933248?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1221493263449933248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1221493263449933248' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1221493263449933248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1221493263449933248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/04/sobre-afetacao.html' title='Sobre Afetação'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2912162014337367784</id><published>2009-03-24T12:44:00.003-03:00</published><updated>2009-03-24T21:10:05.273-03:00</updated><title type='text'>Sobre o Contador de Histórias</title><content type='html'>Acabaram as histórias. Acabou a imaginação. E o velho contador de histórias já não sabe o que falar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Chapeuzinho&lt;/span&gt; Vermelho há muito tempo ficou para trás, depois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Pinóquio&lt;/span&gt;, e todas as princesas. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Feiurinha&lt;/span&gt;, gato de botas, esses aí então já não sabia nem mais contar. Depois que as crianças começaram a ir para escola cada vez mais cedo, os avós perderam a utilidade de contar histórias de contos de fadas às crianças. E ele que sempre fora o irmão mais velho, desde pequeno contava histórias aos irmãos menores, foi quando desenvolveu um enorme dom, o de &lt;span style="font-size:0;"&gt;mentir,&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ops&lt;/span&gt;, de sonhar. Contava histórias fascinantes, que nem mesmo haviam existido, a não ser, algumas que saiam quase prontas de seus sonhos. E sonhava toda noite, e ficava o dia todo remoendo, reinventando, recontando aquela história consigo mesmo, para contar aos irmãos mais novos, que aliás adoravam e só dormiam depois da "sessão histórias". Histórias lindas de princesas, donzelas, borralheiras, perseverança, força de vontade, compaixão, paixão e AMOR. Porque toda história bonita é movida pelo AMOR, pela PAIXÃO.&lt;br /&gt;Tinha 4 irmãos mais novos, e todos eles cresceram com as histórias que ele não revelava para ninguém de onde vieram, histórias que sempre começavam com “num reino distante, bem distante”, ou “há muito tempo atrás”, ou “um amigo da prima da tia da vizinha do meu colega de classe, disse”, de tantas histórias bonitas, aprendeu a mentir como ninguém, mas nunca aprendeu a acreditar ele mesmo nas suas mentiras (às vezes isso dá mais credibilidade) e nas mentiras alheias (se acreditasse nas mentiras alheias a vida teria sido melhor).&lt;br /&gt;Seu irmão mais novo, hoje com 44 anos, formado e doutor em educação física, o de 47 anos um dos maiores produtores de comercial para TV, o de 40 anos médico, o de 51; advogado. Pessoas que acreditavam que as histórias eram reais, que acreditavam em sonhos e que correr atrás os faz realizar, pessoas que acreditam em amor em pleno século XXI.&lt;br /&gt;Lançou um livro ainda com 21 anos cheio de histórias, sonhadas e imaginadas por ele mesmo, já havia inventado tantas histórias que começava a sentir que todas eram iguais, foi se entristecendo se fechando mal falava com medo de desperdiçar alguma boa frase para suas histórias. Casou-se, teve 3 filhos, foi quando voltou a sonhar, a se lembrar como se contava uma boa história, lançou o 2º livro, 30 anos. O tempo, a calma, as crianças crescidas, a família, isso lhe rendeu mais histórias, 3º livro, fim, 43 anos, acabou. Foi enlouquecendo, se isolando, não falava, o dia todo rodando a cidade; nenhuma história, o dia todo dormindo e nada de sonhos, enlouqueceu aos 45, sem esperança, sem o “amor” das histórias de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;reis&lt;/span&gt; e fadas, sem medo ou compaixão ou bravura, porque ele sabia, só ele, que essas histórias eram apenas mentiras bem contadas, contadas com carinho, apenas sonhos enfeitados com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;margaridas&lt;/span&gt; bem perfumadas. Só ele sabia que grande fingidor era ele..&lt;br /&gt;E ele hoje com 60 anos, mal se formou em letras, lançou 3 livros quase-sucessos-quase-fracassos, hoje mora aqui nessa clínica ao lado da minha casa (a família internou, não sabia o que fazer), onde em raros momentos de sanidade grita pelo buraco do muro a sua história. Hoje ele é só mais um velho de 60 anos. Sem histórias pra contar e sem imaginação o velho contador de histórias já não sabe o que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Obs&lt;/span&gt;: A fase ruim tá que passa. ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2912162014337367784?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2912162014337367784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2912162014337367784' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2912162014337367784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2912162014337367784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/03/acabaram-as-historias.html' title='Sobre o Contador de Histórias'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2376199878358305360</id><published>2009-03-15T17:17:00.005-03:00</published><updated>2009-03-15T18:10:45.145-03:00</updated><title type='text'>Sobre O Meu Carnaval.</title><content type='html'>&lt;p&gt;É, sim, eu ando sem inspiração, eu confesso. Uma semana do seu lado e você arranca facilmente todas as minhas feridas e aflições com a mão, sem eu ao menos sentir.A minha falta de inspiração tem nome, sobrenome, tem um metro e setenta e dois, cabelos negros e olhos puxados. E cresce de uma maneira totalmente previsível dentro de mim. É eu cheguei ontem a noite, queria ter chegado durante a manhã sabe como é, a noite é sempre mais depressiva. Fui direto pra cama, talvez pra descansar, talvez pra dormir, mas não fiz nenhum dos dois... eu chorei a noite toda. Quando eu começava a pegar no sono sentia sua mão na minha cabeça, me fazendo carinho, e quando eu ia abraçar você, sentia o pano frio do travesseiro. Injusto a minha mente me trair tanto assim, injusto ficar imaginando você comigo durante a noite toda, injusto ter a sensação EXATA dos seus carinhos e abraços enquanto eu durmo.Eu sinto sua falta, my dear. Falta dos cigarros de menta, falta das risadas abafadas no silencio da madrugada, falta dos gemidos sussurrados ao pé do meu ouvido, falta do toque, sinto tanta falta sua que sou quase toda falta [ como aquela menina de alguns posts atrás, e eu sentia pena dela]. Hoje eu acordei com o rosto inchado, olhos vermelhos, olheira funda. E lá fui eu, tomei um banho quente e quando voltei pro quarto fui logo tirando meu roupão de costas pra cama como eu fazia de costas pra você, quando virei quase te vi deitada ali com a sua cara de quem quer mais ( e você diria; “vem aqui, vem!”) e eu iria... iria me deitar com você e deixar você fazer o que quisesse de mim, mas você não estava não é? Então me deitei na cama abraçando o travesseiro, meu velho companheiro de noites afio, e chorei. Não faria diferença nenhuma mesmo, pra quem já estava com o rosto inchado e olhos afundados, chorar mais dez minutos não causaria mal nenhum. Mas resolvi levantar, sabe, REAGIR. Me vesti, saí, queria comprar alguma coisa pra me distrair, você sabe comprar sempre é um bom passa-tempo. Eu comprei um peixe. Um betta, ele se parece tanto com você meu amor... Quando o dono da loja me descreveu ele, eu nem perguntei o preço, peguei logo o azul (que é a cor da saudade, da tristeza e melancolia), escolhi um aquário e trouxe. Ele me faz companhia agora. Um peixe anti-social, que não sabe viver com seus semelhantes, muito menos com os diferentes, disseram que ele mata outro peixe, e se juntarmos dois bettas eles brigam até a morte. Gosto do temperamento forte dele assim como gosto do seu. Depois de dias com companhia agradável agora eu tenho a companhia de um peixe, mudo, brigão, que implica quando eu encosto meu dedo no aquário. Eu tenho saudade de você, não pense que eu te esqueci, não pense que não ligo pra ti, eu não vou sumir, não se preocupe, mas agora tenho que parar de escrever, tenho que arrumar meu peixe azul no aquário novo dele. Você pode me escrever pra aliviar a dor? Ligar na madrugada como quem se virasse na cama e me abraçasse? Você pode ligar no meio de uma tarde quente como se aparecesse pra me levar pra sair? Porque eu ainda espero que quando a campainha toque seja você chegando e eu faço aquela mesma cara de indiferença fingida que eu fazia antes de abrir a porta, o meu teatro tem sido mais inútil agora que ninguém entende os meus porquês. O peixe vai se chamar Zuza, de Cazuza sabe? Eu precisava de alguém pra cuidar, pra ocupar o meu tempo, ocupar minha mente, mas eu sei que o Zuza não vai substituir você [e os seus lábios nos meus, seu espaço vazio na cama].&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Só uma pessoa sem criatividade e sem o objeto amado pode comprar um peixe e achar que ele substitui o ser amante. Eu confesso que ele tem sido minha única companhia nos últimos dias. Eu queria te contar que a minha vontade de escrever se foi junto com você e seu ar de inconfessável melancolia. A inspiração deixou um espaço vazio na cama, e um espaço maior ainda aqui dentro, e esse vazio dói e pesa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Eu só espero que um dia você possa me entender, mas enquanto isso... vivamos da maneira como se deve viver.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalização com ajuda do meu querido amigo; Heitor Zanoni.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Obs: Totalmente auto-biográfico!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2376199878358305360?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2376199878358305360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2376199878358305360' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2376199878358305360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2376199878358305360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/03/sobre-o-meu-carnaval.html' title='Sobre O Meu Carnaval.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3627859220606489029</id><published>2009-02-15T14:38:00.005-03:00</published><updated>2010-08-29T03:10:29.826-03:00</updated><title type='text'>Sobre Brisas</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YW4HhFjcFjU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YW4HhFjcFjU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler ouvindo: Saudade - Marcelo Camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o vento bater, deixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bagunçar&lt;/span&gt; tua franja, deixa eu olhar você comigo aqui. Deixa a janela aberta o vento passar e testemunhar; eu e você nos melhores momentos de nossas vidas. Não me olhe tão fundo assim amor, que eu tenho medo. Medo de que você descubra alguma coisa que não goste. Alguma coisa daquelas que a gente sempre acha melhor esconder do que contar. Olha pro meu cabelo também, não sei, só não cruze seu olhar assim, tão fundo, com o meu. Eu sempre vou lembrar desse dia em que o vento invadiu a casa levando todos os sentimentos ruins e os maus-olhados pra longe da gente, pra nada atrapalhar. Sua franja ao vento e eu com a mão no seu rosto fazendo carinho em você. Tocar, essa sempre foi a parte mais importante de tudo não é? Eu poderia ficar aqui pro resto da vida sentindo você, quente, seu cheiro tão perto. E o relógio... Desliga ele pra ele não fazer esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tic&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tac&lt;/span&gt; de tempo se esgotando. Nem mesmo as ampulhetas são mais angustiantes, pelo menos elas são silenciosas. Eu levanto e tiro a pilha desse relógio enquanto você muito se diverte com as minhas atitudes piegas. Você se distrai e deitada no chão nesses dias tão quentes de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Fevereiro&lt;/span&gt;, olha pro outro lado, onde não se pode ver nada, além da porta da sacada. Eu fico imaginando no que você pensa.. Acho que consigo adivinhar. Uma vez você me disse que quando esta sozinha fica na sacada olhando o mar e pensando que um dia ele, ou o vento, ou o pôr-do-sol vão me trazer pra você sem você ao menos esperar. E fecha os olhos deixando que o vento ao bater no seu rosto pareça o meu toque que, você sempre diz, é leve como a brisa. Por isso te digo que não feche a janela, deixe que o vento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bagunce&lt;/span&gt; seus cabelos, deixa eu te imaginar na sacada com essa brisa contra você. Me dá uma pontinha de dor aqui dentro, de imaginar você tão sozinha aos domingos, “que dia cruel é o domingo” você me disse, eu concordo, “sobra tanto tempo”. “A gente nunca pensa o que tem que fazer na segunda, ou quantas contas tem pra pagar, ou o que na casa temos que limpar, reformar, só sobra tempo pra pensar no amor”. O que não é de todo ruim eu tentei argumentar, mas você ficou calada, sabendo que eu também sentia a dor que você sente, e você sorriu porque sabia que no fundo eu sempre tentava amenizar o seu sofrimento. Mesmo sofrendo mais ainda se soubesse que você não sofria essa saudade. E Marcelo Camelo cantando ao fundo meio rouco, meio nostálgico, meio que como a gente. Esse é o primeiro dia da semana que teremos pela frente e a saudade e o medo e o vazio dos dias sem você já me incomodam, eu sei te incomodam também. É só olhar você, deitada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;lingerie&lt;/span&gt; no chão, que qualquer um perceberia que essa tristeza nenhuma brisa consegue levar. E você olha pra mim, e eu sorrio, um sorriso molhado de inconvenientes lágrimas negras que eu tentei esconder. Um choro engasgado na garganta que a gente teima em tentar engolir. E você que sempre foi mais forte que eu nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;quesito&lt;/span&gt; sorri, não é desdém, não é pena, não é tristeza, é só compaixão, compreensão. A velha e amiga empatia. Você se levanta, diz que está com frio, fecha a janela e me leva pro quarto. Você adormece sempre como um bebê no meu colo, você diz que não dorme direito longe de mim e se desculpa por perder tempo dormindo quando eu estou do seu lado, “mas é que você me dá tanta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;proteção&lt;/span&gt; que só assim eu consigo dormir sem medo de estar sempre sozinha”. Empatia eu digo, você não entende. E dorme. E enquanto você dorme, eu peço pra que a brisa leve esse gosto de futuro fracassado da minha boca. Uma, duas, três até perder a conta de quantas vezes eu pedi. E sem querer me esqueço, que você há pouco fechou a janela, e não há brisa alguma que seja capaz passar por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Obs: Obrigadasso&lt;/span&gt; sempre aos que comentam. [ E mais ainda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;obrigadasso&lt;/span&gt; aos que comentam SEMPRE. ]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3627859220606489029?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3627859220606489029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3627859220606489029' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3627859220606489029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3627859220606489029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/02/httpwww.html' title='Sobre Brisas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8732277661351455931</id><published>2009-02-11T21:20:00.000-03:00</published><updated>2009-02-11T21:26:53.771-03:00</updated><title type='text'>Sobre Feridas</title><content type='html'>Tantas fotos suas. Você em pedaços na tela do meu computador. Não era esse fim que eu tinha planejado embora soubesse desde o começo que... Espera aí, não houve começo, não houve nada; Só uma tentativa de ter o que eu amava. Em pedaços com expressões, diferentes, tantas vezes tantas cenas imaginei pra mesma expressão de seriedade que você tem em uma dessas fotos aqui.&lt;br /&gt;E como se você fosse um assunto superado e eu um acidente esquecido você consegue me encontrar no meio de uma praça qualquer como se dissesse: "Oi, me fala um pouco da sua vida e pergunta um pouco da minha também, me deixa te tocar e sentir o tamanho das cicatrizes!".  E como se você fosse um assunto realmente superado e eu um acidente esquecido, te deixo me tocar e finjo que o que você sente são cicatrizes e não feridas ainda abertas.  E sorrio. O meu sorriso afetado de te fingir que não sinto dor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8732277661351455931?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8732277661351455931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8732277661351455931' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8732277661351455931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8732277661351455931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/02/sobre-feridas.html' title='Sobre Feridas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7793731749461773701</id><published>2009-02-08T20:51:00.002-03:00</published><updated>2009-02-08T21:01:19.243-03:00</updated><title type='text'>2º Meme</title><content type='html'>E as regras são:&lt;br /&gt;1.: Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de “ir embora daqui”;&lt;br /&gt;2.: Convidar 8 amigos de blogs para responder também;&lt;br /&gt;3.: Comentar no blog de quem nos convidou;&lt;br /&gt;4.: Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;&lt;br /&gt;5.: Mencionar as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Eu quero fazer sexo na praia. (sea, sex and sun), não sei, uma coisa meio infantil, meio despudorada, meio sem sentido, mas eu quero tentar um dia, mesmo que depois de um mês eu ainda ache resquícios de areia na minha bunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Eu quero me casar, com vestido de noiva ( deve haver algum lugar que deixe duas meninas se casarem de vestido branco de noiva, sem considerar isso uma ofensa aos bons costumes da sociedade.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Eu quero morar numa casa bem grande, dois andares, quintal, pivetes pra encher a casa, gêmeos, (algum filho tem que ser JAPONÊS ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Trabalhar no litoral, em algum hotel. Quero me tornar uma profissional MUITO, mas MUITO, eficiente e gabaritada. ( Deus me ajude )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Quero escrever um livro de contos, quero que gostem do que eu escrevo, quero satisfazer meu ego. Quero dar orgulho pros meus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Quero comprar um rancho que tenha uma represa bem grande pro meu pai poder pescar o quanto quiser e se pah eu pague uma plástica pra mim mãe. hahahahhahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Eu quero preservar meus amigos, quero convidá-los pra passar um fim de semana na minha casa com minha companheira. 0/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Eu quero ser feliz, desmedidamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, como eu já fiz um meme, e como eu já indiquei pessoas pra um selo, eu não vou indicar ninguém pra esse meme que eu recebi da Nina (&lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;http://sobrefatalismos.wordpress.com/&lt;/a&gt;) lindeza. Quem se sentir com vontade por favor fique á vontade. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7793731749461773701?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7793731749461773701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7793731749461773701' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7793731749461773701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7793731749461773701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/02/2-meme.html' title='2º Meme'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-401013461220400104</id><published>2009-02-07T12:20:00.005-03:00</published><updated>2009-02-07T13:39:47.374-03:00</updated><title type='text'>[ MEME ]</title><content type='html'>Eu recebi esse meme do Luis Carlos [&lt;a href="http://silogismojuridico.blogspot.com/"&gt;http://silogismojuridico.blogspot.com/&lt;/a&gt;] e eu não esperava MESMO. Fiquei super feliz. Obrigado. 0/&lt;br /&gt;Bom, no meme, eu tenho que contar seis coisas aleatórias sobre mim... Eu costumo me expor demais quando as pessoas perguntam coisas sobre mim ou quando eu tenho que dizer coisas sobre mim e costumo falar muito também. hahahaha. Espero que não se assustem. Vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Depois de grande eu passei a ter medo do escuro. Eu não devia ter medo do escuro, nem da solidão, mas com o tempo eu fui adquirindo esses medos. Eu sou filha única por parte de pai, criada com ele, sempre fui muito sozinha e fechada com a família. Acho que por isso comecei a temer a solidão de uma maneira angustiante. E o medo do escuro ? Como se explica? Não sei, mas pareço uma menina de dez anos ligando a luz do celular pra verificar que não tem nada no meu quarto. hahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Eu tenho mania de agradecer a todo mundo, por tudo. hahaha. Claro que isso é bom. Chamo todos os mais velhos de senhor ou senhora também. Agradeço a fachineira que me deixa passar quando ela taá limpando, ao atendente que me vende alguma coisa. Falo com as crianças que vejo na rua, mexo com todas. :X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Quando estou com alguém sou meio possessiva, quero tudo pra mim. Quero coisas intensas, declarações de amor mais bonitas, quero o tempo todo pra mim, quero a alma inteira de quem está comigo. Claro que isso é chato, mas é claro também que eu sei desfarçar muito bem pra não chatear quem está comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Eu me incomodo com o que as pessoas pensam de mim, com o que elas pensam do que eu escrevo. Tenho medo de parecer ridícula, de parecer feia, de parecer piegas, de parecer chata, de ser desinteressante. Quero que as pessoas me conheçam como eu sou e quando eu não tenho intensão de impressionar [ quando eu não tenho nenhuma segunda intensão ] eu sou verdadeira desde o princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Não sei viver sem mentir. Eu minto, minto pra me preservar, minto pra me expor, minto pra dizer que não sofro, pra dizer que sofro demais, minto porque já traí, minto pra dizer que não pude sair, minto pra dizer que meu caráter é limpo, minto pra escrever... Magôo algumas pessoas, mas na maioria das vezes minhas mentiras são leves [ dizem que não existe mentira leve ou pesada, tudo é mentira, mas eu discordo.] e as pessoas não costumam descobrir que eu menti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Quando eu faço demais sobre mim costumo me arrepender depois, bem tipo: Não devia ter dito isso, mas agora já foi. Quem me quiser que goste de mim como eu sou, mesmo eu tendo uma boa tendência a mudar pra agradar quem eu gosto. =S&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, as regras são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Linkar a pessoa que te indicou.&lt;br /&gt;2 - Escrever as regras do meme em seu blogue.&lt;br /&gt;3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.&lt;br /&gt;4 - Indicar mais 6 pessoas e colocar os respectivos links.&lt;br /&gt;5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.&lt;br /&gt;6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indicados são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila : &lt;a href="http://inventandobatidas.blogspot.com/"&gt;http://inventandobatidas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Moni : &lt;a href="http://pensamentosemcores.blogspot.com/"&gt;http://pensamentosemcores.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gabriele: &lt;a href="http://apenadaasadeumanjo.blogspot.com/"&gt;http://apenadaasadeumanjo.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maria Louca: &lt;a href="http://insensibilidadenatural.blogspot.com/"&gt;http://insensibilidadenatural.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cris: &lt;a href="http://saudade-roxa.blogspot.com/"&gt;http://saudade-roxa.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Carolina: &lt;a href="http://vilarejoparticular.blogspot.com/"&gt;http://vilarejoparticular.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-401013461220400104?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/401013461220400104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=401013461220400104' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/401013461220400104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/401013461220400104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/02/meme.html' title='[ MEME ]'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3352710764725628350</id><published>2009-02-06T22:33:00.004-03:00</published><updated>2009-02-07T12:20:06.807-03:00</updated><title type='text'>Selo *-*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SYzlhZwgjHI/AAAAAAAAASU/Z6MAhJ6NZb0/s1600-h/selomaneiro_-_sarapatel_e_bah_frois.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299863223521021042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SYzlhZwgjHI/AAAAAAAAASU/Z6MAhJ6NZb0/s400/selomaneiro_-_sarapatel_e_bah_frois.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Regras:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2- Poste o link do blog que te indicou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3- Indique 10 blogs de sua preferência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4- Avise seus indicados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5- Publique as regras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para &lt;a href="mailto:olhaquemaneiro@gmail.com"&gt;olhaquemaneiro@gmail.com&lt;/a&gt;, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação.Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&amp;amp;B.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Selo que eu ganhei da Isolente ( *-* ) &lt;a href="http://insolente4.blogspot.com/"&gt;http://insolente4.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que eu adoro muito. Ela escreve muito bem e sempre me toca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os blogs indicados são: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;1-Raíza : &lt;a href="http://oinsanoeosutil.blogspot.com/"&gt;http://oinsanoeosutil.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2-Nina ( adoro ): &lt;a href="http://sobrefatalismos.wordpress.com/"&gt;http://sobrefatalismos.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3-Bárbara: &lt;a href="http://whatyouthinkabouthis.blogspot.com/"&gt;http://whatyouthinkabouthis.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4-Paola: &lt;a href="http://paolafabeni.blogspot.com/"&gt;http://paolafabeni.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5-Layse : &lt;a href="http://ameninadovestidopreto.blogspot.com/"&gt;http://ameninadovestidopreto.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6-Fernanda (meu xuxu) : &lt;a href="http://ladybugfallingstar.blogspot.com/"&gt;http://ladybugfallingstar.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7-Lu Morena: &lt;a href="http://cabriolas.blogspot.com/"&gt;http://cabriolas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8-Alan: &lt;a href="http://intoinmysecretgarden.blogspot.com/"&gt;http://intoinmysecretgarden.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9-Robin K: &lt;a href="http://anatomiadeumser.blogspot.com/"&gt;http://anatomiadeumser.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10- Nadezhda: &lt;a href="http://tirednadezhda.blogspot.com/"&gt;http://tirednadezhda.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que entendam que a ordem não é de importância.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3352710764725628350?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3352710764725628350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3352710764725628350' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3352710764725628350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3352710764725628350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/02/regras-1-exiba-imagem-do-selo-olha-que.html' title='Selo *-*'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/SYzlhZwgjHI/AAAAAAAAASU/Z6MAhJ6NZb0/s72-c/selomaneiro_-_sarapatel_e_bah_frois.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2629653253778308420</id><published>2009-02-03T10:14:00.006-03:00</published><updated>2009-02-03T11:31:25.439-03:00</updated><title type='text'>Sobre Ser Toda Falta.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Instruções:&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Só leia com paciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Só comente se tiver realmente lido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Respire, prenda a respiração e lá vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela tinha que achar. Era seu e fazia tanta falta. Motivos suficientes para revirar a casa toda atrás de qualquer coisa por pequeno que fosse. Já havia tanta coisa sua que sentia falta, havia tanta coisa que sentia falta, que se acumulasse mais faltas seria ela inteira vazia, uma prateleira, como tantas aquelas que haviam em sua casa abarrotada de coisas, ela, no caso, abarrotada de faltas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que eram motivos suficientes esses, mas só pra justificar que ela levantasse às 3h da madrugada de um Sábado pra Domingo pra procurar um abajur de madeira antiga, de fios desencapados, e uma decoração de cabaré, vou lhe dizer os outros motivos... Era tarde e ela queria ler um livro em sua cama como era de costume na solteirice, mas não podia acender a luz que acordaria o seu marido. Esse também é um motivo que sozinho justificaria a toda a busca desesperada pelo abajur. Já te explico isso. Deixa eu primeiro te contar os motivos cumulativos: estava frio e não sairia da cama pra ler um livro, e por último porque o abajur ganhara da avó que fora puta nos anos 60, não, não é piada leitor, fora puta de verdade, num dos mais bem freqüentados cabarés de São Paulo. Na época saía com vários empresários estrangeiros, um até era fixo e lhe ensinou a falar francês (bonjour, sava bien?), saia também com os maiores plantadores de café da região e unzinhos que tinham dinheiro para pagar seu cachê de putacara. Por isso eu digo e repito o abajur (que, aliás, havia ganhado do francês, pura ironia, não? Abajur = abat-jour = Frances?) vinha de uma decoração de cabaré. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não, não podia, não queria e não ia acender a luz branca do quarto, porque isso acordaria Felipe que tinha sonos mais leves que o de um bebê recém nascido. Isso era um saco, porque Débora tinha insônia freqüentemente e no outro dia tinha que ouvir comentários como “nossa amor, você dormiu essa noite?” ou “havia formigas no seu lado da cama, Débora?”, o que ela odiava. Além disso, Felipe ficava uma fera se o acordassem de madrugada e a relação deles andava tão instável que ela evitaria qualquer tipo de briga. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque na abarrotada prateleira de faltas dela, a falta maior, a que ocupava mais espaço na prateleira, que era ela, por incrível que pareça era a falta do homem que dorme todos os dias do lado dela. A falta dos carinhos dele, dos beijos dele, das palavras bonitas, de tudo que pra ela significava sinais de amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então ela se levantou, com cuidado, ligou o som do MP3 baixinho, naquele cd de música que ele sempre escutava pra fazer yoga, pra tirar cochilos, pra esquecer as raivas de um dia estressante e foi procurar. Não estava pela casa ela sabia, mas sabia onde encontrar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Felipe se mudou pra morar com ela, ela encaixotou vários mimos seus, para que na casa houvesse espaço parar as coisas de Felipe. Para que ele não sentisse que não havia espaço pra ele, pras coisas dele. E jogou tudo na despensa, onde, vira e meche, ela tinha que procurar alguma coisa que lhe fazia falta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, foi pra despensa, que se pudesse escolher seria seu lugar favorito da casa, o que tem mais coisa sua, o que tem mais a sua cara. Sabia que em alguma daquelas tantas caixas estaria dentro de alguma o abajur do francês. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se lembrava de ter deixado aquele banco lá, mas lá estava, subiu e começou a desempilhar as caixas, pegou a mais alta, pôs no chão, foi revirando entre as coisas que tinham lá dentro.&lt;br /&gt;Ursos de pelúcia que ganhou durante o namoro com Felipe, cartas de amor, flores amassadas dentro de livros, vários corações, de todos os tamanhos, vermelhos, amarelos, verdes, pretoebranco, preto e branco, recortados de revistas, jornais e com dedicatórias daquela linda letra desenhada que nem parecia de homem, pingentes antigos, fotos, chaveiros, cinzeiros, isqueiros, batons, mascaras de carnaval. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais caixas ela abria mais o passado ela revirava. Velhos carnavais, bolinha de bet, bolinha de ping-pong, bolinha de cachorro, bolinha de piercing, bico de criança, frascos de perfume, broches, bótons, terços, troféus, lenços, porta-retratos, agenda, caneca, diário. Era tanta coisa velha, tanta coisa que fazia parte dela ou que era ela por inteiro, que ela teve vontade de ficar ali, porque se sentiu velha e antiquada e antiga e ultrapassada e presa no tempo com/ como todas aquelas coisas encaixotadas e deixadas pra escanteio por ELE. Que nem era ELE mais, era só um cara com quem gozava quase todas as noites, um cara pra quem dava bom dia todas as manhãs, e as frases mais sinceras e carregadas de sentimento que se falavam eram: “tome cuidado”, “leve o guarda-chuva”, “você nunca faz/nunca sente/nunca vê”, “que se foda”, “quer transar?”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ficou ali por horas, e ela chorava. Eu não ia te contar que ela chorava. Ela não contaria pra ninguém. Mas acontece que chorava e as suas faltas abarrotadas doíam mais que machucados internos com pinos quando faz frio. Mas algumas faltas sumiam, como a dos retratos, como a do terço, como a dos bótons, como a da caneca, e essas faltas que sumiam deixavam ela mais vazia, porque afinal “perder vazio é empobrecer”. Justo ela que era somente falta, abarrotadamente cheia de faltas, perdia um pouco delas agora. O que não é justo. “Não é justo” pensou ela, e de pensar assim chorava mais e soluçava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já devia ter quase 3horas que olhava todas aquelas lembranças guardadas e quando já nem se lembrava do que estava procurando foi que o achou, empoeirado, mas ainda sim lindo, querido, estimado e sentada no banco abraçada ao abajur ela chorava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi então que Felipe acordou. 06h30minh de um domingo. Tinha toda a tarde pra dormir, agora ele queria ir à feira, comprar frutas. Adorava chegar cedo à feira, pegava sempre as coisas mais frescas, as verduras mais bonitas, as frutas mais doces. Não trocava isso por nada, mesmo quando muitas vezes Débora lhe pedia pra dormir mais um pouco, ficar mais na cama com ele, não tinha negócio, ele tinha um prazer imenso de comprar na feira às 7h da manha. E ela como boa esposa o acompanhava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Achou estranho não achá-la na cama, “ao menos um dia ela vai partilhar do meu hobbie sem me atrasar.”, pensava enquanto se encaminhava para o banheiro onde, jurava, ela estaria.&lt;br /&gt;Não estava. Procurou-a pela casa toda e quando enfim a achou, ela estava em prantos e soluços abraçada a um abajur cafona de decoração de cabaré. Isso o afetou tanto. Desde a perda da gravidez, era isso o que mais o havia afetado. Ver ela no meio de tanta “quinquilharia” chorando cheia de coisas em volta. Ficou olhando por uns cinco minutos sentindo uma dor tão grande quanto a dela, pra só depois ir ao encontro dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pisando em ovos pra não estragar essas coisas antigas ele a puxou pela mão, ela veio, mas com o abajur. Ele com cuidado a fazia soltar o abajur até que pudesse pô-lo em cima do banco que estava ao lado. Ele a abraçou com a mesma força que abraçou no dia em que a médica disse: “Foi um aborto espontâneo, o feto era pequenino e frágil, ele não sobreviveria, eu sinto muito”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vem, vem deitar abraçada comigo. Vem chorar no meu ombro, eu cuido de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a levou com cuidado para o quarto, sem soltar ela do seu braço, seu abraço apertado. Ele trocou o seu prazer dominical pra cuidar dela que agora o afetava e chorava no seu peito, deitada, abraçada a ele como há muito não ficava.&lt;br /&gt;E ela trocou mais uma vez suas coisas por ELE, deixou tudo guardado, encaixotado para que ele ocupasse o espaço vazio.&lt;br /&gt;Afinal, ele era seu, e fazia falta. E na prateleira abarrotada de faltas dela, a falta maior, a que doía mais, era a falta d”ELE. E isso... Isso era motivo suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obs: Eu já disse que não prometo fazer textos menores, não é?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2629653253778308420?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2629653253778308420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2629653253778308420' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2629653253778308420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2629653253778308420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/02/sobre-ser-toda-falta.html' title='Sobre Ser Toda Falta.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1034165123445271502</id><published>2009-01-29T12:47:00.000-03:00</published><updated>2009-01-29T12:48:01.238-03:00</updated><title type='text'>Sobre Borboletas</title><content type='html'>- Sabe qual o animal que eu mais gosto?&lt;br /&gt;- Hum, o leão?&lt;br /&gt;- Não! Porque leão? – Olhou com um ar de quem ficara intrigada com a resposta, porém sorria.&lt;br /&gt;- Ah é que você é tão determinada. Sempre vai atrás do que quer.&lt;br /&gt;- Não. Eu gosto das borboletas.&lt;br /&gt;- Nossa! Totalmente o contrário do que eu havia pensado. As borboletas são tão frágeis.&lt;br /&gt;- No fundo, todo mundo é.&lt;br /&gt;- Mas porque as borboletas? Pela fragilidade?&lt;br /&gt;- Não. Ah não sei. Elas são tão bonitas e coloridas. A cor é sempre uma coisa que remete alegria. Elas devem ser bem felizes, além de serem bonitas e coloridas elas voam. As cores de algumas são tão vivas e tão chamativas.... Nunca encontrei uma borboleta que fosse igual à outra, e olha que eu sempre vejo muitas borboletas. Mas nem tanto pela beleza sabe? Acho que o ponto principal é ela se tornar uma borboleta. Quero dizer, ela não nasce borboleta e fim. Ela vira uma borboleta, meio que a história do patinho feio sabe? Quando ela entra no casulo ela é uma lagarta.&lt;br /&gt;- Écati.&lt;br /&gt;- Ninguém gosta de lagartas. Mas o que eu quero dizer não é nem sobre tornar-se bonita. Mas TORNAR-SE, TRANSFORMAR.&lt;br /&gt;- Hã?&lt;br /&gt;- As borboletas se dão tão bem com a MUDANÇA. Vai ver que é por isso que ela fica tão colorida e feliz, porque ela leva numa boa as mudanças. Pra quem já foi lagarta poder voar é a alegria suprema. Eu odeio mudanças, não me dou bem. A rotina é que me dá segurança sabe? Você já tentou resolver ou entender seus complexos do presente olhando pro passado?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;- Eu faço isso o tempo todo. Vai ver é porque minha mãe era meio inconstante, o meu pai viajante. Eu tenho medo de mudanças, mas quero logo sair dessa cidade. Contraditório isso, não é?&lt;br /&gt;- Vai ver é seu jeito de enfrentar o medo. Olhando cara a cara pra ele. Destemida como um leão.&lt;br /&gt;- Hahahaha. Um leão deve ser triste.&lt;br /&gt;- Não, não é. Porque seria? Ele é o rei.&lt;br /&gt;- Exatamente por isso. Ele é o rei, tem sempre que defender seu território, se mostrar autoritário, essas coisas de rei. Você sabe que as borboletas gostam de mim?&lt;br /&gt;- Não. Sério?&lt;br /&gt;- É. As borboletas quando voam próximas, sempre encostam em mim. Eu tenho até algumas que moram dentro de mim. Segredo, mas algumas moram dentro do meu estômago.&lt;br /&gt;- Nossa, que legal.&lt;br /&gt;- eu acho até que elas gostam de você também.&lt;br /&gt;- Mesmo? Por quê?&lt;br /&gt;- Porque só quando eu estou com você é que sinto elas se alvoroçarem aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/01/09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1034165123445271502?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1034165123445271502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1034165123445271502' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1034165123445271502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1034165123445271502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/01/sobre-borboletas.html' title='Sobre Borboletas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-4211393828077801237</id><published>2009-01-21T20:29:00.003-03:00</published><updated>2009-01-21T21:44:53.071-03:00</updated><title type='text'>Sobre Mágoa e Vodka</title><content type='html'>.Acordou e se lembrava vagamente do que tinha acontecido noite passada. Renata se lembrava sim de ter tido uma discussão terrível com Ana, por telefone. O porquê da discussão também lembrava, o de sempre. TEMPO, essa palavra pequena que pode remeter-se a tanta coisa. Tempo, quando queria o tempo de Ana era assim que fazia; birra, pirraça, como uma criança mimada que não sabe como pedir o brinquedo que tanto lhe desperta atenção, criancice? Não! Só falta de jeito mesmo. Sem saber tinha todos os argumentos que precisava em suas mãos, para fazer de Ana o que quisesse, pra fazer de Ana uma ocupação do seu tempo livre também.&lt;br /&gt;.Mas não sabia pedir, só bater o pé. E Ana não gosta de crianças mimadas, Ana gosta de adultos que sabem o que quer e sabem o que fazer para consegui-lo. O tempo. Ana andava tão comprometida com a monografia da conclusão da faculdade, e com a família, que o tempo que tinha ela queria pra se divertir, não queria ninguém a cobrando isso ou aquilo, mas o que Renata não entendia era como mostrar interesse sem o bater dos pés.&lt;br /&gt;.Renata acordou, com aquela dor de cabeça, ouvindo barulhos que vinham do seu quarto, ainda sem coragem de abrir os olhos, tentou uma rápida constituição da noite passada, depois do fatídico telefonema que de lembrar fazia sua cabeça doer ainda mais. “O que veio mesmo depois do telefonema?”. Renata não desligara o telefone, disso lembrava, foi Ana, que desligou o telefone interrompendo qualquer reclamação ou assunto.&lt;br /&gt;.Por isso tanta raiva? Por isso tanta vontade de magoá-la e de se magoar? Porque se magoando magoaria Ana que já era parte dela. Então continuou a lembrar: Tomou um banho, um longo e renovador banho, se vestiu e saiu. Seu corpo era de tamanha beleza que mesmo com jeans e regata estava bonita, nada precisava para realçar sua beleza, nada precisava para que notassem ela estar lá, apenas estar.&lt;br /&gt;.Se lembrava de alguém, um cara que a fizera companhia a noite toda, Thadeu com TH era o nome dele, e era só o que se lembrara dele. Falaram sobre signos, sonhos sobrenome, bebidas, parentes, artes, galeria, filmes, acupuntura, sexo, trabalho, tempo, mas não se lembrava nada do que ele havia falado só que do que ela mesma dissera. Saíram da boate os dois, passaram em uma conveniência compraram uma vodka, foram para um bar. E a dor de cabeça, e os barulhos no quarto e não se lembrava da noite passada. E o sol batendo em seu rosto e a preguiça de acordar, e o medo de abrir os olhos e não ser Ana ao seu lado. Não era não seria, pois brigaram a noite passada.&lt;br /&gt;.Então desejou enormemente ter tido um sonho ruim, como aqueles que a incomodavam volta e meia, e desejou até que conseguisse acreditar que na verdade era só isso que havia acontecido, era Ana ao seu lado, não havia brigado, não havia saído, não havia se embebedado com o Thadeu com TH, e “ai minha cabeça”...&lt;br /&gt;.Então apalpou o lado de Ana em sua cama, apalpou o lado que Ana costumava se deitar nessa cama que já era dela também, nada... Tinha um vão do seu lado direito. O que a fez concluir que ELA dormira do lado em que Ana se deita. Então suspirou, tomou coragem e abriu os olhos.&lt;br /&gt;.Estava lá, ombros largos, peito nu, forte, branco, porte atlético, de calça jeans, olhos verdes, boca carnuda, lindo de morrer e à sua frente. Assustou-se.&lt;br /&gt;.- Desculpa, Felipa, eu não queria te acordar, já havia escrito um bilhete, estava só terminando de me vestir e já ia sair.&lt;br /&gt;.- Eu não... Não te falei meu nome certo, não sabia que ia dormir com você. – falou isso em tom de autocrítica, rindo da situação embaraçosa que ela mesma se colocara. – Eu me chamo Renata.&lt;br /&gt;.- Eu me chamo Thadeu, caso não se lembre.&lt;br /&gt;.- Sim, Thadeu com TH, eu lembro.&lt;br /&gt;.- Olha, quando eu sair, tem um bilhete pra você ali na escrivaninha. E uma ligação de uma tal de Ana no seu celular.&lt;br /&gt;.- Você atendeu? – perguntou num tom que misturava susto a nervosismo.&lt;br /&gt;.- Não, claro que não, mas logo em seguida chegou uma mensagem.&lt;br /&gt;.- Você leu?&lt;br /&gt;.- Sim, desculpa.&lt;br /&gt;.- O que dizia?&lt;br /&gt;.- É pequena a mensagem. Só diz: “Eu tenho meu dia pra você. Eu te amo.”&lt;br /&gt;.Ela se sentou na cama, dobrou as pernas e apoiou o rosto em sua mão, pois mal conseguia se segurar. Tanta reação por dentro. Ele era o que ela ingerira noite passada, aquela noite toda, era também a vodka que tomara, estava tudo lá dentro dela, ele ainda estava dentro dela, o sexo dele, o sobrenome, o tempo, o signo, os parentes, todos os lugares, sons, imagens e corpos dessa noite reagiam uns com os outros dentro dela agora... Além da dor de cabeça, e essa, ah como doía. Ele se vestiu.&lt;br /&gt;.- Eu desejo com a intensidade da minha dor de cabeça que o seu dia seja ótimo e que minha dor de cabeça não passe pra você. Eu to indo Felipa... Eh Renata. – riu-se por já ter se acostumado com o nome que ela fingia ter.&lt;br /&gt;.- Eu desejo que a sua dor de cabeça passe tão rápido quanto desejo que a minha acabe nesse instante, Thadeu.&lt;br /&gt;.- A noite foi ótima, Renata.&lt;br /&gt;.- Tenha um bom dia. – sorria com aquele mesmo sorriso que conquistou ele noite passada quando a viu bem de perto na boate.&lt;br /&gt;.Ela se levantou para trancar a porta e se deu conta de estar nua, como ele já havia saído não ligou, trancou a porta, sentiu toda aquela reação dentro dela. Acupuntura, sonhos, trabalho, o sexo. Correu pro banheiro e se ajoelhou no azulejo frio, se apoiou no vaso segurou o cabelo e vomitou. Pensou:&lt;br /&gt;.- O organismo logo reconhece o que lhe faz mal. E rejeita, rejeita.&lt;br /&gt;.E como sentisse que Ana era parte de si, como sentisse que ainda a queria e que era recíproco, como sentisse que tudo o que acontecera (o TH, o gozo, a vodka, arte, galerias, filmes, gemidos, espermas, penetração, traição), como sentisse que tudo que acontecera era o que havia ingerido, era tudo dentro dela e era o que ela havia acabado de jogar fora, resolveu esquecer. Porque o que fazia mal a ela, fazia mal a Ana, e aquilo era tudo que já não estava nela. Tomou um banho, se vestiu, se maquiou café, cigarros, bala, carteira, hoje o dia de Ana era seu. E isso era só o que importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Não prometo fazer textos menores.&lt;br /&gt;Obs2: Texto do mês 6.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-4211393828077801237?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/4211393828077801237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=4211393828077801237' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4211393828077801237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4211393828077801237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/01/sobre-mgoa-e-vodka.html' title='Sobre Mágoa e Vodka'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1226774457792869067</id><published>2009-01-16T14:55:00.003-03:00</published><updated>2009-01-16T18:22:48.019-03:00</updated><title type='text'>Sobre O Que Se Esconde</title><content type='html'>É importante esconder a tristeza que se sente. As pessoas em geral, você há de convir, se dividem basicamente em dois grupos; as evitam as pessoas tristes, porque as pessoas tristes “rebaixam” a almas das pessoas felizes, sugam a energia positiva deixando somente a energia ruim [ segundo elas ] ; e as pessoas que gostam de ficar perto e de tentar ajudar as pessoas tristes, no intuito de assegurar-lhes o devido conforto, e contentamento, de ver que tem alguém em situação pior que elas. As pessoas tristes são pessoas solitárias porque são tristes ou são tristes porque são solitárias? Não importa.&lt;br /&gt;É importante esconder a insanidade. Eu posso confessar a você, que está distante de mim e que não tem autoridade pra me internar em nenhuma clínica de doentes mentais, que já procurei uma clínica na qual eu me encaixe. Sim eu juro que fiz isso. Ela é até bonita, tem canteiros com margaridas [ e quando eu vi me perguntei, quem é que planta margaridas em canteiros ? me apaixonei logo de cara. ], boldo ( acho que a comida do lugar não deve ser muito boa não, se bem que o boldo que eu comprava na feira dos domingos de manhã eram sempre pra curar a minha ressaca e não pra curar o meu estomago de alguma comida estragada confesso), hortelã e cebolinha. Tem paredes pintadas de tons pastéis ( o que eu sempre odiei, mas se eu continuar odiando já é uma forma de eu manter a minha lucidez ), lençóis brancos, camas bonitas, colchões confortáveis... Claro, é uma clínica pra quem tem dinheiro eu sei, mas com o seguro que venho pagando desde os meus vinte anos acho que poderão, quem for tomar conta do dinheiro ou eu mesmo, pagar tranqüilo o meu asilo de descanso mental. Quando eu cheguei com o pedaço de papel onde continha o nome da clínica Santa Efigênia e entreguei pra galera no bar, acho que quiseram me internar na mesma hora, mas eu calmamente disse, se um dia eu chegar a ficar louco ( não seria agora? ), louco de verdade, é aqui que eu quero morar. “Besteira, idiotice” me disseram. Não era pra chamar atenção, é só um pouco de prevenção.&lt;br /&gt;É importante esconder a solidão. É sempre importante esconder a solidão. Todo mundo é um pouco sozinho e no escuro do quarto nas madrugadas de quarta feira (ou de terça, ou de quinta, ou de segunda, ou de SÁBADO [a pior das madrugadas passada em casa]) chora! Chora que nem um bebê que acabou de sair da barriga da mãe (chora com mais discrição, eu digo) onde era quente e o aperto dava impressão de cuidado. Sair da barriga da mãe pra ficar em uma incubadora sozinho, vigiado. Eu não me lembro de quando saí da barriga da minha mãe, mas posso te dizer, com toda certeza desse mundo, que foi um dos piores momentos da minha vida, eu me senti injustiçado, eu me senti apunhalado, eu me senti recusado. E no fim toda essa vida é pra sanar a dor e o sentimento de revolta que eu senti assim que eu vim ao mundo. Esconder a solidão é se mostrar menos frágil, mais competitivo.&lt;br /&gt;É importante esconder a ansiedade. Eu ainda acho que o destino brinca comigo de propósito, porque, quando eu quero muito alguma coisa, ele sempre arruma um jeito de adiar. Pensando nisso eu venho escondendo a angústia que eu sinto todos os dias, de todos os planos, funciona, ás vezes. Eu me escondo das peças que o destino prega, me escondo, na verdade, de tanta coisa que eu gastaria mais que um dia pra te dizer a minha lista toda, mas é importante também esconder o medo.&lt;br /&gt;É importante esconder a vaidade, na verdade, eu não sei porque é importante esconder a vaidade, mas eu escondo, tão fundo que não sei nem mesmo se ela existe em mim.&lt;br /&gt;É importante esconder a podridão. Ah, você sabe, ninguém quer alguém podre por dentro. E eu sou, todos são podres por dentro e disso eu me gabo, não sou o único, nunca serei. Em matéria de podridão posso dizer só que algumas podridões fedem. A minha fede, fede à álcool, à morangos mofados, à nostalgia acumulada, à curativo antigo, à sangue estacado,à emoções mofadas.&lt;br /&gt;Enfim, é preciso esconder o mofo. &lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;É sempre preciso esconder alguma coisa, nem que seja esconder o que há muito já se esconde de si mesmo ou de alguém..&lt;/em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;E quem diz que não nada esconde de alguém, esconde que esconde.&lt;br /&gt;(14/01/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: esse texto contraria em todo o post passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs2: em itálico frase da Raíza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1226774457792869067?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1226774457792869067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1226774457792869067' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1226774457792869067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1226774457792869067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/01/importante-esconder-tristeza-que-se.html' title='Sobre O Que Se Esconde'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8121782981634921244</id><published>2009-01-12T10:47:00.000-03:00</published><updated>2009-01-12T10:50:01.704-03:00</updated><title type='text'>Sobre Nudez</title><content type='html'>Saiba que eu não consigo sorrir a todo e qualquer instante... e se você me quiser, vai ter que ser desse jeito, caso contrário, você pode sair pela mesma porta na qual você entrou. Sim baby, estamos no nosso começo, mas quem disse que no começo tudo deveria ser flores? Eu acho isso uma enganação, uma hipocrisia. Eu sou assim, triste, depressiva, melancólica. Me conheça agora, me mostro agora pra você não ter surpresas depois. As pessoas me abandonam quando me conhecem melhor, mas é melhor assim, me conheça agora e se quiser ir... Vá. Não me apego assim logo de cara, acho que é uma autodefesa que eu criei depois de tanto abandono, depois de tantas noites sem dia seguinte. As pessoas dormem com um bonito vestido preto de cetim, uma boa maquiagem e um lindo penteado e acordem comigo, sem penteado, sem maquiagem, sem roupa. Completamente desnuda de fantasias e superficialidades. Deve ser um choque, eu não o culpo, realmente o vestido de cetim era lindo e tinha um decote bem grande mostrando um belo par de seios. Você não me achou vulgar? Devia ter percebido desde o início que aquela papagaiada toda era sinal de insegurança. Que espécie de psicólogo você é? Não, eu não tenho medo de me apaixonar, já foram tantas as vezes que me apaixonei e desapaixonei que meu coração já não é mais tão volátil à elogios, e presentes, e cantadas, e cartas, e sexo bom.&lt;br /&gt;Eu não estou no seu consultório Dr. Marcos, eu não quero ser analisada. Quero uma companhia para essa noite melancólica, você vem? Não, eu não vou sorrir o tempo todo e fazer cara de quem acordou com muitos amigos... Cara de quem passou o dia todo se preparando pra essa noite tão especial. Por isso acho melhor que fiquemos aqui. Então, não vamos sair! Se você ainda me quiser ficamos em casa, fazemos sexo, depois curtiremos a minha fossa, você ri um pouco de mim, me conta piadas que só eu rio, me faz um chocolate quente e a gente transa a noite inteira, se você, como em algumas vezes, não se importar de me ver dos meus olhos caírem algumas lágrimas durante o sexo. Olha, isso é outra coisa que eu preciso esclarecer; não é que está ruim, mas é que às vezes é tanto sentimento acumulado que ao invés de sorrir, eu choro, mas está gostoso. Não, eu não penso em nenhuma outra pessoa, não se preocupe com meu choro. Ah não brinca, isso te excita? Ótimo, fazemos um belo par. E então, você vem? As minhas orelhas já estão quentes de falar ao telefone, o meu corpo está frio de esperar por você. Ta, tudo bem, eu sorrio assim que você chegar. Não, não vai se falso. Eu gosto mesmo quando você vem. Não demora, vou tomar um banho quente e te esperar de camisola, se você chegar antes de eu sair do banho, entre e tire a roupa. Vem logo, um beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8121782981634921244?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8121782981634921244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8121782981634921244' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8121782981634921244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8121782981634921244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2009/01/sobre-nudez.html' title='Sobre Nudez'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1129943789329145107</id><published>2008-12-27T19:20:00.002-03:00</published><updated>2008-12-28T13:48:58.159-03:00</updated><title type='text'>Sobre Coisas Que Não Se Diz</title><content type='html'>Te escrevo para dizer coisas que por convenção ficou determinado que não seriam ditas. Porque ferem, porque abalam, porque fazem fraquejar, fazem duvidar um do outro.&lt;br /&gt;Te escrevo para dizer que sinto falta “dessa coisa de pele”. Não sei há algumas noites em que eu não consigo dormir, não brigue comigo eu não tomo remédios todas as noites. Só nessas em que me corpo fica quente mesmo depois de uma ducha fria e eu me viro sem parar nessa cama espaçosa onde, já perdi a conta de quantas vezes, te imaginei me abraçando, me apertando, me acolhendo, me envolvendo , me amando, deixando cada gota de suor do seu corpo escorrer no meu.&lt;br /&gt;Te escrevo pra contar que as coisas banais me fazem muita falta, que passear com você na orla da praia em uma dessas tardes, em um desses fins de semana era tudo o que eu queria. E estender minha canga amarela e grande pra gente deitar um do lado do outro nesse tempo frio e poder sentir o sol fraco quase aquecer a areia da praia ao nosso redor. Poder sentir a inveja de quem observa a vivacidade de um amor que irradia tanta luz.&lt;br /&gt;Te escrevo pra ver se você se convence, pra ver se você compreende que não há nada mais que importe nesse momento a não ser ficarmos bem, ficarmos juntos.&lt;br /&gt;Te escrevo pra dizer que a caminhada é longa, mas que o destino é um só, te escrevo pra dizer coisas que das quais não se falam, coisas das quais se tem vergonha de sentir. E normalmente todos sentem. Eu sinto muito* ! Eu sinto muito**.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Intensidade.&lt;br /&gt;** Me desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Espero que entendam a legenda. ;S&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1129943789329145107?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1129943789329145107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1129943789329145107' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1129943789329145107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1129943789329145107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/12/te-escrevo-para-dizer-coisas-que-por.html' title='Sobre Coisas Que Não Se Diz'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2783291503888184274</id><published>2008-12-17T20:28:00.003-03:00</published><updated>2008-12-17T20:41:20.155-03:00</updated><title type='text'>Sobre Papéis.</title><content type='html'>Você perdeu. O que? Você deixou as coisas na minha mão, baby. Deixou que eu retomasse o controle. Vulnerabilidade é uma coisa que eu não suporto. Vamos, levante, tire os joelhos do chão, olhe reto, enxugue seus olhos, faça uma cara de macho, vamos, macho de verdade. Ordene, grite comigo, me dê uma ordem, quem sabe assim você volte a me fascinar. Vai... dá uma de machão. Seja insensível aos meus "eu te amo"s  e aos meus apelos melodramáticos. Você sabe, eu faço como ninguém o papel de menina incompreendida. Venha, e me faça voltar ao meu  melhor papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs:  Férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2783291503888184274?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2783291503888184274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2783291503888184274' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2783291503888184274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2783291503888184274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/12/sobre-papis.html' title='Sobre Papéis.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-5028866144926933604</id><published>2008-12-07T11:19:00.001-03:00</published><updated>2008-12-07T11:26:20.224-03:00</updated><title type='text'>Sobre Convites</title><content type='html'>E qual não foi a surpresa dela quando chegou lá? Alguns poucos amigos daquela pessoa que aniversariava. Alguns, aliás, conhecia [quase todos?]. E no começo Fabi se sentia estranha em ver que fora convidada para um ato de iniciação de amizade. O convite para ir à casa de Manu aquela noite, comer da mesma comida que ela, tomar da mesma bebida que ela, tomar cerveja no bico sem cerimônias, era mais que convite para uma festa, era um convite para um ritual que dizia; “Agora você faz parte do meu círculo de amizades”. E sentiu o peso do convite assim que o recebeu: “Você vai ao meu aniversário, não vai?", o que mais queria dizer "Se você não for ao meu aniversário estará jogando fora a minha amizade que te ofereço com um banquete.". Para os deuses um banquete seria cheio de comidas variadas e iguarias próprias da tribo, para os jovens são carne assada e cerveja. E o banquete que ela oferecia estava a nível de igualdade com qualquer banquete juvenil, cerveja gelada e carne assada. Assim foi andando o caminho todo, com as costas pesadas de entrar num círculo de importância a qual não sabia que queria mesmo pertencer... Nem falara com ela por conta própria... No meio de uma conversa com uma amiga que se chamava Cris, as duas foram apresentadas. E daí por diante os cordiais "bom dia", como é que vai? , "e o fim de semana?", "me dá um cigarro?", "você parou?". Depois já gostavam uma da companhia da outra porque juntas se faziam absurdamente divertidas.&lt;br /&gt;Fora apresentada aos amigos de Manu, a aniversariante, em algumas outras ocasiões de encontros ocasionais em lugares comuns de faculdade.&lt;br /&gt;Manu se divertia com o jeito de Fabi, gostava da risada dela, do jeito impulsivo dela, do jeito meio criança que deseja crescer e precisa de ajuda a todo tempo pra lançar vôo, Manu gostava de ser útil a Fabi sempre que ela precisava e foi assim que surgiu nela a vontade de convidar Fabi para um rito de entrega de importância, da qual ela sairia com direito a certificado em um quadro de exposição.&lt;br /&gt;As costas de Fabi pesavam tanto que teve vontade de ligar e dizer: "Manu, não posso ir ao teu encontro, me desculpe, mas minhas costas doem!", mas já estava no meio do caminho e vontade nenhuma tinha de levar esse peso até o próximo convite, porque também se tem o peso de se recusar um convite desses, claro. Então seguiu... Assim que chegou, Manu tratou logo de abraçar Fabi e dizer: "Eu não achei que você viesse, me sinto tão feliz por estar aqui."&lt;br /&gt;Estava consumado, Fabi fora convidada a ter importância e agora recebia o certificado em quadro pra exposição. Foi quando sentiu que o peso que levava lá ficara. Cumprimentou a todos com direito a ouvir: Essa é a Fabi que eu havia lhe falado! Que diferença faz se falara bem ou não? Agora ela tinha importância num quadro e era lembrada. Há tanto tempo não sabia o que era ser lembrada.&lt;br /&gt;E assim seguiu a noite, Fabi não podia ficar por muito tempo, mas se divertiu demais com a companhia da Manu e dos amigos dela, que ficavam cada vez mais amigos de Fabi também.  Era tudo muito novo pra Fabi, a diferença entre eles era evidente, e eram tantas. Se Manu gostava de carne, Fabi achava que gostar tanto de carne é ser meio sanguinária. Havia quase uma explícita razão pra se implicarem e por isso se gostavam... Podiam se criticar abertamente e isso as espantava. E espantava a Fabi o respeito que de repente aprendeu a ter quando Manu não queria falar de determinados assuntos, e quando Manu dizia que a entendia por ser parecida com ela, no fundo, no fundo. Acontece que haviam sim coisas em comum, como a possessividade de ambas, o ciúme de ambas, a vontade de estar uma perto da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era nisso que Fabi pensava agora, três meses depois do aniversário, vendo uma foto que tinha no mural da Manu, Manu, Fabi e Luca [amigo de Manu há mais de 8 anos]. Pensava Que se sentia a mais privilegiada por ter entrado na vida da Manu assim, uma das poucas amigas novas que Manu tinha, uma das duas. Manu não é de fazer amizades, mas gostou tanto de Fabi, e demonstra tanto que isso faz com que Fabi goste cada dia mais dela, das piadas dela, do jeito mal-humorado de quando fica com TPM, da sinceridade dela.&lt;br /&gt;Ela pensa que ela só ganhou lugar no mural de fotos porque ela também ganhou lugar no coração, na vida. E aquele mural com poucas pessoas é só a representação disso tudo.&lt;br /&gt;Sente que uma amizade dessas desinteressadas, não nasce assim no colo de quem não sabe o que fazer com ela, de quem não sabe cuidar. E Manu sabe. Fabi não. Fabi só espera que ela fique tão perto que não a deixe descuidar da amizade.&lt;br /&gt;E é nisso que ela pensa também olhando a foto. "Não pise na bola, por favor."&lt;br /&gt;E pensa um monte de coisas que nem eu mesmo saberia descrever. Mas ela se sente especial, entende?&lt;br /&gt;Ela se sente E-S-P-E-C-I-A-L.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Para Hinuany B. de Melo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-5028866144926933604?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/5028866144926933604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=5028866144926933604' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5028866144926933604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5028866144926933604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/12/sobre-convites.html' title='Sobre Convites'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2484526749239821384</id><published>2008-11-29T16:14:00.003-03:00</published><updated>2008-11-29T16:20:36.939-03:00</updated><title type='text'>Sobre Contabilidade.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Me diz, você que é tão boa com números, quanto tempo mais eu ainda tenho que ficar angustiada com esse peso nas coisas e essa bigorna no coração? Quanto tempo essa bigorna vai ocupar tanto espaço, esmagando e expulsando o meu amor aqui de dentro? Quanto tempo mais ela vai ocupar quase todo espaço e sufocar tudo e todos aqui dentro?&lt;br /&gt;Você que é tão boa com números pode me dizer até quando isso dura? Esse amor, essa paixão? Toda essa emoção que nós sentimos quando estamos ou mesmo quando não estamos perto, todas essa querência, essa decadência, essa precisão, me diz qual é a fórmula que eu uso pra calcular o tempo de cada uma dessas variáveis?&lt;br /&gt;Você que é tão boa com números pode me dizer quanto tempo mais eu vou levar pra decidir, e com qual intensidade eu vou decidir, que é melhor deixar você e tentar viver esquecendo esse amor que dilacera tanto, que empobrece tanto, porque suga todas as minhas forças vitais e faz minhas necessidades aflorarem todas perto de você e sugar de você tudo que eu preciso, tudo o que eu decido precisar, tudo que é capricho, tudo que é para meu passa-tempo. Calcula pra mim vai? Tempo e intensidade.&lt;br /&gt;Você que é tão boa com números pode me dizer quanto tempo depois de deixar você eu gastaria para me apaixonar por outra pessoa? Para parar de ver nos rosto de outra pessoa o seu? Para parar de querer em outros beijos o seu? Calcula aí, por favor, quanto tempo eu vou demorar para parar de sussurrar seu nome enquanto eu faço amor, quanto tempo demora para eu parar de querer o seu abraço a sua anatomia nessas madrugadas frias, quanto tempo eu demoraria pra não ver mais seu rosto nos meus sonhos?&lt;br /&gt;Você que é tão boa com números pode me contar quanto tempo eu gastaria com todo esse processo? Entre decidir deixar você, meu coração perceber que é realmente o melhor, eu deixar você, ficar com outro alguém, me apaixonar por esse outro alguém e parar de querer você nesse outro alguém? Vai calcula aí, você que é tão boa com números pode fragmentar essa equação e calcular pra mim?&lt;br /&gt;Com a fórmula intensidade vezes o tempo, em qual processo eu sofreria mais? Tentando viver sem você? Ou ficando aqui e inutilmente lutando por tudo sozinha?&lt;br /&gt;Vai Diz pra mim!!&lt;br /&gt;Ohh, I’m sorry, honey. Eu me esqueci.&lt;br /&gt;Você não é tão boa em administrar emoções, não é? Você sempre foi simplesmente um fracasso nisso. É melhor esquecer. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274160683415002226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 61px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/STGVMqdIXHI/AAAAAAAAAO0/371WksEK5RE/s400/posssssssssst.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obs:&lt;/strong&gt; Sentimental demais pra você, racional demais pra mim. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2484526749239821384?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2484526749239821384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2484526749239821384' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2484526749239821384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2484526749239821384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/11/me-diz-voc-que-to-boa-com-nmeros-quanto.html' title='Sobre Contabilidade.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/STGVMqdIXHI/AAAAAAAAAO0/371WksEK5RE/s72-c/posssssssssst.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8114433650637271331</id><published>2008-11-20T23:30:00.000-03:00</published><updated>2008-11-20T23:32:37.480-03:00</updated><title type='text'>Sobre Datas Comemorativas.</title><content type='html'>- Escuta&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Coisas que eu vim planejando pelo caminho pra dizer. Coisas que eu pensava enquanto a água e os carros e as esquinas passavam por mim.&lt;br /&gt;- Entra, nós ganhamos presentes, toma um banho veste roupas limpas.&lt;br /&gt;- Não, me escuta, a sua casa está cheia de gente e eu não quero ver ninguém.&lt;br /&gt;- Todos estão aqui por nós, estão perguntando de você, eles ficaram constrangidos, não sabiam que você tinha se mudado, eu falei pra eles ficarem. Entra pela cozinha, estamos jogando pôquer na sala, veste minhas roupas como você fazia nas manhãs de Domingo.&lt;br /&gt;- Eu não vou entrar, eu preciso falar só com você. Acontece que eu saí a duas horas da minha casa e vim caminhando até aqui. Porque hoje é nosso dia e eu não consegui pensar em outra coisa durante o dia todo, o mês todo, senão que eu não estaria com você hoje, que eu não beberia com você, que eu não estaria aqui pra receber os seus, os nossos, os meus amigos. Então eu passei o dia todo me contendo, levei todo serviço pra casa, escutei todos os discos que comprei e tentei ler cada livro da estante e três horas atrás na janela da sala aberta eu sentia o cheiro da grama molhada invadir a casa toda e lembrei que se tivesse com você, você ia me abraçar e dizer que esse era o cheiro mais gostoso do mundo porque te lembrava nosso primeiro beijo no gramado do clube há uns cinco anos atrás e foi quando eu desejei que você tivesse me abraçando que eu saí de casa sem me tocar que chovia, entende?&lt;br /&gt;- Não. O que é que você quer me dizer?&lt;br /&gt;- Que foi besteira nós termos morado juntos, eu queria sair de casa você também... Foi só isso. Foi besteira desgastar tudo só pra satisfazer caprichos bobos.&lt;br /&gt;- O que você quer Tami? Você já saiu de casa faz seis meses e quando saiu me disse essas mesmas coisas e sabe o quanto doeu? Para de falar besteira, você está molhada, entra, toma um banho dorme na sala com o pessoal, você está sendo repetitiva.&lt;br /&gt;- Você também. Eu já disse que preciso te falar umas coisas e eu ainda não disse o mais importante...&lt;br /&gt;- Então fala Tami!&lt;br /&gt;- Faz seis meses que eu tento me acostumar com seu espaço vazio na cama, com o café fraco e doce que não é o seu, com a ausência das horas que você chega em casa do trabalho falando mal do chefe e do transito e de São Paulo e do cachorro que não te deixa em paz até que você faça carinho nele. Faz seis meses que eu sinto falta da sua boca e do seu abraço e das suas palavras bonitas e dos sorrisos e do seu corpo quente no meu e dos sussurros ordinários de madrugada. Foi um erro grande vir morar com você, mas foi um erro maior ainda ter saído daqui. Hoje eu vim pra te entregar o que eu te ofereço todo ano, na mesma data, do mesmo jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pega a mão dele e conduz até seu seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só pra te entregar uma coisa que é e sempre vai ser sua... O meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como todo ano, na mesma data, do mesmo jeito ele sentia agora o coração dela bater levemente descompassado sob os pedaços de pano molhados que ela insistia em não tirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8114433650637271331?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8114433650637271331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8114433650637271331' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8114433650637271331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8114433650637271331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/11/sobre-datas-comemorativas.html' title='Sobre Datas Comemorativas.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1053369957228202474</id><published>2008-11-10T20:48:00.003-03:00</published><updated>2008-11-10T20:54:55.575-03:00</updated><title type='text'>Sobre Agir.</title><content type='html'>- E aí eu me vi aqui.&lt;br /&gt;- Aqui? Normal! Você não sabe como chegou aqui?&lt;br /&gt;- Não aqui. Aqui eu sei que você me trouxe.&lt;br /&gt;- Onde então?&lt;br /&gt;- Eu não sei porra. Nesse espaço-tempo-lugar em que eu estou em que minhas pernas não tremem mais, meu coração não dispara mais e meu corpo não suspira mais. Até ontem nós tínhamos tantos planos e eu os levava tão a sério. Sim, eu ainda continuo querendo que eles aconteçam, mas eu não penso mais, não desenvolvo mais, cartas de amor eu não escrevo mais e pra que tantos presentes?&lt;br /&gt;- Pra me agradar? Pra mostrar que você me ama?&lt;br /&gt;- Mas eu sou tão boa com as palavras, o que aconteceu? Eu sempre te escrevi cartas, e depois comecei a copiar poemas, hoje eu já não acho mais nenhum que se encaixe. Isso não é estranho? Deixamos que todos os sinais passassem sem olharmos pra nós mesmos, sem lhes dar importância, precisamos fazer alguma coisa quanto a isso.&lt;br /&gt;- As suas pernas ainda tremem.&lt;br /&gt;- Você ainda está nas pernas? Quantas coisas eu disse depois disso?&lt;br /&gt;- Mas elas tremem.&lt;br /&gt;- Tremem porque eu ainda sinto tesão. Você sabe que sexo é uma coisa que você bem, meu bem. Mas eu estava falando sobre sinais.&lt;br /&gt;- O que tem os sinais?&lt;br /&gt;- Não acha que deveríamos prestar mais atenção neles?&lt;br /&gt;- Já fizemos. E depois?&lt;br /&gt;- Fizemos?&lt;br /&gt;- Ta. Você fez. E agora?&lt;br /&gt;- Agora a gente pensa bastante e decide como vai agir perante eles pra evitar que as coisas acabem. O que você acha?&lt;br /&gt;- Eu acho que isso é sinal de que o amor já está acabando.&lt;br /&gt;- E o que a gente faz?&lt;br /&gt;- Esperamos pra ver.&lt;br /&gt;- Nada que a gente já não tenho feito. Não percebeu que esperar é o mesmo que não fazer nada?&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- É. Você realmente ouviu o que eu te disse até agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs : Diachatohoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1053369957228202474?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1053369957228202474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1053369957228202474' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1053369957228202474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1053369957228202474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/11/e-eu-me-vi-aqui.html' title='Sobre Agir.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2269695488630446811</id><published>2008-11-05T18:43:00.001-03:00</published><updated>2008-11-05T19:20:32.355-03:00</updated><title type='text'>Sobre Mofo</title><content type='html'>- Mãe porque as coisas mofam?&lt;br /&gt;- Excesso de água, talvez.&lt;br /&gt;- Só por isso mãe?&lt;br /&gt;- Aquela parede ali é por isso.&lt;br /&gt;- Mas, em geral mãe.&lt;br /&gt;- Ué minha filha, acho que resumindo é só por isso, por exemplo, aquele pãozinho que a mamãe traz pro café da manha, coloca fermento com bacteriazinhas na massa e ele cresce, depois que fica guardado durante um tempo ele mofa porque às vezes sobra umidade dentro dele.&lt;br /&gt;- A gente come bactérias mãe?&lt;br /&gt;- O tempo todo, filha.&lt;br /&gt;- E elas não fazem mal?&lt;br /&gt;- Algumas são mais fracas que o nosso organismo, mas as que não são, fazem mal sim.&lt;br /&gt;- O que mais mãe?&lt;br /&gt;- O mais o que, filha?&lt;br /&gt;- O que mais mofa mãe?&lt;br /&gt;- Vamos lá, as roupas mofam.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Por causa da água também, se você guardar ela molhada ou úmida.&lt;br /&gt;- Mas a sua blusa não estava molhada e você disse que ela cheirava mofo.&lt;br /&gt;- É verdade. Mas essas coisas que ficam guardadas em lugares quentes e escuros, sem serem usadas durante muito, muito tempo; elas mofam.&lt;br /&gt;- Ah sim, agora faz sentido.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Você precisa de um novo namorado!&lt;br /&gt;- Ah é? E por quê?&lt;br /&gt;- Andam dizendo por aí que o seu coração está mofado demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[silêncio]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem cá vem, minha criança, vem dormir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2269695488630446811?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2269695488630446811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2269695488630446811' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2269695488630446811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2269695488630446811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/11/sobre-mofo.html' title='Sobre Mofo'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3418471442123503365</id><published>2008-11-02T21:54:00.001-03:00</published><updated>2008-11-02T21:54:58.037-03:00</updated><title type='text'>Sobre Promessas</title><content type='html'>Foi uma promessa dessas que eu sabia que não cumpriria, nem agora talvez nem depois. Mas eu faria qualquer coisa pra ver aquele brilho nos olhos, faria qualquer coisa pra vê-la sorrir daquele jeito gentil que ela sorri quando ganha o que quer, quando tira de mim qualquer coisa que tenha precisado insistir.&lt;br /&gt;Havia muitas coisas que ela queria que eu dissesse, mas eu não a culpo, também há tantas coisas que eu gostaria de ouvir. E ela sabe o tempo se encarrega dessas coisas, ou de satisfazer os nossos ouvidos, ou de cumprir nossas promessas ou de nos fazer decepcionar a quem amamos.&lt;br /&gt;Eu particularmente acho que o tempo nos dá tempo só pra mostrar que não somos, mesmo, capazes de cumprir com todas as coisas que prometemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3418471442123503365?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3418471442123503365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3418471442123503365' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3418471442123503365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3418471442123503365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/11/sobre-promessas.html' title='Sobre Promessas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3500514119100563568</id><published>2008-10-27T17:54:00.002-03:00</published><updated>2008-10-27T18:19:13.261-03:00</updated><title type='text'>Sorriso Terça-Feira.</title><content type='html'>Entre os gemidos dela mal se podia ouvir a respiração dele, que por sinal ficava cada vez mais ofegante.&lt;br /&gt;Naquela posição, naquele encaixe; ele sentado e ela sob ele a enlaçá-lo , ele podia olhar bem para ela, enquanto ela queria mesmo era não olhá-lo. Ela entrelaçava os dedos no emaranhado de cabelos negros e curtos, e o puxava , ficava com a boca ao seu ouvido.&lt;br /&gt;Talvez ela quisesse ouvi-lo, talvez quisesse se fazer ouvida, talvez só não quisesse o encarar. Quando ela se esquecia, ele a olhava. Dali, podia ver cada gosta de suor que escorria do seu rosto, podia ver as bochechas coradas do calor, da excitação, podia ver a doçura nos olhos dela e isso o deixava mais excitado. A sua forma de fazer amor talvez fosse o que ele mais gostasse, isso , depois de todo o mistério que a envolvia.&lt;br /&gt;Apesar de poucas as vezes, essa era a quarta, ele já sabia interpretar todos os sinais que o corpo dela lhe dava. Os gemidos dela diminuíram, ele trocou de posição, deitou-se em cima dela. Ela gostava dessa posição, gostava de sentir o corpo dele em cima do seu, o encaixe do quadril, os ossos.&lt;br /&gt;Estava perto de gozar, ela falhava a respiração, segurava-a. Soltava rápido e enchia os pulmões de ar. Ele já havia parado de contar até dez, já havia parado de tentar se controlar. Com as unhas dela cravadas nas costas dele, ele sabia assim que gozaria junto com ela e acelerou o ritmo então. E sentia o encaixe que lhe parecia perfeito. Ela gemia mais alto agora e ele quase não respirava. Ele sentia o sexo dela apertar o dele e ele sabia agora que já podia gozar.&lt;br /&gt;Depois de toda a transa que tiveram, para ambos muito satisfatória, ele se deitou, era a vez dele sentir o corpo dela sob o seu, ou pelo menos parte dele, ela deitou sob o peito dele e jogou a perna sob o ele. Típica posição de casal apaixonado.&lt;br /&gt;Eles descansavam ofegantes no silencio ensurdecedor daquele quarto vermelho de motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem você vai ser hoje ?&lt;br /&gt;- Hoje ? Hoje... Eu vou ser... Camila. É , hoje eu quero ser Camila. O que é que você acha?&lt;br /&gt;- Eu acho ótimo. Embora eu prefira a Catarine de Terça passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gosto de você sabia ? -Dizia ela enquanto passava a ponta dos dedos no peito nu dele, naquele peito meio malhado, meio forte, branco e meio juvenil, ela adorava o peito dele, com seu mamilo marrom claro e... Não importa, para ela eram bonitos e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não vou te ver mais não é? ?&lt;br /&gt;- Claro que vai bebe! Ela gostava de chamá-lo assim, talvez gostasse de lembrá-lo da diferença de idade. Oito anos, não é muita coisa, mas ela se quer sabia o que ele pensava sobre isso. Combinaram: "Sem perguntas!" desde o início, talvez fosse isso que tornava o sexo mais excitante para ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela adormeceu, pela primeira vez ela adormeceu ao seu lado, ele sentiu nisso uma confiança incrível, a guarda estava baixa e isso o agradava, talvez por isso não quis acordá-la embora sentisse que devesse. Ele sentiu um aperto vendo-a dormir, ele a queria tanto e sabia que agora a perderia. Com o braço ele podia alcançar a carteira, os documentos, a identidade, o telefone. Ele deixou isso de lado, deixou ser como ela quisesse, era sempre assim mesmo, como ela queria, onde e na hora. Pra que se preocupar ? Ela não seria a primeira a ir embora.&lt;br /&gt;Ele se perdeu no tempo, olhando-a , desejando-a, deixou que se passassem 30 minutos, ela acordou, olhou o relógio, apressada se levantou e se vestiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você esteve ótimo hoje! Vou pensar em você a semana toda ta? Eu adoro realmente você ! - Disse isso com o coração lerdo e uma dor no sorriso, olhando em seus olhos. Beijou-o , deixou o dinheiro pra o motel e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir para casa ela passou no supermercado, no caixa ao procurar no bolso o dinheiro, encontrou uma quantia a mais absurdamente inesperada, e um bilhete. Pagou a conta, correu para que pudesse ler o bilhete e foi o que fez assim que entrou no carro..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Carolina, Célia, Carine, Camila &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;e quem sabe na Terça que vem Carla. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Esse bilhete vai para todas as mulheres&lt;br /&gt;que &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ficaram comigo nessas ultimas Terças&lt;br /&gt;Feiras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sinto que as perdi. E só queria que&lt;br /&gt;soubessem que aí&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;está o dinheiro que esqueceram, o&lt;br /&gt;cavalheirismo ainda &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;existe e como ditam as regras o homem paga&lt;br /&gt;a conta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Espero muito,e inutilmente, vê-las na&lt;br /&gt;próxima Terça-Feira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Beijos carinhosos e quentes.. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eduardo (o de sempre)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como é que ele sabia ? Onde ela teria deixado transparecer que não voltaria? No beijo , no gozo, no suspiro, no sono, ou na declaração ? Não importava, estava passando da hora de aquilo acabar, estava passando a hora de ... Chegar em casa.&lt;br /&gt;E ela chegou. Meia hora mais atrasada, do que o atraso de sempre. Destrancou a porta, entrou e já foi logo escutando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Camila ?&lt;br /&gt;- Sim. Você não sabe como o supermercado estava cheio hoje, Carlos! Você pegou a Cora na escola pra mim ? [ Ela ainda estava na sala e ele no quarto. ]&lt;br /&gt;-Claro que sim! Terça –feria! Dia de supermercado, não é amor ?&lt;br /&gt;- É, é sim. Ainda bem que você se lembrou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse ela encaminhando-se para o banheiro com o bobo, meigo, atraente e quem sabe o último:Sorriso-de-Terça-Feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Gosto desse. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3500514119100563568?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3500514119100563568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3500514119100563568' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3500514119100563568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3500514119100563568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/10/sorriso-tera-feira.html' title='Sorriso Terça-Feira.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7912006848027996392</id><published>2008-10-18T14:41:00.005-03:00</published><updated>2008-10-19T00:56:04.737-03:00</updated><title type='text'>Sobre Marx</title><content type='html'>- Eu preciso de mais liberdade,amor !!!&lt;br /&gt;- Você não pode me pedir mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;liberdade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Porque?&lt;br /&gt;- Porque não. É um ato totalmente egoísta.&lt;br /&gt;- Mas você também terá sua liberdade.&lt;br /&gt;- Cada um em seu lugar então?&lt;br /&gt;- Você com sua liberdade, eu com a minha.&lt;br /&gt;- Já ouviu falar em Interesses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Coletivos&lt;/span&gt; ? Sociedade e essas coisas ?&lt;br /&gt;- "Essas coisas" eu já ouvi falar! É assim que você fala dos meus interesses. "Essas coisas que você deseja"&lt;br /&gt;- Você tem que levar em conta os meus interesses. Deixar os interesses individuais de lado e abraçar os interesses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;coletivos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Odeio quando você vem com os seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;papinhos&lt;/span&gt; de sociedade, macrobiótica, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;taishishuan&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Yoga&lt;/span&gt;, espiritismo, penitência.&lt;br /&gt;- Isso aqui é Marx, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;baby&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Porra&lt;/span&gt;, eu só queria ir a um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;barsinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Pode ir meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;benzinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Não. Eu vou ficar em casa... Quer saber ? Boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7912006848027996392?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7912006848027996392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7912006848027996392' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7912006848027996392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7912006848027996392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/10/sobre-marx.html' title='Sobre Marx'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1049924332997920305</id><published>2008-10-13T20:52:00.003-03:00</published><updated>2008-10-13T21:41:17.476-03:00</updated><title type='text'>Sobre Finais Felizes.</title><content type='html'>No meu mundo as histórias todas teriam finais felizes.&lt;br /&gt;A madrasta ficaria feliz com o coração da branca de neve, o lobo da floresta de barriga cheia com a vovozinha apetitosa da chapeuzinho vermelho, o lobo da vilazinha ficaria satisfeito com o banquete de 3 porquinhos, a cinderela se casaria com um camponês, o Peter Pan cresceria e se divorciaria da Wendy para sair com uma menina mais nova, porque ( assim como o Michael Jackson) ele adora crianças.&lt;br /&gt;A Feiurinha seria esquecida, João e Maria ficariam obesos morando e comendo a casa da Velha da casa de chocolates amanteguados e bolachas Maria envelhecidas, Alice ficaria encantada e não sairia nunca mais ( porque assim como pra sempre nessas histórias também tem sua dose de nunca mais ) sairia do Mundo das Maravilhas.&lt;br /&gt;Seriam todos finais muito felizes.&lt;br /&gt;Como o meu e o seu, que acabou de sair de casa com a frase nada impactante de&lt;br /&gt;" Eu não queria, mas acabei me apaixonando por outra pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fim da história.&lt;br /&gt;Bem perto de um " E foram felizes para sempre...".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1049924332997920305?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1049924332997920305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1049924332997920305' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1049924332997920305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1049924332997920305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/10/sobre-finais-felizes.html' title='Sobre Finais Felizes.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7146712581439886201</id><published>2008-10-09T21:04:00.004-03:00</published><updated>2008-10-09T21:12:09.704-03:00</updated><title type='text'>Sobre Volatilidade</title><content type='html'>. (ironica) Você ta com medo? Eu queria tanto que ela gostasse de mim.É que com você do meu lado eu não tenho medo. É que eu tenho saudade todas as noites. É que eu queria você comigo.&lt;br /&gt;. (séria) Tantas frases que eu planejei pra te sensibilizar e chegada a hora quem endureceu foi eu. Não sei, eu queria dizer coisas bonitas pra você, pra você querer ficar, pra você querer que eu ficasse.&lt;br /&gt;. ( pensativa) Mas eu não sei, em algum momento ou frase ou palavra sua eu exitei. Eu tenho medo amor.&lt;br /&gt;. (susurrando) Aquele velho medo de perder você.&lt;br /&gt;. (falando)Eu até supero qualquer dia desses, mas o problema é que pra superar eu preciso deixar de gostar. Eu acho que nós dois não queremos isso.&lt;br /&gt;. (sorrindo gostosamente) Mas e daí, dizem tudo tem um fim. Até Vinícius de Morais dizia que tinha fim.&lt;br /&gt;. (entristecendo ) eu não sou taão sonhadora mais.não como eu costumava ser quando a gente se conheceu.&lt;br /&gt;. (misteriosa) Eu acho que tudo tomou a esfera da realidade. Aquela esfera em que os sonhos maiores e gigantescos não são permitidos.&lt;br /&gt;. (confusa) e as vezes eu penso que não tenho tenho certeza mais do que eu quero, do que eu sinto, mas aí eu penso que posso te perder e choro.&lt;br /&gt;. ( chorando ) e eu não posso te perder meu querido. o minha vida é sua , e perder você implica na perda dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7146712581439886201?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7146712581439886201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7146712581439886201' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7146712581439886201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7146712581439886201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/10/ironica-voc-ta-com-medo-eu-queria-tanto.html' title='Sobre Volatilidade'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6683179693635108084</id><published>2008-09-27T13:54:00.001-03:00</published><updated>2008-09-27T14:35:26.763-03:00</updated><title type='text'>Sobre Dependência</title><content type='html'>*Sabe? Eu sei o que é que você está pensando agora. Eu conheço você melhor que qualquer um.&lt;br /&gt;Você se lembra? Eu conheço tanto você a ponto de saber que mesmo pensando em sair daqui,&lt;br /&gt;mesmo pensando em fugir, você não vai. É algo que você não tem; isso que chamamos de impulso-burro.&lt;br /&gt;*O que é que há amorzinho? Eu conheço você melhor do que ninguém, Melhor do que os teus&lt;br /&gt;amigos, E que amigos são os seus? Se eles nem sabem das noites em que você chorou até que&lt;br /&gt;amanhecesse no chão frio no escuro do teu banheiro. Se eles nem sabem das noites em que você&lt;br /&gt;ficou enjoada e eu fiquei do teu lado, se eles nem sabem dos cortes no teu corpo. Se é pra mim&lt;br /&gt;que você liga nas madrugadas quando chorando bêbada em algum telefone de alguma esquina da&lt;br /&gt;cidade me pede pra te buscar.&lt;br /&gt;*É baby eu te conheço, mais do que todos os outros e sei, você vai ficar, vai ficar aqui e comigo,&lt;br /&gt;porque eu sei o que dizer, eu sei o que fazer nas horas mais certas, sem que você precise pedir,&lt;br /&gt;então fique amor. Que eu também preciso de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6683179693635108084?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6683179693635108084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6683179693635108084' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6683179693635108084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6683179693635108084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/09/sobre-dependncia.html' title='Sobre Dependência'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6173357602853435214</id><published>2008-09-01T23:42:00.001-03:00</published><updated>2008-09-01T23:52:12.475-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Porque amor de verdade tem que ser o que enlouquece, o que destrói? Que besteira. Amor de verdade é calmo, paciente. O que enlouquece é a paixão. Ando cansada de me ferir e nesse ritmo um dia me canso até de ti.&lt;br /&gt;Ah, como é doce abandonar quem se ama! Não acha? Não? Pois eu pensei que achasse, pois é isso que tens feito comigo todos os dias, não achei outra explicação senão a doçura que isso pudesse ter.&lt;br /&gt;Amargo? Não, isso não é amargo pra você, a não ser que goste de coisas amargas e não, eu sei que não. Eu pensei que gostasse disso tudo, eu pensei que tivesse um prazer incrível nisso, o prazer do abandono.&lt;br /&gt;É engraçado isso sabe? Eu já senti prazer em abandonar alguém e eu te digo, é viciante e enquanto eu quase tinha espasmos de prazer alguém me dizia “Um dia você vai amar loucamente alguém que vai viver escapando entre seus dedos, e vai ser tão escorregadio quanto puder ser”.&lt;br /&gt;Não, meu bem, não ria, não é que eu acredite em pragas rogadas ou coisas assim, só comecei a acreditar, a pouco tempo eu posso dizer, que tudo o que vai um dia volta e pode voltar em igual proporção, ou pior eu acredito.&lt;br /&gt;É incrível como você me faz sentir insegura, você destrói todo o muro do meu imenso castelo, põe ao chão em segundos toda a minha segurança e com toda a sua astúcia desmancha todas as minhas armadilhas indestrutíveis.&lt;br /&gt;É, eu sei que você não queria fazer isso, mas você faz, mas vai fazer com qualquer pessoa que se atreva a te tocar fundo demais a ponto de querer o seu castelo também a baixo, a ponto de não querer mais sua segurança ou suas armadilhas.&lt;br /&gt;Você vai destruir todas as pessoas que te tocarem, tão fundo quanto eu toquei, e pedirem, como eu pedi, pra que você se dispa de armaduras e quando você perceber que está dentro demais de uma coisa quente confusa e sem regras (é baby, mesmo as previamente estabelecidas, nem sempre são cumpridas), eu sei, eu também tive medo quando vi que era algo que não tinha uma finalidade, um objetivo uma meta a ser cumprida e fim. Não tem fim.&lt;br /&gt;Eu pensei “obedecemos todas as regras e seremos felizes até o fim”, mas depois eu já não queria mais o fim, e pensei que se pudéssemos obedecer as regras, poderíamos reformulá-las quando ficassem obsoletas. e depois eu me desesperei, acho que ainda me sinto assim, quando vi que estava dentro dessa coisa viscosa, pegajosa, e viciante que faz mal, mas todos insistimos em por um nome doce e bom como amor para apaziguar os corações e insistimos em buscar pelos sexos e festas e madrugadas e vodkas como uma meta de vida e felicidade e finalidade. Procurar a destruição, procurar a perturbação, procuramos uma coisa sem fim como finalidade, confuso.&lt;br /&gt;E me desesperei porque eu percebi que não havia regras naturais e inerentes a serem seguidas e quando vi que nós teríamos que nos impor regras e mesmo essas regras não nos importávamos em não serem cumpridas, se até outras bocas nos perdoamos, se até outras juras nos desculpamos.&lt;br /&gt;E quando você perceber que está dentro demais dessa coisa quente e confusa e sem regras com alguém despido de todas as armadilhas e armaduras querendo que você se dispa também você vai ficar apavorado, como eu ti vi há um tempo atrás, e você vai tentar impor regras, que nem mesmo você irá cumprir, e vai mostrar toda a sua insegurança e seu carinho e como você é doce inseguro, mas você não vai se manter assim, você sabe o que é manter?&lt;br /&gt;Não, não falo de dinheiro no banco, ou inflação controlada, ou índice BOVESPA, também não falo se contas pagas e independencia financeira, falo de estabilidade espiritual sabe? Não como ser sempre feliz ou sempre triste, mas ser sempre amor, ser sempre bem, ser sempre presença como você é agora, você não entende não é? Entende? Ótimo, pelo menos vejo que você presta atenção...&lt;br /&gt;(e ele sentado de frente pra ela na mesinha de centro e ela no sofá, a olhando atento, prestativo e atencioso, fazendo que sim com a cabeça, com as mãos nos joelhos dela quase que segurando ela ali pra que ela falasse tudo o que tem vontade HOJE, porque hoje era o dia de balancear a relação e se perdesse hoje só na próxima semana, porque aí viriam os dias das contas, das ações da bolsa, do banco, da empresa, e os de nada, os dias de pensar em nada. Inclinado em direção a ela era todo ouvidos.)&lt;br /&gt;Você não vai se manter inseguro porque você vai de novo se fechar e perceber que pode ferir a outra pessoa antes que ela te fira e mesmo que eu ainda ache que você sente prazer, você jura que não, e você fere, e como sabe ferir as pessoas. E eu te toquei, tão fundo quanto nenhuma outra pessoa e me despi pra você, e você desfez as minhas armadilhas e agora com sua armadura grosseira me fere me deixando sem chance nenhuma de revidar e eu nada posso fazer a não ser escancarar o peito e te mostrar certeiro onde acertar pra me ferir mais rápido.&lt;br /&gt;Mas agora me pego pensando que eu ainda tenho um trunfo sobre você!&lt;br /&gt;(ele faz cara de quem pergunta qual e deseja fortemente saber a resposta, mas sabe que quando ela se pega a falar não para e nem precisa fazer perguntas, só fazer indicadores de respostas)&lt;br /&gt;É, eu tenho. O meu abandono é doce. Eu não sinto amargo, ou nada ruim em abandonar quem eu amo.&lt;br /&gt;(ela se levantou, acabado seu discurso e ele olhava pro sofá abandonado, assim como ele, no meio do que era pra ser uma discussão, mas ela parou de falar, e se levantou, ele queria que ela continuasse, mas nem ao menos estava ali na sala com ele agora. Então ele perguntou, preocupado e pensando em tudo o que ela disse e que iria latejar durante o resto de toda aquela coisa sem fim, meio que gritando pra que ela ouvisse.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora, O que é que a gente faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você? Me faz uma dose de Martini.&lt;br /&gt;- Com cerejas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela pensou “se é pra parar de me ferir, que o abandono comece assim, você sozinho na sala...” Pensou também que não precisaria das cerejas para adocicar a bebida porque ela mesma já tinha um gosto doce na boca. “mas eu gosto de cerejas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com cerejas, por favor, querido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6173357602853435214?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6173357602853435214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6173357602853435214' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6173357602853435214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6173357602853435214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/09/porque-amor-de-verdade-tem-que-ser-o.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8106034957005235029</id><published>2008-08-29T16:56:00.003-03:00</published><updated>2008-08-29T17:15:49.932-03:00</updated><title type='text'>Sobre Lágrimas</title><content type='html'>As minhas lágrimas límpidas e secas estão molhando o papel no qual&lt;br /&gt;escrevo, manchando as palavras que com ódio escrevo, na esperança&lt;br /&gt;de que leias, de que sinta essa dor que pulsa mais que meu peito,&lt;br /&gt;eu posso dizer. As minhas lágrimas transparentes e ralas que por&lt;br /&gt;muito tempo estiveram na minha garganta, sem subir,sem descer,&lt;br /&gt;sem desaparecer. Cada dia o que escrevo me parece pior e essas&lt;br /&gt;lágrimas. Haa, essas lágrimas, me parecem cada vez mais secas.&lt;br /&gt;As minhas lágrimas acumuladas e sentimentais que ressecam&lt;br /&gt;a minha pele, queimam a minha face enquanto caem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8106034957005235029?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8106034957005235029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8106034957005235029' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8106034957005235029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8106034957005235029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/08/sobre-lgrimas.html' title='Sobre Lágrimas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-5675702118643293064</id><published>2008-08-19T21:38:00.001-03:00</published><updated>2008-08-19T21:40:46.066-03:00</updated><title type='text'>Sobre Frio.</title><content type='html'>Hoje se faz um dia chato. É um dia daqueles em nem o sol pode aquecer, porque chega um tempo em que o sol não aquece...  Ele queima. A casa está toda em ordem, chega a ser ofensivo ver cada coisa em seu lugar e aqui dentro de mim tudo tão bagunçado que eu nem sei por onde começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo tão silencioso, tudo tão calmo, que andando pela casa eu ouço o barulho dos meus passos, e sentada aqui eu posso ouvir o barulho do vento entrando, como poucas vezes ouvi, até parece madrugada, até parece feriado. Não, não é feriado, passam tantos carros lá fora que pelo silencio da casa quase consigo contar quantos carros vão passar pelo semáforo hoje. Talvez eu conte pode ser útil em alguma pesquisa de transito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil, inútil tentar ocupar meu dia com mais coisas inúteis, eu queria era você. Agora, do meu lado, nessa casa vazia. Sentada comigo no sofá, quase sem roupa debaixo de um edredom, com as cortinas fechadas, a casa trancada, sem TV, nem som, nem barulho, nem carros mais haveria nas ruas, nem motos e o som da casa vizinha não conseguiria transpor a parede pra chegar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria era você pra no meio desse silencio todo pra me falar coisas oportunas, no meio do meu dia vazio ou no meio do vazio do meu dia, dizer alguma dessas coisas interessantes que você sabe dizer pra me fragilizar, pra me deixar de coração duro e com amor convicto. Alguma dessas coisas que você diz sussurrando perto do meu ouvido, que faça sentir sua respiração quente, que me faça arrepiar os pelos do corpo e sentir o tamanho do meu desejo por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria era você aqui, arrastando um cinzeiro pra sentar no comigo em qualquer lugar da casa, pra fumarmos meus cigarros mentolados. Daqueles quando você acendia e entregava pra mim pra depois acender o seu. Pra depois de um tempo eu dizer que você precisa fumar menos e que eu só fumo tanto quando estou com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria era você aqui, me explicando como é que as coisas vão dar certo, como vai ser o futuro, pra me convencer uma e mais uma e quem sabe mais outra de que o presente é o que interessa e de que o passado já não tem nenhuma importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de pensar que o que eu queria era você, fazendo as coisas que naturalmente a gente faz, eu me peguei pensado que talvez fosse natural e espontâneo se eu te ligasse, mas não agora. Seria à uma hora atrás quando antes de pensar que o sol queima, eu olhava pro telefone fingindo não lembrar o seu número, fingindo não querer ligar, fingindo não ter assunto. Fingindo não ser suficiente (e melhor do que o silencio da casa inteira e a greve de palavras dos móveis e eletrodomésticos comigo) o seu silêncio do outro lado da linha, fingindo não ser suficiente te ouvir dizer que sentiu minha falta, e antes de desligar dizer um simplório eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela hora em que olhei pro telefone e desliguei antes de poder chamar, tudo seria naturalmente espontâneo, mas agora, qualquer coisa que eu disser terá sido previamente elaborada. Daí, percebi que não podia mais ligar, porque eu nunca gostei de jogos elaborados, sempre prezei e você também a naturalidade com que as coisas aconteciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis ligar o som pra acabar com todo o silêncio, quem sabe ouvir algo como &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;“já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim”,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; mas nem precisei, pois me veio na cabeça você cantando &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;“porque você está comigo o tempo todo...”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; na mesma hora em que eu olhava seus olhos cheios d’água e eu te abraçava forte, evitando te olhar nos olhos pra você não sentir meu medo e minha alegria e foi quando você disse que eu te fazia feliz, e eu perguntei como, se você estava chorando e você me disse sorrindo, com os lábios molhados de lágrimas, que chorava de alegria, mas eu podia sentir a dor no seu sorriso afetado e no olhar calmo que ao mesmo tempo gritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi depois que eu te vi que passei a sentir a diferença das minhas noites sem e com você, foi depois disso que passei a sentir frio quando você não está, e passei a sentir frio nas minhas tardes vazias de pensamentos confusos sobre você e foi pensando nesse frio que voltei a perceber que hoje se faz um dia chato. Um dia daqueles em que nem o sol pode aquecer. Porque chega um tempo em que o sol não aquece mais. Ele queima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Escrito pra Bruna Uesugui. :)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-5675702118643293064?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/5675702118643293064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=5675702118643293064' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5675702118643293064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5675702118643293064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/08/sobre-frio.html' title='Sobre Frio.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-9070073954695572677</id><published>2008-08-11T20:38:00.000-03:00</published><updated>2008-08-11T20:39:04.111-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Coisas assim, você sabe? Eu, sim: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;amar o mesmo de si no outro às vezes acorrenta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;quando os corpos se tocam as mentes conseguem voar para bem mais longe que o horizonte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que não se vê nunca daqui. No entanto, é claro lá: quando os corpos se tocam depois de amar o mesmo de si no outro. Portanto, não se olham. E não sou eu quem decide, são eles. Não se deve olhar quando olhar significa debruçar-se sobre um espelho talvez rachado. Que pode ferir, com seus cacos deformantes." Caio Fernando Abreu, in O rapaz mais triste do mundo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-9070073954695572677?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/9070073954695572677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=9070073954695572677' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9070073954695572677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9070073954695572677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/08/coisas-assim-voc-sabe-eu-sim-amar-o.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8318895985615004164</id><published>2008-07-31T19:49:00.006-03:00</published><updated>2008-07-31T20:02:11.224-03:00</updated><title type='text'>Carta à Clarice Lispector.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Carta à Clarice Lispector.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi.&lt;br /&gt;Sabe Clarice, eu estava lendo aquela frase sua e ela dizia:&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Suponho que me entender não é uma &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;questão de inteligência e sim de sentir, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;de entrar em contato... Ou toca, ou não toca"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;Gosto da tua sensibilidade sabe... Do teu toque, gostei inclusive dessa frase, mas sabe, a questão é a falta do toque. Eu me pergunto será que pelo toque você conseguiria sentir o tamanho da minha dor?&lt;br /&gt;Não Clarice não. Você se lembra da Lore? Ela não sabia viver e eu sei Clarice, eu aprendi, eu aprendi a viver ou vivo sem saber que não sei estar viva. Isso me lembra uma frase do Caio,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;‘só não saberás nunca que &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;nesse exato momento tens a &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;beleza insuportável da coisa &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;inteiramente viva. ’&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ou me lembra o título&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“A Insustentável Leveza Do Ser”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não Clarice, a dor não é de estar viva e se saber estar, sabe a dor não é de viver como a Lore, querendo sem saber querer, sem estar pronta pra querer.&lt;br /&gt;Não é tristeza essa dor Clarice.&lt;br /&gt;A dor é de não suportar dentro de um só peito tanta paixão, tanta alegria.&lt;br /&gt;Será que você saberia disso Clarice? Ou do quanto eu tenho certezas e nenhuma dúvida?&lt;br /&gt;O meu caminho é claro, é assim que eu vejo, é como uma rodovia infinita, não tem retornos, mas não tem obstáculos, não tem outros rumos, mas tem cruzamentos onde deságuam as pessoas, que vêm de longe, ruas em que não posso seguir.&lt;br /&gt;Essas ruas só me trazem e foi em uma dessas ruas que chegastes Clarice, junto com uma moça tão bonita de cabelos pretos e pequenos, que tanto me fascinou, que fez meus olhos descobrirem coisas, assim sem querer, sem ensinar.&lt;br /&gt;Cheia de marcas e amores e ocupações.&lt;br /&gt;Essa menina Clarice, não continuou contigo, nem comigo, mas ela volta, volta e meia, volta em meia, e completa.&lt;br /&gt;Essa menina que não é sua, nem minha e que cruza sempre, pra sempre a minha rodovia.&lt;br /&gt;Com todo o seu carinho num desses cruzamentos ela me trouxe a raiva, noutro a esperança, noutro a tristeza, noutro a beleza, noutro a leveza de vê-la completa e é essa que eu quero, a leveza, só ela. Noutro desses cruzamentos ela me trouxe Caio (o Fernando sabe?).&lt;br /&gt;Caio, você e a leveza, as minhas maravilhas, os meus presentes. Dias atrás escrevi a Caio, dizia-lhe como gostaria de ter lhe visto como ele lhe viu, e como a descrição que ele fez de ti me assusta.&lt;br /&gt;És bela Clarice, tens a melhor beleza, a de entender, ou fingir entender, os outros muito bem. Caio também tem essa coisa, eu acho que somos almas pares, eu e Caio, você e ela-de-cabelos-curtos-facinate. Somos todos amantes das letras, literatura, melodia e arte.&lt;br /&gt;Somos amantes eu acho que é isso. Somo amantes entregues na nas mãos dos nossos amados (dos próprios amantes eu digo) e se sofremos é porque temos coragem de amar e entregar e arrebentar o peito com essa paixão que o preenche como se coubesse lá dentro e que insiste em tentar, em se alojar.&lt;br /&gt;É isso, temos coragem. (queria te dizer que acho que a Lore é muito corajosa, ao se descobrir e combater seus medos. E dizer que a Lore veio junto com a tristeza, ou raiva (?), ou a leveza (?), eu não sei, mas veio com ela.)&lt;br /&gt;Será que a agradeço pela leveza, por Caio, por você ou por Lore?&lt;br /&gt;Um dia escrevo a Caio pra falar dela, ou um dia escrevo a ela pra falar sobre vocês. Ou a toco. Porque ela tem sua delicadeza Clarice. Se ela tocasse acho que sentiria.&lt;br /&gt;E você Clarice o que sentiria se me tocasse? O tamanho da minha paixão, ou a dor que ela me causa?&lt;br /&gt;Um abraço. Volto a lhe escrever.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Carinhosamente; Adrielly Soares de Castro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Ps. Dedicado a Yandara. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Também gosto do nome&lt;/span&gt;.]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8318895985615004164?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8318895985615004164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8318895985615004164' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8318895985615004164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8318895985615004164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/07/carta-clarice-lispector.html' title='Carta à Clarice Lispector.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-688619214956130762</id><published>2008-07-23T18:15:00.001-03:00</published><updated>2008-07-23T18:17:32.102-03:00</updated><title type='text'>Sobre Confusões.</title><content type='html'>- Eu... estou indo embora.&lt;br /&gt;Laura estava ali; vulnerável, latente, irritantemente sensível a qualquer apelo que ele fizesse, a qualquer palavra, ou levantar de sobrancelhas.&lt;br /&gt;Era angustiante deixar as coisas para que ele resolvesse, mas essa era a única maneira que ela encontrara para saber o que ele pensava, o que ele queria.&lt;br /&gt;Laura de frente pra Thiago, com aquelas roupas mal-dobradas, enfiadas dentro de uma bolsa qualquer, que era dele, esperando que ele dissesse alguma coisa, atenta a cada expressão fácil, a cada mexer de dedos e tremor de pernas.&lt;br /&gt;Esperando, sinceramente, que ele a pedisse pra ficar, que ele só uma vez, pedisse rapidamente e baixinho, para que ficasse e instantes depois descobriria que muitas das roupas ainda estão no armário, as maquiagens, a escova, as meias e algumas calcinhas. Descobriria toda a farsa que ela armara. Tiago só precisava dizer uma só vez e ela nem tripudiaria, nem exibiria sua vitória, nem se vangloriaria.&lt;br /&gt;Eles se olhavam num silêncio que podia ferir os tímpanos, enquanto os carros e ônibus passavam por de trás das janelas embaçadas, poeira, partículas de pó e de vida. Vestido apertado, maquiagem borrada, salto alto, parecia ter se vestido para uma festa, uma festa que ele não compartilhava. Não tinha alegria nos olhos, nem no rosto, nem na boca de nenhum deles a não ser no brilho dos sapatos pretos dela. Cheiro de whisky, cheiro de whisky barato que ele odiava, copo na estante com cubos de gelo do lado da garrafa vazia de bebida nacional. O bebera inteiro? Não sabia. Não se lembrara, desconhecia a existência dessa garrafa de bebida em sua casa. Mas desde que ela viera morar com ele naquele cubículo, ele já desconhecia todo e qualquer objeto achado de repente pela casa. As coisas dele ela certamente abarrotou naquelas caixas do escritório, não, escritório não, aquilo agora era uma dispensa, como se pudessem ocupar um cômodo só com bobagens, que não faria falta a ninguém.&lt;br /&gt;Ele sabia que era complicado pra ela, tanta mordomia e de repente... De repente o que? O apartamento apertado pra sustentar, contas pra pagar. Sabia que não podia viver de amor o tempo todo, e que aquela situação era diferente da vida que ela tinha antes, mas afinal, de quem foi a maldita idéia de ela sair de casa pra morar com ele? De quem foi a maldita idéia de juntar os trapos pra compartilhar problemas e dívidas e deixar que isso atrapalhasse o amor, o maldito sentimento [seja lá qual for o nome dele] que unia os dois. Tão diferentes. Tão inconstante, tão culta, um nível muito acima dele. Um nível, dois níveis, quem sabe três? Sabia que aquele momento um dia chegaria. Sabia que um dia ela se cansaria de brincar de vida real e voltaria pra sua casinha de bonecas, e não podia fazer nada. Não podia fazer nada que a fizesse ficar.&lt;br /&gt;E ela ali, a sua frente chorando, borrada e derretida, quase ajoelhada, quase implorando um pouco mais de atenção. Um pouco mais de amor das palavras firmes que ele costumava dizer quando as coisas estavam fora de controle como agora. Ele dizia que tudo ia ficar bem, apertando-a ,e ela sabia que ia, porque ele dizia, porque ele a apertava e afirmava com tanta convicção, com tanta maturidade que ele tinha a mais que ela, com tanta coragem que ela sempre admirou. Ele sempre foi mais forte que ela, mais maduro, mais pé no chão, mais consciente de todos os problemas, ela era quem sonhava e ele colocava as vírgulas e pontos nos sonhos dela, o que ela adorava, ter quem a puxasse pra verdade, mas sem desmanchar, sem apagar os sonhos dela.Ela nunca ligou para os problemas, para as contas, só queria que ele fizesse como antes, a pedisse pra ficar calma e fizesse amor com ela no tapete da sala, no meio de cinzeiros e garrafas de vinhos e vodca. E depois abraçados falaria de como as coisas são difíceis, de como ele a ama, e de como nada do que acontecesse poderia interferir nos planos que tinham. Esses eram seus planos. Vinho, amor, cinzeiro.&lt;br /&gt;Mas era ele quem colocava , era ele quem colocava os pontos.E foi o que ele fez, colocou um ponto, final, ele se calou dessa vez. Era assim que ele achava que deveria ser. Ela voltar pra sua casa, pra sua vidinha fácil. Ele realmente achou que o amor dela havia acabado em meio a tantos problemas. Sentou-se no sofá e olhou para a mala feita que ela deixara a seu pé. Levantou a mão e apontou a porta como quem diz, vá. Ela atordoada, foi obrigada a ir embora, virar as costas e a página e sair da casa e da vida dele como se fosse assim sua decisão, sua vontade, pelo menos por hoje. Que dessa vez Thiago preferiu não a pedir pra mudar de idéia, porque ele não a queria infeliz, e julgou-se incapaz de dar o que ela queria, incapaz de um dia a fazer verdadeiramente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: estava pronto, mas achei que alguns retoques eram válidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-688619214956130762?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/688619214956130762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=688619214956130762' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/688619214956130762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/688619214956130762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/07/sobre-confuses.html' title='Sobre Confusões.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6155675056505765811</id><published>2008-07-22T13:32:00.003-03:00</published><updated>2008-07-22T13:59:52.291-03:00</updated><title type='text'>Sobre Angústia.</title><content type='html'>"Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia...". E assim me angustiam as coisas que acontecem e as que deixam de acontecer. Chato isso, chato aquilo e isso também me deixa angustiada. Cacos de vidro, bonecas de porcelana, feridas abertas, relacionamentos à distância. Distância, a distância me angustia. Porque na distância não existe o toque, não existe o cheiro, na distancia se perde o que se construiu, se perdem as lembranças, na distancia se PERDE e tudo beira a tristeza, melancolia. A minha angústia maor sempre foi a distância. O meu desejo maior sempre foi sair daqui. E viajar. O mundo inteiro? Quem sabe? Um tempo pra cada lugar, longe de tudo e perto de alguma coisa que me faça falta, e assim pra sempre. Em cada porto uma vontade, uma saudade sanada, em cada porto uma saudade acumulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14/06/2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6155675056505765811?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6155675056505765811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6155675056505765811' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6155675056505765811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6155675056505765811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/07/sobre-angstia.html' title='Sobre Angústia.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7188975787583204179</id><published>2008-07-14T22:26:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T18:34:32.582-03:00</updated><title type='text'>Sobre Precisões. [ ? ]</title><content type='html'>&lt;p&gt;Tenho pensado muito e escrito pouco. Quando eu penso em escrever não me vem nenhuma história na cabeça. Nem quando eu penso em situações, nem quando eu vejo elas acontecendo na minha frente, no meu nariz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando eu consigo pensar em algo, a primeira palavra que me vem à cabeça é PRECISO. E eu tendo começar um texto com a palavra PRECISO, mas acho que já tenho tantos textos que demonstram precisões, “querências”. Acho que todos os meus personagens QUEREM, antes de tudo, eles querem saciar alguma coisa, alguma vontade, ou desejo, ou algum tipo de tesão reprimido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;“Preciso-de-algo-uma-razão-pra-viver-e-sei-que-só-está-dentro-de-mim”&lt;/strong&gt; *. Já cheguei a pensar assim, é um bom discurso para algumas espécies de livro de auto-ajuda, e talvez até funcione bem, eu juro que um dia cheguei a acreditar e me desesperar por ter escondido tão bem essa espécie de luz interior em algum lugar do corpo tão improvável que nem eu mesma consigo achar ou me lembrar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas acho que sou do tipo, da espécie de gente que sabe, que no fundo sabe, que as coisas não são tão límpidas e puras e românticas assim .&lt;br /&gt;Eu não queria dizer isso, assim pra você. Aqui, sem nenhuma preparação. Até porque eu não sei que espécie de pessoas é você. Isso não era pra ser chocante, mas talvez você ache, e me chingue. &lt;strong&gt;“Idiota, do que ela está falando?”, “Que essa vadia pensa que está dizendo?”.&lt;/strong&gt; Essa vadia está dizendo que no fundo, não no fundo onde existe aquela tal luz em você, porque ela não serve pra você, no fundo, todo mundo, o mundo todo, “ouça” bem, têm necessidades, o mundo todo precisa de alguém.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu fui crua? Respire, conte até dez. Sim, foi isso mesmo que eu disse. Essa ilusão de ser feliz sozinho um dia passa. &lt;strong&gt;“Necessitamos uns dos outros para sermos nós mesmos" **.&lt;/strong&gt; As pessoas precisam de algo que elas mesmas não podem saciar, só outro pode ter (é aí que entra aquela tal luz me entende?) ninguém é completo em si, se não beiraria a perfeição.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas pessoas auto-suficientes (aparentemente) se acham assim porque na verdade são estagnadas, elas não saem do lugar, elas não têm sonhos, nem desejos, nem ambições e por isso se satisfazem, por não saberem o que querem, não saberem o que precisam. Assim que essas pessoas se moverem verão que precisam de alguma coisa, algo que eles não têm.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que eu ia dizendo é que, eu sou da espécie de pessoas que sabe do seu vazio interior, entende? E que consome tudo e todos ao seu redor pra preencher essa vasta necessidade. Eu sou da espécie de pessoas que precisa de alguém, não que eu não saiba, ou não queria, ou não precise de solidão... vez em quando e somente vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E eu sou do tipo de pessoa que sabe, embora no fundo todos nós saibamos que essa espécie de luz interior só faz sentido no alheio. A minha tal luz-inteior-escondida só servirá para dar razão a outro. Sim, eu quero dizer que vivemos sim da luz dos outros, que a real razão de vivermos é que encontramos todos os dias os raios da luz de alguém que vão irremediavelmente irradiando a vida da gente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E eu sou da espécie de pessoas que precisa demais, de mais do que se é dado, eu não quero beijos quero corpos, não quero companhia quero um corpo sendo o outro, não quero complacência que padecência mútua, eu não quero um amor que uma vida entregue em minhas mãos, não quero uma porção de acatos, mas uma porção de discussões, e não quero uma marionete quero um corpo , coração, e cérebro que viva por mim sabendo o que quer e não esperando que eu o diga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu queria terminar o texto com algo como, “doces inocentes que conseguem viver da auto-consumação, da auto-precisão, mesmo que por tempo determinado” porque eles são felizes assim, nessa ignorância, mas infelizmente, tenho que expor a minha impressão pessoal... A minha triste experiência pessoal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desculpe, eu te assustei? Dizendo que você vive de alguma ilusão provisória? Não sei se você acreditou, aliás, todo mundo tem uma teoria não é? Essa é a minha. Desculpe, você pode ignorar o que eu vou dizer, ou pensar “&lt;strong&gt;O que essa louca insiste em dizer?”&lt;/strong&gt; A louca ta dizendo agora que odeia essa espécie de pessoas que são auto-suficientes. É elas são felizes, mas fazem dos outros menos felizes. Talvez até mais felizes do que eu, mas têm uma incapacidade, têm um defeito, uma frustração que eu não tenho. Essas pessoas não sabem ganhar, e eu vivo de caridade. Essas pessoas não sabem se dar. E eu? &lt;strong&gt;Eu me dou por inteira.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;* Caio Fernando Abreu&lt;/p&gt;&lt;p&gt;** Santo Agostinho&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7188975787583204179?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7188975787583204179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7188975787583204179' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7188975787583204179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7188975787583204179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/07/tenho-pensado-muito-e-escrito-pouco.html' title='Sobre Precisões. [ ? ]'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6804443166062984153</id><published>2008-07-08T21:33:00.002-03:00</published><updated>2008-07-08T21:44:08.789-03:00</updated><title type='text'>Sobre Prazeres Momentâneos.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Espera. Fica mais um pouco. Será que podemos ficar sem sentir coisa alguma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha medo de como aquilo soasse, não queria que parecesse algo como &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Sabe, até que você é interessante, mas eu não me interesso.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Embora fosse aquilo mesmo que sentisse. Não é que não se interessasse, apenas não se interessava em se interessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que você pode ficar mais um pouco, e não pensar em nada? Só... Ficar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria que parecesse. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“Eu gosto da sua companhia”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; embora fosse aquilo mesmo que dissesse, que sentisse. Mas gostava de muitas companhias e isso não fazia dela especial. Naquele dia, hora e lugar era ela que ele queria, inteira, para si. Sem esperar sem sentir. Queria por querer. Por capricho. Por prazer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Obs&lt;/span&gt;: Isso aqui anda às moscas. Será que moscas sabem ler ? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;oO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6804443166062984153?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6804443166062984153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6804443166062984153' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6804443166062984153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6804443166062984153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/07/sobre-prazeres-momentneos.html' title='Sobre Prazeres Momentâneos.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3175096138122051956</id><published>2008-06-30T23:19:00.001-03:00</published><updated>2008-06-30T23:20:34.925-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Conto de Verão Nº8 A separação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome dela era Ada Zácaro e o dele Zeno Adams e foi isso que os aproximou. &lt;br /&gt;Não importava se a chamada fosse feita pelo primeiro nome ou pelo último, estavam sempre em extremidades opostas. &lt;br /&gt;Um dia comentaram isso no pátio da escola, nem sonhando que em pouco tempo ela estaria no altar ao lado dele, dizendo sim, &lt;br /&gt;sim eu quero, sim, ser Adam Adams, primeira em qualquer chamada, e foi a primeira vez que se falaram. &lt;br /&gt;O alfabeto inteiro os separava, mas tudo o mais os unia, principalmente os hormônios.. Estudaram juntos para o vestibular. &lt;br /&gt;Estudaram juntos para o vestibular. Português, física, química e - numa tarde especialmente primaveril, sim, sim, eu quero, &lt;br /&gt;sim- anatomia. Casaram-se, e não me lembro de um casal mais apaixonado. Dele lamber o braço dela em público, como aconteceu um dia na nossa frente. &lt;br /&gt;Em casa, depois minha mulher disse "você nunca lambeu meu braço em público", mas depois completou, sensatamente, "graças a deus".&lt;br /&gt;Com eles não tinha o sensatamente. Viviam se agarrando em qualquer lugar e contavam a história do alfabeto que os separava como se o&lt;br /&gt;amor deles fosse uma vitória sobre o destino, e sua paixão uma forma de insubordinação aos deuses. &lt;br /&gt;Deviam ter dado mais atenção ao alfabeto do que à química, no entanto, porque depois do casamento foram aos poucos descobrindo o que, &lt;br /&gt;além da paixão, se se beijassem menos e conversassem mais, já saberiam. Ela, por exemplo, detestava o Schwarzenegger, &lt;br /&gt;ele não agüentava o Caetano. Divergiam em tudo. Comidas (ele embutidos, ela saladas). Pavores (ela barata e cigana, ele aranha e mímica). &lt;br /&gt;Mas, principalmente, divergiam no clima. Ela adorava o calor, ele preferia o frio. No verão, ela, que já era morena, ficava preta.&lt;br /&gt;Passava os dias no sol. Ele considerava o sol um tirano e vivia na sombra como quem vive em clandestinidade.&lt;br /&gt;Se emocionava quando falava em ar-condicionado. No fim do verão estava mais branco do que no começo.&lt;br /&gt; Na cama eram qualhada com pato laqueado. Depois não era nem mais isso. Começaram a se afastar. Camas separadas, depois quartos separados,&lt;br /&gt; depois ela no apartamento e ele num apart-hotel, depois ela no Rio e ele em Buenos Aires, depois ela em Manaus ele na patagônia, &lt;br /&gt;e agora me contaram que ela está vivendo na áfrica Equatorial, e ele numa ilha lá aquela ponta onde Chile e Argentina disputam a custódia dos pingüins. &lt;br /&gt;E o curioso é isto: não se divorciaram. Ela foi à África fazer alguma coisa ligada à educação, mas hoje não faz mais nada e vive numa praia, &lt;br /&gt;e dizem que está uma passa. E pede: “contem pra ele, contem pra ele”. Ele diz que foi pra tal ilha fazer pesquisa - mas dizem que sua única &lt;br /&gt;ocupação é evitar que o vento o arraste para o mar. Ele parece um palhaço com a cara muito branca, o nariz vermelho e as extremidades &lt;br /&gt;da boca puxadas para baixo numa eterna expressão de desgosto com a vida. E pergunta "ela está sabendo? ela está sabendo?”. &lt;br /&gt;Só falam m no outro. Minha mulher comentou que eles se separaram ardentemente, que a deles é uma separação mais apaixonada &lt;br /&gt;do que o casamento, e disse "Ainda bem que a gente combina em tudo, né bem?". Mas ficou com o olhar perdido, pensando na Ada &lt;br /&gt;e no Zeno. Ada e Zeno, com o mundo entre eles, incapazes de se desligar. Mulher tem essa coisa romântica um pouco doentia, acha não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Fernando Verissimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Eu não tenho escrito nada que se valha a pena ler. Então, fiquem com verissimo e eu fico com os rascunhos mal elaborados. Divisão justa, acreditem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3175096138122051956?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3175096138122051956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3175096138122051956' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3175096138122051956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3175096138122051956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/06/conto-de-vero-n8-separao-o-nome-dela.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8209278431952683362</id><published>2008-06-18T18:26:00.000-03:00</published><updated>2008-06-18T18:28:03.341-03:00</updated><title type='text'>Sobre Cartas</title><content type='html'>~~Tem tantas coisas que eu achei que você precisasse saber... E eu queria que você soubesse pelo menos algumas dessas coisas. &lt;br /&gt;~~Eu sei que você sabe que eu nunca durmo quando você vem. Mas você tinha que saber que, não meu bem, você não me incomoda, mas é que você me vem tão pouco que eu não quero perder nenhum segundo quando estou do seu lado, que eu passo essas duas noites da semana acordado, olhando você dormir, enquanto respira. Eu queria tanto saber o que você sonha quando no meio da noite você suspira e sorri aquele sorriso doce de quando você vê o mar. E nas noites frias como você se encolhe fazendo caretas até que eu lhe coloque um cobertor. Eu sei que você ouve nos seus sonhos as canções que eu escuto nas madrugadas: Caetano, Marisa, Chico, Elis... E quando você vai embora antes de entra no ônibus você diz: - Procure dormir, meu bem. &lt;br /&gt;~~Essa noite eu pensei que você deveria saber que o meu passado talvez não tenha passado. Você entende? Eu não queria que ficasse com medo, eu não queria que ficasse insegura, eu sou toda tua, meu bem, só tua. Sabe quando alguém se torna importante pra você? Eu não saberia te explicar, se não já teria dito antes. O que eu queria que soubesse é que eu me importo com você, você é especial pra mim, como uma outra pessoa já foi um dia, mas meu coração carrega mágoas, promessas não cumpridas, amores platônicos, sentimentos abafados e é preciso compreender, é preciso conviver. Eu não quero brigar por isso.&lt;br /&gt;~~Essa noite, pensei em te dizer que, muitas vezes, quando eu descansava em seu pescoço, eu fechava meus olhos e sentia teu cheiro só pra conseguir te imaginar quando não está aqui. E que quando abraço o travesseiro sentindo o seu perfume é como se você estivesse aqui, é quando eu consigo dormir melhor. &lt;br /&gt;~~Essa noite, quando me peguei te olhando e querendo te dizer tanta coisa, quis dizer que eu gosto de te escrever, de te ler, te descrever e que eu gosto quando me lê, mesmo que eu nunca te pessa, e mesmo que eu vá escrevendo e jogando todos esses pedaços de papéis rabiscados nessa gaveta abarrotada, bagunçada. E queria te dizer que me dispo inteiramente nesses bilhetes colocados estrategicamente nas suas coisas e que essas frases, poemas e versinhos de música são o que realmente sinto, sinceramente sinto por ti amor.&lt;br /&gt;~~E essa noite eu pensei que talvez pudesse te contar como eu me sinto. E eu quis sussurrar no seu ouvido canções de amor pra você sonhar com a cena que melhor lhe convir enquanto eu canto. Não seria perfeito, amor? Você poderia me imaginar como quisesse e eu nem saberia a quem você está vendo, mas você saberia que era eu, por trás de toda aquela falsa materialização e você acordaria distribuindo sorrisos a todas as flores do jardim. Eu quis dizer como era, quis dizer coisas belas, revelar meus sentimentos. Mas amor, escrevi-te uma carta, que fala sobre coisas, coisas que eu sinto, coisas que existem além do que você sabe. Amor, eu te escrevi uma carta, á tinta, papel reciclado. Uma carta que talvez não chegue até você. Mas é sua. E ficará nessa gaveta. E mesmo que você não leia, tudo que eu achei que deveria te dizer essa noite, eu já disse. Eu fui honesta, eu fui sincera, escrevi o que você precisava saber e eu já não tenho mais necessidade de contar. Abro a gaveta e deixo sua carta, aberta, mexida. Nessa gaveta é como se você já soubesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8209278431952683362?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8209278431952683362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8209278431952683362' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8209278431952683362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8209278431952683362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/06/sobre-cartas.html' title='Sobre Cartas'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1588004786680641123</id><published>2008-06-07T22:57:00.002-03:00</published><updated>2008-06-07T23:33:36.970-03:00</updated><title type='text'>Sobre Dificuldades.</title><content type='html'>Era difícil ser ela... Falava tanto dos seus sentimentos das horas vagas dos barulhos, das histórias e às vezes com a mesma intensidade esperava ouvir; histórias de um dia cansativo, besteiras do cotidiano profissional, confissões, qualquer coisa. &lt;br /&gt;Era difícil ser ela... Com toda aquela beleza extravagante, aquelas formas tão ainda juvenis que encantava a todos que a viam, até mesmo pessoas do mesmo sexo. Pois sabia se portar, se vestir sem toda aquela vulgaridade que às vezes via e não entendia. Mas tanta formosura a obrigava a duvidar várias vezes das intenções alheias, para o seu próprio bem. &lt;br /&gt;Era difícil ser ela.... Trabalhar com tanta gente, ter que saber o nome de cada funcionário ali. Organizar-se, esforçar-se dedicar-se pra no fim levar um culpa em suas costas que não lhe pertencia. &lt;br /&gt;Era difícil ser ela... Desavenças com a família que não entendia o caminho que ela queria seguir, não entendia que ela amava a todos, mas não podia em hipótese alguma abdicar de suas vontades para as vontades alheias, não podia abdicar de sua alegria para a alegria alheia, como vira sua mãe fazer várias vezes enquanto em silêncio, no canto, sozinha, a condenava por isso. &lt;br /&gt;Era difícil ser ela... Os dias eram cansativos, pesados, entendiantes, duradouros... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era difícil ser ele... Aceitar que ela ganhasse mais e por isso também pagasse mais das despesas da casa, arrancava fortemente o brio de todo aquele machismo antiquado cravado nele, herdado do pai. Vivia esperando alguma grande promoção que aumentasse o ordenado, mandava currículo para firmas novas e não demoraria para que subisse na vida, ele, sua competência, sua determinação e seu machismo.&lt;br /&gt;Era difícil ser ele... Tão inseguro, tentando agradar a todos, o máximo que conseguia, sentindo perder ela a cada manhã que acordava, pois o tempo passava... E não há nada pior do que o tempo, que desgasta, que corrói, deteriora, enferruja. E isso abrange não só os relacionamentos, inclui também os sonhos que aos poucos se tornam menos viáveis.&lt;br /&gt;Era difícil ser ele... Querer falar explicar o que ela não entendia, o que ela não sabia, mas gostava tanto da voz dela, de como ela sorria docilmente quando falava de como estavam bonitas as rosas que plantaram juntos, então ele nessas horas se esquecia do que queria falar e ficava olhando pra ela a contar como depois por o adubo regariam as plantas no Domingo.&lt;br /&gt;Era difícil ser ele... Que às vezes queria jogar tudo pro alto e fugir com ela, pra qualquer lugar que ela quisesse, que às vezes queria chorar no colo dela como fazia quando eram pirralhos e ele contava pra ela desilusões das namoradas de colegial. &lt;br /&gt;Era difícil ser ele... Aceitar tanta independência tanta precisão, tanta inversão de papéis a falta que ela fazia a falta que fazia um filho dela e que sua mãe lhes cobrava tanto nos almoços de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fim do dia, quando se deitavam, juntos, cansados de mais um dia banal de trabalho, se equilibravam entre o calor das mãos quentes dele e o gelado dos pés frios dela.&lt;br /&gt;E por se completarem, por se entenderem, se aceitarem, se quererem agradeciam todos os dias em uma qualquer oração que faziam fielmente, todas as noites, depois daquele cordial "Boa noite, meu bem.”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1588004786680641123?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1588004786680641123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1588004786680641123' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1588004786680641123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1588004786680641123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/06/sobre-dificuldades.html' title='Sobre Dificuldades.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2511205228417122264</id><published>2008-05-22T22:57:00.001-03:00</published><updated>2008-05-22T22:58:59.709-03:00</updated><title type='text'>Sobre Reações.</title><content type='html'>Então, se você for embora, eu ficarei aqui, livre, mas presa aos meus sentimentos, às lembranças que você esqueceu. Esqueceu sim, porque você nunca me deixaria algo bom de você, ou do que existe.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu ficarei aqui, olhando para o tempo, enquanto ele espera que você volte, enquanto penso como tudo poderia ter sido diferente, mas não foi não é?&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu vou guardar meus sonhos, sonhar outros, e caso você volte, eles estarão aqui, intactos, para serem novamente deixados de lado, passados para trás.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu ficarei aqui, tentando encontrar em cada pessoa as suas qualidades, que eu nunca elogiei, e os seus defeitos, que eu sempre critiquei.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu vou tentar me distrair, eu vou tentar sair daqui eu vou fazer coisas que você sempre odiou que eu fizesse, as quais nunca deixei de fazer.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu vou pensar porque, vou mudar meu jeito, eu vou ter mais respeito, por você, por mim, não vai me fazer bem te ver ir, eu sei, mas talvez seja melhor assim.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, o tempo fecha, a casa cai, a vida muda, eu vou à luta, bato com a cara na porta e aprendo a não me acomodar mais.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu ficarei aqui, tentando mudar o que vocÊ não gostava em mim, sem saber o porque, ainda me importo com isso. talvez pra que ninguém toque nesse assunto e me faça lembrar de você.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu ficarei aqui, trancada no quarto, ouvindo músicas românticas, lendo suas cartas, revendo fotos e se eu conseguir, quem sabe, dormir ?&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu vou tomar um banho, sentindo a água cair de leve sob o meu corpo, como faziam os teus lábios.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu sigo em frente, sem me culpar pelos teus atos, sem tristezas, mas nostalgia, afinal, é isso que nos faz sentir um bom momento.&lt;br /&gt;Então, se você for embora, eu vou estar aqui, sem saber o que fazer, mas com a certeza de que eu estarei feliz, sempre, com ou sem você, já que o termo correto para nomear o que nos une é AMOR e não dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/10/06&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigaço.&lt;br /&gt;oO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2511205228417122264?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2511205228417122264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2511205228417122264' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2511205228417122264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2511205228417122264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/05/sobre-reaes.html' title='Sobre Reações.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7701706812470253411</id><published>2008-05-12T22:37:00.003-03:00</published><updated>2008-05-12T23:10:01.807-03:00</updated><title type='text'>Sobre Pieguismo.</title><content type='html'>- E se você partir ?&lt;br /&gt;- Você vai junto.&lt;br /&gt;- E se eu não puder ir ?&lt;br /&gt;- Um dia eu volto e não demoro.&lt;br /&gt;- E se você demorar ?&lt;br /&gt;- Eu escrevo pra falar de saudades.&lt;br /&gt;- E se eu precisar de você ?&lt;br /&gt;- Eu largo tudo e volto correndo.&lt;br /&gt;- E se for só capricho ?&lt;br /&gt;- Eu te ligo.&lt;br /&gt;- e se for só carência ?&lt;br /&gt;- Eu mando flores e bombons&lt;br /&gt;- E se eu não sentir sua falta ?&lt;br /&gt;- É porque eu nunca terei partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dose a mais de pieguismo pra uma pessoa já tão piegas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7701706812470253411?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7701706812470253411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7701706812470253411' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7701706812470253411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7701706812470253411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/05/sobre-pieguismo.html' title='Sobre Pieguismo.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8333421224009609903</id><published>2008-05-04T22:56:00.000-03:00</published><updated>2008-05-04T23:02:29.562-03:00</updated><title type='text'>Sobre o Silêncio.</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;.Vai&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; está fácil pra você. Eu estou aqui na sua frente. Jogue as pedras que quiser, porque quando eu abrir essa porta, quando eu sair por esta porta eu não vou mais voltar, a não ser que você me convença de que eu estou errada.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;.Eu&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sei de todos os seus erros e todas as suas injustiças e sei como foram grandes, e como doeram, mas eu não sei dos meus. E se você me convencer que eu errei ,e errei feio, eu fico. Fala o que você quiser, o que tiver vontade, e eu posso pensar em ficar. Mas se você se calar eu vou embora. Porque o seu silêncio já me machucou demais, já me falou demais, já me feriu demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8333421224009609903?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8333421224009609903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8333421224009609903' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8333421224009609903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8333421224009609903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/05/sobre-o-silncio.html' title='Sobre o Silêncio.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-257729931373162761</id><published>2008-04-24T20:39:00.002-03:00</published><updated>2008-04-24T22:00:29.570-03:00</updated><title type='text'>Sobre Abandono</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;se preocupe, eu gosto de ficar sozinho às vezes, ficar na solidão entende? Curtir uma fossa como diria você! &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pra &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;que companhia? Pra que querer contagiar alguém com essa loucura incessante, com essa mania doentia de tentar me expor? Pra que dizer tudo que se sente? Se fosse pra todo mundo saber a gente não teria aprendido a mentir (e tão bem, diga-se de passagem) não teríamos aprendido a fingir expressões e a conversar com Deus. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escrever&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; pra que? Se você sabe o que eu sinto, se as pessoas sabem o que eu vou dizer, porque é tudo tão repetitivo não é? Falar pra que? Se eu só fui entender depois de você que não adianta mais nada nossa cordialidade, não adianta mais nada nossa sentimentalidade! &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ha.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Não chora amor. Não é que eu não queira saber o que você sente, só que se você disser que me ama eu não vou conseguir ir embora, e você sabe que eu preciso, que vai ser bom pra nós dois antecipar esse qualquer fim trágico que virá daqui a pouco. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ha.&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;Chora amor... Que a dor se dilui em lágrimas, não, não é sal, as lágrimas tem o gosto amargo de um coração afogado em dores qualquer.. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Podes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; escorar no meu ombro que eu não espero a dor passar porque ela só dará lugar a mágoas e lembranças e saudosas, doloridas ,ainda assim, de nostalgia. Mas sim meu bem, eu espero você dormir, mas depois eu vou embora, vou te olhar dormindo mais uma vez, e pela última vez. Até que o nosso nunca mais possa acabar um dia, assim como o nosso pra sempre acaba aqui. Com uma garrafa vazia de vodka nacional, um cinzeiro cheio de bitucas e cinzas, um cheiro de sexo, roupas jogadas e os cacos dos copos e vasos que você vai quebrar quando acordar, quase imaginando na parede o meu desenho, desejando profundamente que o meu carro bata contra o muro da esquina ou caia daquela ponte antiga no meio da cidade.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; responda a nenhuma carta que eu mandar querida. Cartas que estarão datadas de dias frios, nebulosos e alcoolizados. Dias em que vou estar sozinho em algum hotel, desejando alguma mulher que saiba fazer o que você faz, talvez depois de te escrever dizendo coisas melosas eu chame uma puta qualquer do hotel pra dar uma boa trepada.Você me conhece, sabe o quão sedutor e romântico eu posso ser com todo esse tesão reprimido. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;responda as minhas cartas, se possível nem as leia, pense qualquer coisa ruim de mim e evite quebrar mais vasos, você sabe aquele papo de não-me-venha-com-arrependimentos-amor-já-é-tarde-demais. Engraçado que se você me dissesse isso agora, eu não precisaria tentar te convencer que isso é o certo, enquanto você bêbada e trôpega quase não me ouve. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; me ligue querida, não me deixe te confundir outra vez. É claro que amanhã eu vou querer ouvir tua voz, amanhã eu vou querer me embebedar de você, mas eu preciso aproveitar esse súbito ataque de lucidez nessa noite embriagada pra fazer o que é certo, você sabe, bebidas me dão coragem, como quando bêbado eu fui pedir a tua mãe que te deixasse namorar comigo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; faça isso meu bem, não adianta se cortar, não adianta me bater, ou arranhar as paredes e rasgar os lençóis. Essa dor que não é só tua não vai sair, não vai doer como tuas cólicas e arranhões e volta e meia vai latejar doidamente em algum lugar entre o estomago, a bexiga e o pulmão, como se crescesse dentro de você e te impedisse de respirar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ha.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Calma aí. Você já sentiu essa dor alguma vez, eu não fui, nem serei o único a quebrar seu coraçãozinho princesa. Vamos ser realistas, o que foi que eu te dei? Algumas brigas feias com teus pais, uma casa apertada, o trabalho cansativo pra ajudar a comer essa comida ruim de anteontem, um pouco de diversão, bebidas alcoólicas, enjôos, incompreensão, falta de carinho. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Oh&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; meu bem, volta pra tua casa, volta pros teus pais, retoma um pouco da dignidade que brilhava nesse teu olhar, dedica-se mais aos teus estudos, retoma teu tempo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; meu bem, eu te levo até o banheiro. Ta tudo bem, querida eu seguro teu cabelo. E enquanto você pensa se eu estou falando sério ou se só vai durar até amanha, eu cuido pra que você não suje mais nada além da privada, e cuido da ânsia que me dá de te ver assim, jogada no chão sujo e frio dessa casa que até ontem não nos incomodava. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deixe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; estar que tudo vai passar, prenda teu cabelo, lave teu rosto, escove teus dentes que eu ponho aquele café forte e morno naqueles copos de requeijão pra você.Isso, toma um pouco! &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Venha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; se deite aqui na cama, enquanto eu arrumo um pouco do que não vai pro lixo amanha, porque aí você só terá mesmo que jogar tudo fora, lavar as coisas sujas, passar tudo a limpo. Se cobre, eu tiro tua roupa com cheiro insuportável de álcool, guaranás baratos e queijos mofados, sem olhar pro teu corpo agora de calcinha. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Te&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; faço uns cafunés, os últimos, te beijo a boca de hortelã, e assim que dormires, eu vou embora. Jogo as chaves de baixo da porta e deixo com você meus discos. A roupa alguém busca depois. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; pra você também minha outra metade, só por garantia, que é pra não correr o risco de um dia eu voltar atrás. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ha&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não se preocupe amor... Eu gosto de ficar sozinho às vezes, ficar na solidão entende? Ou curtir uma fossa como você diria..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrielly Soares ( 08/04/08 )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-257729931373162761?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/257729931373162761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=257729931373162761' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/257729931373162761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/257729931373162761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/04/sobre-abandono.html' title='Sobre Abandono'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6429672262808116380</id><published>2008-04-20T22:17:00.003-03:00</published><updated>2008-04-20T22:56:08.998-03:00</updated><title type='text'>Sobre Unilateralidade.</title><content type='html'>.Não esse não vai ser mais um conto, um conto desses meus normais. Não, por favor, não confunda não-normal, com algo especial, eu não teria essa pretensão. O que eu quero dizer com “não-normal” é que ele é, só, diferente, sem ser excepcional... Me compliquei, não foi? Tudo bem. Acontece que ele não vai ser igual ao outros, em que a narradora (ou quem quer que seja) brincando de Deus, em sua clarividência, sabe de tudo que se passa em todos os lugares e pensamentos.  Sabe o que “Ela” e “Ele” pensam ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;.Dessa vez eu serei, um tanto quanto, mais realista na minha unilateralidade. ! Não é assim que você chama? Unilateral. Eu até que gosto dessa palavra... Talvez gostasse mais se você não tentasse me ofender, dizendo que eu sou unilateral em excesso na tal da “vida real” como você chama. Mas o que você talvez não saiba que SIM realmente “a arte imita a vida” ou vice-versa... Eu só sei que as duas são tão interligadas em mim, que às vezes é difícil saber o que imitou o que, o que veio primeiro, se a idéia, ou a inspiração. Você me entende?&lt;br /&gt;.Talvez toda essa omnipresença ou omnipotência, sei lá, desses narradores ou personagens, sejam só uma maneira de eu tentar entender o porquê de determinadas reações, talvez seja um jeito de eu tentar adquirir um pouco dessa bilateralidade toda. Mas talvez toda essa tentativa só esgote a minha bilateralidade em algo que não seja você, você não, (olha a unilateralidade de novo) nós dois. Você me entende?&lt;br /&gt;.Ta tudo bem, eu também não entendo você às vezes, mas porque tanta necessidade de entender? Não dá pra aceitar-mos sem entender? Como a maioria das pessoas faz com a filosofia? Ou algumas mulheres com o futebol? Será que não podemos pular essa parte do entendimento e irmos direto para a aceitação? Algo como engolir sem mastigar? Aceitar sem reclamar? &lt;br /&gt;.Acho (unilateralmente) que a única coisa que devemos entender é afinal, o que, nesse turbilhão de coisas é que nos faz querer tanto um ao outro. E destrinchar, desmanchar tudo, jogando fora a precisão, o medo, a solidão, até acharmos o que sobra. Sabe, eu queria que sobrasse amor. Eu queria muito que sobrasse amor. &lt;br /&gt;.Mas e o conto? Sim, o meu conto. É sobre uma menina, sim uma menina sim. E o que tem essa menina? Ela está no quarto, trancada, no escuro. No teto algumas figuras estranhas dançam no ar penduradas por um fio bastante fino de linha branca. E eu consigo vê-las, ela consegue, (sim eu, ela) porque a luz do som que está ligado dá um tom de quase escuridão. &lt;br /&gt;.Alguma música que toca, que ela mesma colocou, aquela que ela, eu, acha, que ele, você, gosta, sabe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“And I'll always be waiting for you...” &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.E suspira de olhos fechados… Sentindo devagar algum sentimento que sobe a cintura e sentindo um arrepio que da cintura desce, enquanto alguma coisa quente e salgada sai em fio dos seus olhos, escorrendo até molhar o lençol em que ela se deita. &lt;br /&gt;.Você saber por que ela chora? Eu sei. Ela chora porque ela quer muito alguém. Ela chora porque ela ama alguém mais do que a ela mesma. “Sem personalidade” diriam alguns... “Sem amor próprio” ou até “Coitada, tão tola”. Egoístas. Todos. Não sabem o sacrifício que é abdicar pelo outro, sabe esse negócio de amar exige esforço. Ela é generosa e não egoísta. &lt;br /&gt;.Mas fundamentalmente não era por isso que ela chorava. O relacionamento dela não ia muito bem há algum tempo. Eles se desentendiam tanto, brigavam tanto, mas se amavam tanto. Às vezes nessas noites de sentimentos cintura acima, cintura abaixo, olhos afora, narinas adentro, ela queria tanto que ele dissesse que tudo ia ficar bem, queria que ele dissesse o que ele pensava, sentia, vivia, fazia. Ela queria saber dele, dos tormentos e dos medos dele. Ela estava tão cansada  de saber dela, ser dela e ter só a ela. .&lt;br /&gt;.Não, eu não vou me estender! Meu conto é sobre uma menina que chora sozinha, no escuro do seu quarto, por querer saber do namorado, ser do namorado, ter o namorado. &lt;br /&gt;.E sabe, eu não posso mudar o rumo dessa história, não posso fazê-la sofrer menos, porque eu não sei o que Ele pensa, o que Ele quer. E eu não posso sequer prosseguir com essa história, porque nesse conto, eu, ela, a narradora, é, somos, não-omnipotentes, não-omnipresentes. &lt;br /&gt;.Então, ela vai chorar ouvindo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Oh, did you want me to change? Well, I’ve changed for good” &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até conseguir pegar no sono. &lt;br /&gt;.Sentiu a unilateralidade nisso tudo ? Então, é isso, eu estou tentando esgotá-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrielly&lt;br /&gt;17/04/07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Desilusões amorosas sempre ajudam. Que continue assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6429672262808116380?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6429672262808116380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6429672262808116380' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6429672262808116380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6429672262808116380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/04/sobre-unilateralidade.html' title='Sobre Unilateralidade.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3883351220378344233</id><published>2008-04-15T20:45:00.003-03:00</published><updated>2008-04-15T20:51:14.872-03:00</updated><title type='text'>Sobre Suficiência.</title><content type='html'>De longe eu não sou quem você, ou sua mãe, sonhou pra você. Tampouco você é aquela pessoa a qual eu me referia de boca cheia em minhas orações. Eu odeio os seus vícios, odeio suas manias, os seus gostos, as suas músicas, as suas comidas preferidas. Eu odeio o jeito como não me ouve, odeio o seu orgulho, a sua independência, eu odeio a sua falta de consideração, eu odeio o jeito como me ama, eu odeio seu desapego, eu odeio tudo que em você se refere a mim. Mas e se eu te disser isso? E se você decidir e perceber que eu não sou alguém pra você?  E se você decidir que eu não faço falta em sua vida? No seu dia-a-dia?  Não importa. Eu só preciso que você saiba que mesmo com tudo isso é do seu lado que eu tenho os melhores momentos, os melhores sentimentos, os melhores sorrisos, as melhores alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevendo menos, lendo muito. Lendo muitas coisas que me traduzem e me tiram a necessidade de escrever. Desculpem o descaso aqui. Remexendo arquivos e postanto o que já senti, uma vez e mais uma vez e uma vez mais. Recomendo: Clarice Lispector e Caio Fernado Abreu ( Amo! ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3883351220378344233?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3883351220378344233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3883351220378344233' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3883351220378344233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3883351220378344233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/04/sobre-suficincia.html' title='Sobre Suficiência.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3949265598008196280</id><published>2008-04-06T19:29:00.001-03:00</published><updated>2008-04-06T20:10:04.924-03:00</updated><title type='text'>Sobre Confusões.</title><content type='html'>Não que ela quisesse estar em algum lugar especial, ela só não queria estar ali. Naquela sala cheia de gente dispersa, onde se podia contar nos dedos as pessoas que realmente queriam saber da inserção da Economia nas Ciências Sociais. E enquanto o homem de cabelos quase calvos falava a frente de todos, alguns mexiam em seus celulares, mp5 e tecnologias do escambal a 4, outros simplesmente fingiam que ouviam e outros liam ou escreviam como ela. Talvez quem estivesse ali na frente nem percebesse ou nem ligasse, não faz mal.&lt;br /&gt;Não que ela soubesse o que queria que ele dissesse, só não queria que ele tivesse dito aquilo ali. Aquilo que ela cabisbaixa e concentrada lia durante a palestra. Ela só esperava mais, e sabe como dói esperar mais do que se pode receber? Dói como rejeição, como esforço que se torna inútil por não ser reconhecido. Dói como pisar em pregos, dói como a incapacidade de se dar por inteiro, e dar sempre menos do que o outro precisa, mas isso ela não entendia porque ela era todo amor, ela era toda entregue. &lt;br /&gt;Não que ela não entendia que existissem formas diferentes de amar, só não achava que esse fosse o caso. Não achava ser provável a hipótese de ele amá-la de um jeito diferente. Porque amor é amor. E de maneiras diferentes enlouquece, desmancha, destrói, enfraquece. E ela não via isso nele, não sentia isso nele. Mas isso , como ele dizia na carta, doía nele também e o enlouquecia, o desmanchava, o destruía, o enfraquecia.&lt;br /&gt;Não que eles não se dessem bem, só não se entendiam.&lt;br /&gt;Não que eles não se aceitassem, só que se esclareciam.&lt;br /&gt;Não que eles não pudessem ficar juntos, só... Não nasceram para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3949265598008196280?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3949265598008196280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3949265598008196280' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3949265598008196280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3949265598008196280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/04/sobre-confuses.html' title='Sobre Confusões.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3015272643176525857</id><published>2008-03-31T09:58:00.000-03:00</published><updated>2008-03-31T10:08:37.426-03:00</updated><title type='text'>Sobre DESobediência</title><content type='html'>Eu quero alguém pra mandar em mim. Eu quero alguém que me diga o que fazer com as minhas milhares de horas vagas por dia, eu quero alguém que me diga aonde ir aos fins de semana, quero alguém que me diga pra trocar de roupa por achá-la curta e me dizer que sou dele. Eu quero alguém que me diga o que escutar, que música dançar, de quem gostar, Eu quero alguém que mande em mim. &lt;br /&gt;Eu quero alguém que me diga o que assistir, quero alguém que me mande ficar em casa, que me mande largar os meus sonhos e planos só pra poder seguir os seus passos. Eu quero alguém que me diga sobre o que escrever, alguém que me diga em que acreditar, alguém que me dia em quem confiar. Eu quero alguém pra mandar em mim.&lt;br /&gt;Eu quero alguém que me diga o que é certo e o que é errado, alguém que me diga o que é ruim sem que eu tenha que de sofrer na pele. Alguém que me diga que direção tomar, com quem discutir, do que duvidar, alguém que me diga pra fugir, alguém que me diga pra desistir, pra chorar, pra andar, pra correr, alguém que me diga em que hora devo sorrir, gritar e me calar. Eu quero alguém que mande em mim. Eu quero é alguém pra DESobedecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3015272643176525857?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3015272643176525857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3015272643176525857' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3015272643176525857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3015272643176525857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/03/sobre-desobedincia.html' title='Sobre DESobediência'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-2002446739866750536</id><published>2008-03-25T09:10:00.002-03:00</published><updated>2008-03-25T09:32:14.511-03:00</updated><title type='text'>Sobre verdades</title><content type='html'>Era tudo uma questão de se falar a verdade. Não, minto, agora era uma questão de se acreditar no que era dito. Ele não contava tudo sempre, às vezes omitia algo que pudesse causar brigas, mas mentir ele não faria. Ele sempre foi sincero e isso talvez ela não saiba. Tão sincero que em sua ingenuidade de lhe contar os erros passados, lhe revelava as mentiras que contara a outras pessoas. Talvez por agora ela saber dos erros que ele cometera, talvez por agora ela saber que no passado ele não fora tão honesto, ela não acreditava nele agora. Talvez por não ser como ele e ter necessidades, vontades, sonhos e futuros diferentes ela não entendia os motivos dele, ou por egoísmo, autodefesa, prepotência, porque ele agora tomava as decisões não acertadas e indecisas dizendo que a culpa era dela, a culpa era do que ela fazia com aqueles milhares de defeitos que ela deixava na estante como livros empoeirados e sem querer admitir qualquer tipo de culpa, sem se lembrar dos livros na estante e sem querer livrá-los da poeira acumulada, ela só não entendia, não acreditava no que ele dizia, e seria assim que ela o veria ir embora. E ela ficaria ali, sentada no sofá, pensando no que havia pro trás das mentiras que ele contava, mas que revelaria para outra pessoa, que não ela. Outra pessoa que iria ouvir as verdades dele, as tragédias diárias dele e a história dela, de como ela foi injusta ou injustiçada, outra pessoa que um dia vai tomar o lugar dela. Um dia, talvez não tão longe. Mas agora, enquanto ele em pé discursava seus motivos... Agora, era uma questão de se acreditar no que era dito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-2002446739866750536?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/2002446739866750536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=2002446739866750536' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2002446739866750536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/2002446739866750536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/03/sobre-verdades.html' title='Sobre verdades'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-7131294052081830743</id><published>2008-03-12T17:50:00.000-03:00</published><updated>2008-03-12T17:51:22.330-03:00</updated><title type='text'>Sobre Mentiras.</title><content type='html'>O Telefone DELE toca. Ela pega. Mensagem. Ela lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"“ Oi, eu estava com saudade,&lt;br /&gt;você sumiu, me liga, beijos.&lt;br /&gt;Ass.: Denise. ""&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele toma o telefone da mão dela, (Afinal o telefone lhe pertencia e não a ela) lê e pensa.&lt;br /&gt;Pensa em algo pra falar assim que ela lhe perguntar, talvez não a verdade, nem a completa mentira,&lt;br /&gt;só algo que a convença, já fizera isso mais vezes, sabia em qual tipo de história ela acreditaria.&lt;br /&gt;Ele a conhece tão bem!! Afinal fazia 1 ano que namoravam. [pensava ele]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se minutos de silêncio. Ele queria explicar e ela... ela já nem sabia se queria mesmo saber. &lt;br /&gt;Ele estava inquieto, como quem mente ao contar uma história absurda, afinal, as historias absurdas são sempre assim, &lt;br /&gt;como um all-in numa partida de Pôquer, ou se ganha ou se perde tudo, mas a historia dele nada tinha de absurda, &lt;br /&gt;era simplesmente... uma historia, ou mais uma história.&lt;br /&gt;Ela sabia que ele queria explicar, então, ela fazia de conta que não queria saber. &lt;br /&gt;Ela também o conhecia... e sabia que mesmo sem ela perguntar ele acabaria contando, ou se explicando.&lt;br /&gt;Ela não daria uma de namorada ciumenta agora, embora por dentro se roesse de curiosidade e.... ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E então, não vai me perguntar quem é??&lt;br /&gt;-Não, não vou.&lt;br /&gt;[ela falou serena e fingida]&lt;br /&gt;-Ué, mas eu quero te dizer!&lt;br /&gt;-Então não precisa de eu perguntar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava meio nervosa, ali na porta da casa dela ela poderia resolver tudo tão fácil, &lt;br /&gt;era só dizer boa noite e entrar, no caso de uma discussão, mas mesmo assim decidiu não ouvi-lo, &lt;br /&gt;não queria ficar com aquela velha sensação de estar sendo enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não precisa falar nada, deixa eu evitar que você conte uma nova mentira na qual eu sempre acabo acreditando, &lt;br /&gt;mesmo me achando uma idiota por confiar em você e sabendo que estou acreditando em mais uma de suas histórias,&lt;br /&gt;eu sempre acabo acreditando.&lt;br /&gt;-Amor?!&lt;br /&gt;-ME beija?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se beijavam ele pensava que talvez não a conhecesse tão bem quanto pensava &lt;br /&gt;e ela pensava se era pior não ser enganada descaradamente,&lt;br /&gt;ou se seria pior ouvir dele mentiras e ela ter que fingir que acreditava. &lt;br /&gt;Então ela resolveu mais uma vez passar por cima disso tudo, &lt;br /&gt;não queria ficar sem ele, ou não queria ficar só,&lt;br /&gt;mas afinal, não continuou a mesma coisa? &lt;br /&gt;Ela fingindo que não tinha nada a incomodando? &lt;br /&gt;Mas ela se deixou levar pela covardia, porque ela sabia que daqui a algumas horas, &lt;br /&gt;carinhos, palavras e juras de amor ela esqueceria de tudo que se passou. &lt;br /&gt;Ela já não queria mais pensar... e tentou fazer daquele fim de noite algo mais agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você me leva ao cinema amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ficaram ali fingindo um para o outro, &lt;br /&gt;se beijando, conversando, até que a hora de ele ir embora chegasse,&lt;br /&gt;porque cada um tinha seus afazeres na manha seguinte. &lt;br /&gt;E ela foi dormir com incrivelmente nova e desagradável sensação de... estar sendo enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 de Julho de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-7131294052081830743?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/7131294052081830743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=7131294052081830743' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7131294052081830743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/7131294052081830743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/03/sobre-mentiras.html' title='Sobre Mentiras.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6687993193063356444</id><published>2008-03-05T00:27:00.001-03:00</published><updated>2008-03-05T00:27:42.504-03:00</updated><title type='text'>Sobre Fraquezas.</title><content type='html'>Ela acordou meio jogada, ali na sala, naquele “maldito sofá de 300$, que não combinava com nada”, diria ele, com o braço dormente e com uma dor no pescoço pelo mau jeito. &lt;br /&gt;Eram 16h, e porque diabos ela não havia ido trabalhar hoje? Porque era dia 23 de Maio, era um dia nublado, frio, triste, nostálgico, monótono. Por nada. Só porque havia acordado pensando nele. “Só porque queria um tempo pra ficar a sós com as suas idéias, as quais precisavam urgentemente de lapidação.”, diria ele, ou talvez dissesse “Diz que ficou para passar mais tempo comigo?” que era o que ele dizia quando ela acordava bastante atrasada.&lt;br /&gt;Ela se sentou no sofá, mexendo as mãos, o braço dormente e um exercício qualquer para o pescoço. Ela ainda estava de roupão e como sempre nenhum chinelo por perto, “Por isso não sara essa tua tosse!”, diria ele. &lt;br /&gt;Ela foi à cozinha e se lembrou dele ao pegar o café, ele sempre deixava a cafeteira aberta. Se ela tomasse tanto café quanto ele, talvez seu trabalho rendesse mais, ou as lamentações se multiplicassem mais e mais. Talvez um pouco mais de maracujá e ele ainda estaria ali, dizendo as coisas que ela era acostumada a ouvir; brigas, reclamações, cuidados, coisas as quais ela sentia falta.&lt;br /&gt;Talvez esse tempo pudesse ser bom para eles, tempo pra ver que se precisam, pra ver que se aborrecem, pra ver que precisam se surpreender um com o outro, pra ver que se amam. E foi disso que ela acordou sentindo falta, do “você me irrita”, do “me deixe ver o jornal”, do “vou sentir sua falta”, do “eu te amo”.&lt;br /&gt;Foi quando pensava no “eu te amo” que esqueceu a cafeteira aberta, deixou a xícara de café na cozinha e voltou correndo pra sofá, se encolhendo debaixo das cobertas, tentando evitar se quer olhar pro telefone. Porque o final dessa história ela também conhece; ela para com o café, corre pra sala, pega o telefone, liga pra ele e diz algo como “eu não sei o que fazer quando você não está comigo” e ele como se atendesse a um chamado dela por pena e não por precisão mútua, volta, como um super-herói tentando ajudar a mocinha. &lt;br /&gt;E só por uma vez ela não queria ser a mocinha necessitada, ela não queria heróis nessa história. Mas será que dessa vez, só dessa vez, ambos poderiam assumir suas fraquezas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela só queria que o super-herói tirasse a máscara, a fantasia e pudesse falar um pouco mais sobre criptonita. Mas isso ela também sabe; ele não fala de suas fraquezas. &lt;br /&gt;“Falar de suas fraquezas é enfraquecer-se mais um pouco”, diria ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(24/01/08)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6687993193063356444?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6687993193063356444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6687993193063356444' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6687993193063356444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6687993193063356444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/03/sobre-fraquezas.html' title='Sobre Fraquezas.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8958312867321182262</id><published>2008-03-03T00:28:00.002-03:00</published><updated>2008-03-03T00:31:30.337-03:00</updated><title type='text'>Sobre Indecisão.</title><content type='html'>Ela estava muda esta noite. Justo essa noite, a qual ela tinha esperado tanto, pra poder dizer, gritar, soar, chorar todas as decepções gota a gota até expeli-las totalmente. Ela aguentara por tanto tempo esse engasgamento. Tanto, que agora isso a deixara muda, sem voz. Todas aquelas decepções e problemas acumulados, agora não saiam, pelo nó na garganta. E cada vez que ele lhe pedia respostas (que ela não podia dar agora) uma dor no peito apertava ainda mais o nó na garganta.&lt;br /&gt;- Será que você pode desculpar as coisas que eu fiz? &lt;br /&gt;“O que? Todas as vezes que fez sentir culpada sem ao menos ter feito nada? Todas as vezes que amei sozinha, sofri sozinha, chorei sozinha? Se você assumisse suas culpas até seria mais fácil.” Ela pensou, mas não o disse. E murmurou.&lt;br /&gt;- Eu não sei se consigo! Não sei se consigo de novo.&lt;br /&gt;- Eu amo você.&lt;br /&gt;Aquela frase era tão sincera como nunca teria sido talvez por isso doesse, e doía, ah. como doía. Ela sentia uma dor a cada vez que ele pedia pra voltar, a cada vez que ela pensava que não, a cada vez que ele pedia perdão, a cada som, tom, letras e frases de toda aquela declaração. Era tanta dor que ela sinceramente queria dizer que não, que ela ficou com medo de ser um sinal, de ser pra sempre assim, essas dores, essas cores, essa repetição. Era como se ele soubesse enfraquecê-la, ela estava fraca por tentar resistir, por tentar controlar, por tentar entender toda aquela dor. O “eu te amo” dele agora era um peso, que ela teria de carregar estando ou não com ele. Não era prazeroso ouvir nem sentir, era doloroso.&lt;br /&gt;Por tantos dias teria esperado pra poder dizer tudo o que queria o que tinha vontade e o que era apenas frases de efeito que ela teria planejado. Nada, não saia nada. &lt;br /&gt;Ela sabia o que fazer como fazer, e à hora de se fazer. E dizia coisas tão sinceras que a ela só restavam as possíveis mentiras. Era como se ele soubesse enfraquece-la. E de tão fraca ela disse mesmo que sim, tendo a certeza de um não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8958312867321182262?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8958312867321182262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8958312867321182262' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8958312867321182262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8958312867321182262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/03/sobre-indeciso.html' title='Sobre Indecisão.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-4626820542701323804</id><published>2008-02-26T17:49:00.000-03:00</published><updated>2008-02-26T18:35:11.918-03:00</updated><title type='text'>Sobre Diferenças</title><content type='html'>Fazia alguns dias que ela que ela não dormia bem. Dormia tarde, acordava cedo e os sonhos dela quase sempre eram interrompidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 03h27minh e ela acordara, assustada, não com o sonho que tivesse tido, mas com aquele sonho que ela vivia, o sonho do qual jamais poderia acordar. Pessoas como ela, quando tem problemas pensam demais, mas a única coisa que seus pensamentos lhe trariam aquela noite seria uma maldita insônia. Pense bem às 03h27minh da manhã você não vai achar nenhuma solução racional, pra nenhum problema urgente. A não ser que seja uma dor enorme na bexiga, daí você levanta, vai ao banheiro e faz xixi e volta a dormir. Ela com aqueles problemas todos e pra completar; insônia. Amanha estaria com um mal-humor tremendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continuou pensando, pensando naqueles problemas pros quais ela não tinha solução, ela percebeu que não poderia resolver esses problemas, sozinha, não esses que a incomodavam tanto e não envolviam só a ela. Então ela chorou. Ela gostava de ter tudo a sua mão, planejar antecipadamente, resolver, controlar, ta aí ela era controladora. Por isso ela chorou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03h31minh na sua cama, deitada no escuro, debaixo das cobertas, encolhida; ela chorou porque tinha medo, porque sentia o peso da incerteza do futuro, porque ela sabia que apesar de estar ali ao lado dele, amanhã seria um outro dia e ela tinha medo das cores, dos ventos, dos sons e dos sentimentos que pudessem afastá-lo dela. Ela chorou porque enfim pode ser dona de alguma coisa, mas uma coisa que ela perderia. Ela chorou porque ele a abraçava forte agora, sem entender o porquê daquele choro. Ela chorou porque ela seria sempre dele e porque isso a mataria isso a corroeria todos os dias e todas as noites em que ele não estivesse lá. Ela chorou porque esse era mais um fim de semana em que ela teria de dizer " eu te espero ", ou " até mais ", ou " não se perca ", ela chorou porque ela queria explicar tudo isso a ele sem que ele pudesse achá-la ridícula, ou ingrata, ou profunda, ou exagerada como sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito de demonstrar os sentimentos era o que mais diferia ele, dela. Ela nunca o vira chorar, nem lastimar, nem desabar, mesmo com aqueles problemas todos, mesmo com a distância, com a insegurança, mesmo com as complicações, com a falta de esperança. Mas o fato é que, sim, ele a amava, a seu modo claro, mas amava. A verdade é que eles viviam, amavam e sofriam em intensidades diferentes. E não se pode dizer quem é que ama mais que o outro. Mas nesse momento ele a abraça forte e ela chora, também, por achar que esse alguém; é ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-4626820542701323804?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/4626820542701323804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=4626820542701323804' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4626820542701323804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/4626820542701323804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/02/sobre-diferenas.html' title='Sobre Diferenças'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-5390901443325183842</id><published>2008-02-20T19:13:00.003-03:00</published><updated>2008-04-25T21:02:46.690-03:00</updated><title type='text'>Sobre Interpretação.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/R7ymY9d51PI/AAAAAAAAAE4/25dS4F4NMUo/s1600-h/Post.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/R7ymY9d51PI/AAAAAAAAAE4/25dS4F4NMUo/s400/Post.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169189420061545714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ela é infeliz ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Te digo que é. Ela é movida pela paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E o que de mal há nisso? Somos todos movidos pelas paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ouça bem, eu disse; Ela é movida pela paixão. No singular! Acontece que a paixão por alguém a move em todo e qualquer segmento; amoroso, social, profissional, acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E o que de mal há nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* É que sozinha ela é infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas ela está sozinha agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ela acha que está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E porque ela é tão quieta? Porque ela não grita, se dilacera, pede ajuda? Porque ela não assume que precisa de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ela espera que não percebam. Ela espera que não vejam o quão vazia, oca e desinteressante ela é. Porque deve ser horrível se sentir vazia como ela se sente. Alguém que precisa incessantemente de algo que a complete. Ela espera que não percebam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deve ser um tédio ser ela não é? Alguém que ostenta o tempo todo, uma casa de fachada tão bonita, tendo que esconder a estrutura podre com madeiras corroídas por cupins. E o que ela faz?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* Ela enfeita os jardins da casa, mas não leva nenhum jarro de flores pra dentro. Pinta as paredes, ilumina com luzes brancas por fora, escondendo o interior sujo, escuro e cheirando a mofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E o que ela espera com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Alguém que não tenha tempo de olhar pra dentro. Que olhe aquela casa por fora e se apaixone por ela antes de entrar e remexer lá dentro, onde só ela sabe o que tem. Onde só ela sabe o que cheira mal, o que é podre e o que é fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas que bobagem. Deve haver mais alguém que precise de paixões. Ela não precisa se esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Não, ela não precisa. Mas ela não quer que saibam o quão podre é a sua existência. Ela só não quer que saibam que ela veio ao mundo para amar inutilmente tudo aquilo que a faz bem. Ela não quer que saibam da precisão desesperada que ela tem de prender, guardar, reter tudo o que lhe causa prazer, alegria ou dor.  Afinal, as pessoas não entendem porque tanta precisão. Ela não quer que saibam que ela é incompleta, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas que bobagem! Como é que você pode tirar isso de uma foto? Isso tudo é uma bobagem Rafael. Será que agora você pode parar de olhar pra ela, tirar a sua roupa e tomar uma ducha ou ir pra banheira comigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-5390901443325183842?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/5390901443325183842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=5390901443325183842' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5390901443325183842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5390901443325183842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/02/ela-est-infeliz-te-digo-que.html' title='Sobre Interpretação.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__yAJkJG9fFc/R7ymY9d51PI/AAAAAAAAAE4/25dS4F4NMUo/s72-c/Post.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8488104953862804577</id><published>2008-02-19T15:29:00.000-03:00</published><updated>2008-02-19T15:30:25.462-03:00</updated><title type='text'>Sobre Destino</title><content type='html'>Você já olhou pra vida de alguém e pensou: Essa era pra ser a minha vida? Não que aquela vida seja melhor, ou mais luxuosa, ou mais gostosa, ou mais fácil, simplesmente era pra ser sua, se você tivesse tomado às atitudes necessárias. Quando você muda suas escolhas isso influencia diretamente no seu futuro. E as minhas escolhas me levaram `a lugares bem longe e diferentes dessa vida. &lt;br /&gt;Eu conheci um cara, que tinha tanto brilho nos olhos ao falar de seus sonhos, que ele seria capaz de chegar a qualquer lugar, seria um presidente, um ator, um diretor renomado, ou um médico. Não, ele não queria ir tão longe, ele só queria estudar, um diploma, se formar, talvez elétrica, ou mecânica, algo que tinha a ver com o seu trabalho na época. Hoje os olhos dele brilham quando fala da mulher, ou da filha, ou dos poucos móveis sendo pagos aos pouco em prolongadas prestações, daquela casa alugada, ou da programação de Domingo, do filme alugado de Sábado. Deve haver um pouco de dignidade nisso tudo! &lt;br /&gt;Ele quis namorar comigo. Eu me casaria com ele. Se o tempo não tivesse passado, se os sentimentos ainda fossem os mesmos, se não aparecessem outras oportunidades, se as minhas escolhas não tivessem mudado. &lt;br /&gt;Hoje eu vi naquela vida algo que era pra ser meu. Aquela menina de 16 anos, que tem uma filha de seis meses, que pode ver na filha dela a sua herança para o mundo, que mora em uma colônia onde todo mundo sabe da vida de todo mundo, perto de uma usina de cana, que não corta o cabelo porque o marido não deixa, que não fura a orelha da filha porque o marido não quer, que fica em casa cuidando da filha, da casa, das coisas do marido, cuidando pra que os vizinhos não tenham o que falar dela, ou se quer da vida deles. Deve haver alguma dignidade nisso tudo! &lt;br /&gt;Porque no fim os meios são mesmo justificáveis. E se ela mora lá, naquele mundo afastado da cidade, da correria, se ela parou de estudar pra morar com alguém e ter filhos, naquelas ruas não asfaltadas, empoeiradas, onde um caminhão pipa da usina vai jogar água nas ruas pra abaixar a poeira, onde ela não faz nada sem a permissão dele, se ela foi morar lá é porque ela o ama. E no fundo sabe que ele a ama também.&lt;br /&gt;Deve haver um pouco de dignidade nisso tudo, mas eu não vejo, não consigo ver, porque fomos criadas diferentes, estudamos com finalidades diferentes, nossos pais se importavam com coisas diferentes. E que me desculpem as donas de casa, mas eu não nasci pra ser Amélia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8488104953862804577?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8488104953862804577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8488104953862804577' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8488104953862804577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8488104953862804577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/02/sobre-destino.html' title='Sobre Destino'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1242206632735722367</id><published>2008-02-12T21:20:00.000-03:00</published><updated>2008-02-12T21:21:20.317-03:00</updated><title type='text'>Sobre Orgulho.</title><content type='html'>A visão turva dava-lhe a impressão de embriagues. O sono dava-lhe a impressão de estar dopada. Estar sozinha dava a ela a impressão de estar sozinha. E estava mesmo sozinha. &lt;br /&gt;Por tanto tempo vinha tentando numa árdua tarefa afastar todos os amigos que tinha, ora consciente, ora não. Quão dedicada ela foi que o êxito veio com o tempo. Sem ao menos se dar conta esperava agora todas as noites por qualquer telefonema, todos os dias por alguma carta, convite; casamento ou batizado. Mas apesar de estar sozinha ela se sentia incrivelmente orgulhosa. Porque apesar dos convites de batizados, formaturas e vernissages que ela sempre recebia, ela realmente não tinha amigos. E ela estava orgulhosa de não ter amigos? Ela estava orgulhosa de conseguir, de ter traçado uma meta e realizado com sucesso. É ela estava tão acostumada com êxitos profissionais que há tanto tempo não sentia as borboletas no estômago de qualquer conquista nova, que vinha de outros rumos, outras continuações. &lt;br /&gt;Naquele apartamento de paredes cor tons pastéis, cheio de figuras recortadas que no fim nunca se encaixavam papéis espalhados pelo chão, desenhos, revistas, copos, garrafas, cinzas, fósforos, fotos, naquele apartamento escuro que ficava naquela loucura metamorfósica do centro da cidade (em que nas noites, se podia ouvir o barulho da freada dos carros que quase não paravam naquele cruzamento, em que nos dias a buzina não deixava espaço nem mesmo pra o motor daqueles ônibus coletivos).&lt;br /&gt;Ela deixava a janela aberta, a luz da lua e a brisa da noite deixavam ver os pedaços de panos cor de pêssego que ela insistia em chamar de cortina, se mexerem levemente. Deixava ver o telefone na mesinha, abaixo do abajur desligado, do lado do sofá onde ela estava. A lua que estava cheia e invadia a janela dela, clareava também toda a metade da sala onde ela estava, clareava parte do rosto dela. E se você pudesse ver ela agora, veria aquele semblante tranqüilo e aquele sorriso de quem se delicia no rosto quase iluminado dela, ali, como um cão de guarda assegurando a sua vitória. A vitória solitária e amarga que era só dela, o êxito de conseguir algum sucesso na vida pessoal, um sucesso sem glória, prêmio ou platéia se quer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1242206632735722367?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1242206632735722367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1242206632735722367' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1242206632735722367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1242206632735722367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/02/sobre-orgulho.html' title='Sobre Orgulho.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1085196593427610417</id><published>2008-02-08T18:45:00.000-03:00</published><updated>2008-02-09T11:29:03.520-03:00</updated><title type='text'>Sobre sonhos.</title><content type='html'>É isso aí, vamos olhar os nossos sonhos destroçados no chão e lamentar, mais nada. Vamos chorar pelo que ficou pra trás, lamentar o que não virou realidade, deplorar as oportunidades que não tivemos, vamos nos lastimar, mais nada. Já está tarde, não há mais tempo, amanhã sonhamos outras coisas, ou as mesmas. Hoje já não há mais tempo pra planejar outros rumos, calcular novas saídas, tentar de outras formas, imaginar outras vidas. Hoje já não há mais tempo, vamos olhar nossos sonhos destroçados pelo chão, como os nossos corações, e lamentar, mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1085196593427610417?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1085196593427610417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1085196593427610417' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1085196593427610417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1085196593427610417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/02/sobre-sonhos.html' title='Sobre sonhos.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1632066425119700606</id><published>2008-02-05T17:01:00.000-03:00</published><updated>2008-02-07T14:39:45.482-03:00</updated><title type='text'>Sobre o Passado.</title><content type='html'>Eramos 3. &lt;br /&gt;Eu ela e alguma sombra qualquer do passado que as vezes parecia se instalar entre nós. Era como se precisássemos um do outro para sobreviver no presente pelas lembranças do passado. E relutávamos em admitir algum estrago que o passado pudesse fazer no presente, afinal "passado e passado"; repetiamos incessantemente quando as discuções começavam. &lt;br /&gt;Era como se ela pusesse todas as outras no chão, como se, com ela, eu tivesse a impressão de que eu realmente não tivesse um passado e tudo o que eu conhecesse fosse só um filme triste passado na sala de um cinema qualquer e que eu jurei não tornar realidade nunca e isso justificava o medo de a história se tornar realidade ( e não mais medo de ela se repetir ). Mas quando eu não estava com ela era como se tudo tivesse mesmo acontecido e eu estivesse vendo acontecer denovo. &lt;br /&gt;E o corpo dela está aqui agora, mas eu não sei onde ela está, eu não sei qual a sombra que a atormenta, qual o medo, o que ela pensa, eu não sei onde está a parte que deixa o corpo dela mais quente, eu não sei onde está o meu equilíbrio, a minha sanidade. Eu ja nem sei se ela está aqui. &lt;br /&gt;Na verdade agora eu não sei mais se eu vivi tudo aquilo, se eu senti ou se eu estava mesmo naquela sala de cinema escura, fria e quase vazia, chorando e jurando que eu nunca deixaria aquilo acontecer comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1632066425119700606?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1632066425119700606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1632066425119700606' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1632066425119700606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1632066425119700606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/02/sobre-o-passado.html' title='Sobre o Passado.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1564705251782894842</id><published>2008-01-30T23:07:00.000-03:00</published><updated>2008-01-30T23:09:22.740-03:00</updated><title type='text'>Sobre insônia.</title><content type='html'>Uma caneca de chocolate quente, meias, pijama, cobertores, uma poltrona confortável, um CD da Norah Jhones e um namoro conturbado. E ninguém precisa de mais nada pra ter uma puta insônia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1564705251782894842?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1564705251782894842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1564705251782894842' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1564705251782894842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1564705251782894842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/01/sobre-insnia.html' title='Sobre insônia.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-9197812814410310340</id><published>2008-01-28T21:54:00.000-03:00</published><updated>2008-01-28T22:21:19.061-03:00</updated><title type='text'>Sobre mudanças.</title><content type='html'>Não. Você não vai mudar. Nem hoje, nem amanhã, nem semana, mês ou ano que vem. Você não vai mudar eu sei. &lt;br /&gt;Não. Isso não quer dizer que eu não vá te dar uma outra chance. Talvez essa chance nem seja pra você, nem seja pra nós dois, essa chance talvez seja pra mim. Se você não muda, eu faço de mim mutante, faço de mim maleável, discartável. Essa é a última chance, a última chance que eu me dou pra me adaptar à você, às coisas que me chateiam, às suas manias que me incomdam e à sua personalidade latente. Eu sei, eu fui intolerante, impaciente, tentei mudar você, tentei mudar coisas que eu devia ter tentado aceitar. Eu fui a garotinha mimada que você sempre odiou em mim e que eu sempre disse que não existia. Eu fui ela e continuo sendo agora, deixando você assumir a culpa, a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;minha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; culpa. Mas você não sabe, não vai saber, não vai saber de quem tem ou não tem culpa, você não vai saber da sua sorte. Só fique comigo assim, me abraçando forte, me tendo em seus braços, como quem tem medo de perder, como quem sabe que tem sua última chance, como quem já errou demais e se arrependeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-9197812814410310340?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/9197812814410310340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=9197812814410310340' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9197812814410310340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9197812814410310340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/01/sobre-mudanas.html' title='Sobre mudanças.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-3837322689668987788</id><published>2008-01-26T18:20:00.000-03:00</published><updated>2008-01-26T18:24:37.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando chega ao fim, a gente tenta desesperadamente encontrar uma desculpa pra não acabar e deixamos de ver como a um palmo da gente tem um abismo. Não tem como seguir em frente. Então o jeito é voltar na última bifurcação e escolher outra direção. &lt;strong&gt;Assim que você parar de chorar descontroladamente pelos sonhos que acabaram ficando pelo chão&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-3837322689668987788?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/3837322689668987788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=3837322689668987788' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3837322689668987788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/3837322689668987788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/01/quando-chega-ao-fim-gente-tenta.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-6614047057533409924</id><published>2008-01-07T12:27:00.000-03:00</published><updated>2008-01-07T12:30:45.389-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Porque eu acredito quando você mente ?&lt;br /&gt;- Porque você acredita se sabe que é mentira ?&lt;br /&gt;- As suas mentiras são tão doces, meu bem. O que faz com que elas sejam tão doces ?&lt;br /&gt;- Eu achei que o gosto disso fosse azedo.&lt;br /&gt;- Seria se você as contasse de outro jeito.&lt;br /&gt;- De outro jeito eu não teria você, querida.&lt;br /&gt;- Azedo ou doce, as mentiras te farão me perder.&lt;br /&gt;- Sem elas eu já teria te perdido.&lt;br /&gt;- Pra que adiar o inevitável ?&lt;br /&gt;- Porque você sempre me pede pra ficar mais dez minutos ?&lt;br /&gt;- Porque eu não posso te pedir pra ficar pra sempre.&lt;br /&gt;- Se eu te dissesse que quero que você fique pra sempre, você ficaria ?&lt;br /&gt;- Não. Não sentindo esse agridoce nisso tudo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-6614047057533409924?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/6614047057533409924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=6614047057533409924' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6614047057533409924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/6614047057533409924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/01/porque-eu-acredito-quando-voc-mente_07.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-9138092562939272351</id><published>2008-01-03T22:46:00.001-03:00</published><updated>2008-01-03T23:02:01.123-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;" Talvez de tanto egoísmo eu queira, realmente, pedir que você fique. " &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Raíza Moraes Souza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por amor, por precisão, talvez por capricho, por medo; da solidão, da noite, do vazio, da ausência, talvez por egoísmo eu queira pedir que você fique. Mas eu não vou. Não vou por orgulho,  por desistência, por experiências anteriores, por cansaço, por resistência, ou talvez por amor... pelo meu amor... o amor próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-9138092562939272351?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/9138092562939272351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=9138092562939272351' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9138092562939272351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9138092562939272351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2008/01/talvez-de-tanto-egomo-eu-queira.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-5992617672952276866</id><published>2007-12-30T22:31:00.000-03:00</published><updated>2007-12-30T22:42:08.060-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enquanto olhavam o céu, sem estrelas,&lt;br /&gt;falavam calmo e suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente está no meio de um escuridão querida.&lt;br /&gt;- É, mas você se lembra daquele por-do-sol que nos iluminava ? Vai ver ele terminou de se por.&lt;br /&gt;- Não, eu não me lembro. Mas eu me lembro de ter visto um dia&lt;br /&gt;um brilho nos teus olhos e era ele que iluminava os meus planos,&lt;br /&gt;os meus caminhos, os meus sonhos. E era só olhar pros teus olhos&lt;br /&gt;pra eu saber o que fazer, ele instigava o melhor de mim e me fazia&lt;br /&gt;crer que eu podia tudo. Cadê o brilho dos teus olhos amor?&lt;br /&gt;- Os meus olhos são apenas um reflexo dos teus, quando pensa em mim , meu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Falta um pouco de luz nos seus olhos&lt;br /&gt;e me dá saudade o seu rosto brilhando ao sol&lt;br /&gt;Falta um pouco de amor no seu corpo&lt;br /&gt;e eu não posso te dar pois em mim faltará também"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ludov - Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-5992617672952276866?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/5992617672952276866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=5992617672952276866' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5992617672952276866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/5992617672952276866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2007/12/enquanto-olhavam-o-cu-sem-estrelas.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8527275850801650867</id><published>2007-12-26T18:01:00.000-03:00</published><updated>2007-12-26T18:06:42.105-03:00</updated><title type='text'>Sobre relacionamentos virtuais</title><content type='html'>"Acabaram por se afastar mas...olha, &lt;br /&gt;ela ainda sonha com ele... e Ele ainda pensa nela ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos não estavam nos planos um do outro&lt;br /&gt;e ainda assim foi incrível... Mas acabaram &lt;br /&gt;por se afastar, uma pena, um desperdício, &lt;br /&gt;de corações,de sensações,de amores e de ilusões. &lt;br /&gt;Mas olha, ela ainda sonha com ele... &lt;br /&gt;e Ele ainda pensa nela..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Autor Desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: .Meu Aniversário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8527275850801650867?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8527275850801650867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8527275850801650867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8527275850801650867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8527275850801650867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2007/12/sobre-relacionamentos-virtuais.html' title='Sobre relacionamentos virtuais'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-8203736569357156773</id><published>2007-12-16T19:43:00.000-03:00</published><updated>2007-12-16T22:21:38.959-03:00</updated><title type='text'>Texto em Parceria.</title><content type='html'>Era Sexta-Feira.&lt;br /&gt;E, acima de tudo, era um dia melancólico.&lt;br /&gt;Ela estava em um canto estratégico da sala, donde ela podia ver tudo, menos o corredor,podia ver a cozinha, a porta da sala, a TV... estava sentada na cadeira que era dela.Aliás tudo naquela casa era dela, tudo tão dela, tudo só dela, que às vezes ela seria capaz de propor uma sociedade.Mas não na Sexta-feira, não hoje. Hoje ela queria gozar daquele vazio ensurdecedor.Conversas não eram necessárias, tampouco seriam as palavras de consolo.  Hoje ela sentia-se capaz de escrever um livro de auto-ajuda, ou um livro de auto-flagelação, auto-destruição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na vitrola um Blues. Na boca um vinho, tinto, doce, que agora descia tão seco e tão saboroso.E pensava: o que será que os músicos sentiam ao escrever um Blues? Mas isso não importava pra ela,ela não queria pensar, queria sentir, sentir o Blues e toda a tormenta de sentimentos que ele a fazia sentir. E ela se sentia bem hoje, se sentia tão intensa... O Blues era apenas mais um pouco de melancolia ao seu dia já melancólico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele ligasse ela inventaria uma desculpa qualquer...TPM, Cólica ou a famosa dor de cabeça, mas e se ele aparecesse ?? E foi o que ele fez, interfonou e pediu pra subir... Ahh... ela queria tanto ficar sozinha, mas queria tanto que ele subisse. Se ele perguntasse, ela explicaria que o telefone acabou a bateria e não teve coragem de procurar o carregador, ela explicaria que estava tão fora de si que esqueceu que tinha um telefone residencial,ela explicaria que aquele copo de vinho na mão dela era porque os médicos dizem que um pouco de vinho faz bem pra saúde, mas como explicar que já não tem mais metade da garrafa ?? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela destrancou a porta e continuou em sua cadeira só esperando que ele entrasse... &lt;br /&gt;E ele entrou, tímido, calado, quieto, tão diferente do de costume, e, pra sua surpresa, sem perguntas... Ele fechou a porta e se escorou, ela se levantou, trocou o copo de vinho pela garrafa, chegou perto dele, desligou a luz e o abraçou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que se explicar, se ela podia faze-lo sentir, se ela podia com o toque de suas mãos mostrar os sentimentos dela e deixar que dessa vez ele a entendesse melhor do que nunca? Ela pegou outro vinho na geladeira, deu pra ele o vinho já pela metade, abriu a nova garrafa e o levou pra ver as estrelas na sacada, sentados no chão, com o cobertor cobrindo as pernas, com ela escorada no corpo quente dele, B.B.King tocando ao fundo, as estrelas no céu limpo e negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio era profundo e totalmente compreensível, pela primeira vez ela não entendeu a existência das palavras. Toda aquela troca de sentimentos era tão mais profundo e ela jamais poderia explicar. E estava tudo tão completo agora.Tão sereno e calmo... os sentimentos, o céu, o tempo e, até mesmo, as confusões, as dúvidas e as latências.&lt;br /&gt;Um pouco de blues e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Texto ; Adrielly Soares e Raíza Moraes&lt;br /&gt;( http://oinsanoeosutil.blogspot.com/ )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs2: Nunca pensei que escreveria algo em parceria. x)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-8203736569357156773?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/8203736569357156773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=8203736569357156773' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8203736569357156773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/8203736569357156773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2007/12/texto-em-parceria.html' title='Texto em Parceria.'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-9081999504151351044</id><published>2007-12-13T18:23:00.000-03:00</published><updated>2007-12-13T18:25:46.738-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu juro que às vezes não sei o que fazer.&lt;br /&gt;Sei que faço muitas coisas erradas tentando acertar.&lt;br /&gt;Sei que às vezes exagero eu perco a razão. &lt;br /&gt;Estou perdendo a razão e o juízo. &lt;br /&gt;Eu não sei o que fazer estou com medo,&lt;br /&gt;estou triste, sem direção, &lt;br /&gt;estou errada em tudo que faço,&lt;br /&gt;estou enganada em tudo que acredito, &lt;br /&gt;estou desiludida nas coisas que amo, &lt;br /&gt;estou desgostosa naquilo que gosto, &lt;br /&gt;estou ficando parada no tempo &lt;br /&gt;quando o meu desejo é fazer &lt;br /&gt;com que ele passe tão rápido &lt;br /&gt;que não me faça sentir sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrielly Soares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-9081999504151351044?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/9081999504151351044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=9081999504151351044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9081999504151351044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/9081999504151351044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2007/12/eu-juro-que-s-vezes-no-sei-o-que-fazer.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1838622409549495822</id><published>2007-12-09T22:02:00.001-03:00</published><updated>2007-12-10T05:52:05.179-03:00</updated><title type='text'>Vontades...</title><content type='html'>Vontade de ser toda tua agora, &lt;br /&gt;Não só toda coração, mas corpo e alma,&lt;br /&gt;Vontade de consumir você em cada célula,&lt;br /&gt;Vontade de sentir cada respiração sua esquentando o meu pescoço,&lt;br /&gt;Vontade de perder mais dez minutos pra te dar &lt;br /&gt;mais um beijo antes de sair,&lt;br /&gt;Vontade de ainda deitada te ver levantar &lt;br /&gt;da cama semi-nua, atrasada.&lt;br /&gt;Vontade de sentir teu toque sem ao menos precisar olhá-la,&lt;br /&gt;Vontade de não precisar pensar em você pra te ter,&lt;br /&gt;Vontade de te ver em cada rosto, sorriso, olhar, corpo,&lt;br /&gt;Vontade de não precisar dizer, escrever e sim fazê-la sentir,&lt;br /&gt;Vontade, vontade, vontades...&lt;br /&gt;Dizem que vontade é coisa que passa.&lt;br /&gt;Essas não, as minhas não. &lt;br /&gt;É porque talvez tudo seja mais que vontade,&lt;br /&gt;tudo já é necessidade, você é necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrielly Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: 5 meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1838622409549495822?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1838622409549495822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1838622409549495822' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1838622409549495822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1838622409549495822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2007/12/vontades.html' title='Vontades...'/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6676595089717153542.post-1666062768343095422</id><published>2007-11-27T22:09:00.000-03:00</published><updated>2007-11-27T22:57:16.644-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>... Eu não disse nada porque eu não sabia o que dizer.&lt;br /&gt;Quero dizer, eu sei que o certo seria eu dizer que eu&lt;br /&gt;também sinto o mesmo, mas eu não disse. Eu não sei fazer o certo, &lt;br /&gt;você sabe que não. Se eu dissesse: "Oh querida, eu te amo também!", isso&lt;br /&gt;não faria daquele momento mais especial.  Ta, ok, &lt;br /&gt;talvez fizesse dele mais especial pra você. &lt;br /&gt;mas tudo só faria das nossas juras de sinceras &lt;br /&gt;nada mais que um lugar comum.&lt;br /&gt;Oh querida por favor não se abale, &lt;br /&gt;você sabe, você é especial pra mim e pra mim só existe você. &lt;br /&gt;Então não fique triste, em outras palavras isto é; Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Nem sempre é como a gente quer. x)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6676595089717153542-1666062768343095422?l=adri-elly.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adri-elly.blogspot.com/feeds/1666062768343095422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6676595089717153542&amp;postID=1666062768343095422' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1666062768343095422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6676595089717153542/posts/default/1666062768343095422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adri-elly.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Adrielly Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01369647050198277159</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/__yAJkJG9fFc/SIP1zrEnA9I/AAAAAAAAALs/EAGcQvhKUF4/S220/SV100590.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
